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Posts Tagged ‘oscars’

E foi quase tudo como previsto na 84ª cerimônia de entrega dos prêmios da Academia de Hollywood (sem querer me gabar, mas já me gabando, acertei 20 das 24 categorias – o que pode ser um grande sinal da previsibilidade da noite). Tirando uma ou outra surpresa (se é que dá pra chamar de surpresa uma vitória de Meryl Streep), a noite foi dominada por um clima de nostalgia e homenagem aos tempos áureos do cinema, desde as garotas servindo pipoca nos intervalos, passando pelo número musical do Cirque du Soleil e culminando na vitória do filme mudo e preto-e-branco (e francês) “O Artista” (além dos diversos prêmios que “A Invenção de Hugo Cabret” levou).  As inserções com grandes astros falando dos filmes que os emocionaram e tentando explicar o que faz um filme ser bom também foi bem legal, e a festa foi mais enxuta que o normal, com os mesmos apresentadores (quase todos muito bem escolhidos e bastante à vontade) entregando mais de um prêmio por vez. Destaque entre os apresentadores foi Emma Stone, que fingiu com muita naturalidade estar deslumbrada com  o fato de estar no palco do Oscar e foi bem acompanhada por um (dessa vez) discreto Ben Stiller – teve gente que até achou que ela estivesse sob efeito de substâncias, digamos, tóxicas.

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Já Billy Crystal mandou bem em sua função como mestre-de-cerimônias (pela nona vez), com um divertido clipe inicial em que interagiu com alguns dos filmes indicados, seguido pela sua tradicional  musiquinha citando todos os indicados a melhor filme (“It´s a wonderful night for Oscar / Oscar, Oscar …”) . E embora ele não seja ácido como Ricky Gervais, e nem tão engraçado, as inserções que ele fez em alguns momentos da noite tiveram graus variados de graça e em geral arrancaram risadas do público.

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Como sempre, alguns astros e estrelas acertaram no figurino e outros erraram. A mais bela da noite, pelo menos pra mim, foi Jessica Chastain, seguida de perto pela “nova mamãe” Natalie Portman (vejam a seguir um post exclusivo com as belas da noite).

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Estes foram os ganhadores do Oscar 2012:

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MELHOR FILME

MELHOR FIGURINO

MELHOR TRILHA SONORA

O Artista

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MELHOR ATOR:

Jean Dujardin (O Artista)

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MELHOR DIRETOR:

Michel Hazanavicius (O Artista)

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MELHOR ATRIZ:

Meryl Streep (A Dama de Ferro)

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

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MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

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MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes – Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash

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MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Meia-Noite em Paris – Woody Allen

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:

Rango

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Irã, “A Separação”

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MELHOR FOTOGRAFIA

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

MELHOR MIXAGEM DE SOM

MELHORES EFEITOS VISUAIS

A Invenção de Hugo Cabret

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MELHOR MONTAGEM

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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MELHOR MAQUIAGEM

A Dama de Ferro (The Iron Lady)

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MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” (OS MUPPETS) – Música e Letras de Bret McKenzie

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA-METRAGEM:

Undefeated

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM:

Saving Face

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MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

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MELHOR CURTA-METRAGEM

The Shore

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Depois dos meus longos (e tediosos) comentários categoria por categoria, segue agora a lista com todos os indicados, quem eu acho que vai ganhar e quem deveria ganhar.

Vale lembrar que o Oscar é hoje, com transmissão ao vivo pela TNT (e pela Globo também, mas vou ignorar isso porque é só depois do Big Brother, então deve começar na metade). Como sempre o canal E! mostra o tapete vermelho – e parece que a TNT também, o que é ótimo porque o E! não tem SAP e a dublagem deles é horrorosa.

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MELHOR FILME:

O Artista (The Artist)

Os Descendentes (The Descendants)

Extremely Loud & Incredibly Close (Tão Forte e Tão Perto)

Histórias Cruzadas (The Help)

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)

A Árvore da Vida (The Tree of Life)

Cavalo de Guerra (War Horse)

VAI GANHAR: O Artista

DEVERIA GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret ou O Artista

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MELHOR ATOR:

Demián Bichir (A Better Life)

George Clooney (Os Descendentes)

Jean Dujardin (O Artista)

Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais)

Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo)

VAI GANHAR: Jean Dujardin

DEVERIA GANHAR: Jean Dujardin ou George Clooney

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MELHOR ATRIZ:

Glenn Close (Albert Nobbs)

Viola Davis (Histórias Cruzadas)

Rooney Mara (Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres)

Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

VAI GANHAR: Viola Davis

DEVERIA GANHAR: Rooney Mara ou Meryl Streep

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bérénice Bejo (O Artista)

Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

Melissa McCarthy (Missão: Madrinha de Casamento)

Janet McTeer (Albert Nobbs)

Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

VAI GANHAR: Octavia Spencer

DEVERIA GANHAR: Berenice Bejo

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MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)

Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo)

Nick Nolte (Guerreiro)

Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

VAI GANHAR: Christopher Plummer

DEVERIA GANHAR: Christopler Plummer

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MELHOR DIRETOR:

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Alexander Payne (Os Descendentes)

– Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret )

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Terrence Malick (A Árvore da Vida)

VAI GANHAR: Michel Hazanavicius

DEVERIA GANHAR: Martin Scorsese

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MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes – Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash

A Invenção de Hugo Cabret – John Logan

Tudo pelo Poder – George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon

O Homem Que Mudou o Jogo – Steven Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chervin

O Espião que Sabia Demais – Bridget O’Connor e Peter Straughan

VAI GANHAR: Os Descendentes

DEVERIA GANHAR: Tudo pelo Poder

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MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Artista – Michel Hazanavicius

Missão: Madrinha de Casamento – Annie Mumolo e Kristen Wiig

Margin Call – O Dia Antes do Fim – J.C. Chandor

Midnight in Paris – Woody Allen

A Separação – Asghar Farhadi

VAI GANHAR: Meia-Noite em Paris

DEVERIA GANHAR: Meia-Noite em Paris ou Margin Call

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:

A Cat in Paris

Chico & Rita

Kung Fu Panda 2

Gato-de-Botas (Puss in Boots)

Rango

VAI GANHAR: Rango

DEVERIA GANHAR: Rango

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Belgium, “Bullhead”

Canada, “Monsieur Lazhar”

Iran, “A Separação”

Israel, “Footnote”

Poland, “In Darkness”

VAI GANHAR: A Separação

DEVERIA GANHAR: A Separação

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MELHOR FOTOGRAFIA:

O Artista

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A Invenção de Hugo Cabret

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

VAI GANHAR: A Árvore da Vida

DEVERIA GANHAR: A Árvore da Vida

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MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:

O Artista

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Meia-Noite em Paris

Cavalo de Guerra

VAI GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

DEVERIA GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

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MELHOR FIGURINO:

Anonymous

O Artista

A Invenção de Hugo Cabret

Jane Eyre

W.E.

VAI GANHAR: O Artista

DEVERIA GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

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MELHOR MONTAGEM

O Artista

Os Descendentes

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A Invenção de Hugo Cabret

O Homem Que Mudou o Jogo

VAI GANHAR: O Artista

DEVERIA GANHAR: Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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MELHOR MAQUIAGEM

Albert Nobbs

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

A Dama de Ferro (The Iron Lady)

VAI GANHAR: A Dama de Ferro

DEVERIA GANHAR: A Dama de Ferro

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MELHOR TRILHA SONORA

As Aventuras de Tintin (John Williams)

O Artista (Ludovic Bource)

A Invenção de Hugo Cabret (Howard Shore)

O Espião que Sabia Demais (Alberto Iglesias)

Cavalo de Guerra (John Williams)

VAI GANHAR: O Artista

DEVERIA GANHAR: O Artista

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MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” (OS MUPPETS) – Música e Letras de Bret McKenzie

“Real in Rio” (RIO) – Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown / Letras de Siedah Garrett

VAI GANHAR: Os Muppets

DEVERIA GANHAR: Os Muppets

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MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Drive

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A Invenção de Hugo Cabret

Transformers 3: O Lado Sombrio da Lua

Cavalo de Guerra

VAI GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

DEVERIA GANHAR: Drive

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MELHOR MIXAGEM DE SOM

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A Invenção de Hugo Cabret

O Homem Que Mudou o Jogo

Transformers 3: O Lado Sombrio da Lua

Cavalo de Guerra

VAI GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

DEVERIA GANHAR: Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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MELHORES EFEITOS VISUAIS

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Gigantes de Aço (Real Steel)

Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)

Transformers 3

VAI GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

DEVERIA GANHAR: A Invenção de Hugo Cabret

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA-METRAGEM:

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

VAI GANHAR: Paradise Lost 3: Purgatory

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM:

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

VAI GANHAR: Saving Face

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MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Dimanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Life

VAI GANHAR: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

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MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

VAI GANHAR: The Shore

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Continuando, vamos ver agora os diretores e roteiristas.

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MELHOR DIRETOR:

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Alexander Payne (Os Descendentes)

– Martin Scorsese (Hugo)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Terrence Malick (A Árvore da Vida)

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Ano passado aconteceu algo interessante nessa categoria: quatro diretores já bem conceituados e conhecidos (David Fincher, Darren Aronofski, David O. Russell e os irmãos Coen) enfrentavam um novato em Hollywood, ainda que veterano em seu país natal, a Inglaterra (Tom Hooper). Resultado: ganhou o novato. Esse ano a mesma coisa pode se repetir. Quatro veteranos e consagrados diretores (Martin Scorsese, Woody Allen, Terrence Malick e Alexander Payne) enfrentam um novato em Hollywood, ainda que veterano em sua terra natal, a França (Michel Hazanavicius). E o “novato” tem grandes chances de levar novamente. O francês foi corajoso ao investir em um filme difícil (mudo, preto-e-branco, ambientado nos anos 20, com cenas musicais) e vem se dando muito bem – e não será surpreendente se sua direção também for premiada. Ainda assim, acho que Scorsese merece mais, por dar uma aula de cinema e de como se deve usar o 3D em “Hugo”. Aliás, quem não viu o filme no cinema não sabe o que está perdendo – nunca o 3D funcionou tão bem pra colocar o público dentro do filme. Payne corre por fora e tem chances principalmente se a Academia decidir premiar “Os Descendentes” como melhor filme – pouco provável, mas não impossível. Já Malick vai se contentar com a indicação por sua pretensão (e se sentir estimulado a trabalhar mais, já que ele fez apenas 4 filmes em mais de vinte anos mas parece que agora já tem 2 filmes engatilhados pros próximos dois anos) e Allen deve levar o prêmio de roteiro.

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MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes – Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash

Hugo – John Logan

Tudo pelo Poder (The Ides of March) – George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon

Moneyball – Steven Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chervin

O Espião que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy) – Bridget O’Connor e Peter Straughan

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Aaron Sorkin, criador da melhor série de TV de todos os tempos (“The West Wing”), pode realizar o feito de ganhar o Oscar de roteiro adaptado dois anos seguidos – levou o prêmio ano passado por “A Rede Social” e pode ganhar de novo esse ano pela adaptação que fez do antes considerado infilmável “Moneyball”. Teve para isso a ajuda de Steven Zaillian, outro veterano e também ex-ganhador do Oscar (“Traffic”, “Syriana”). Mas eles enfrentam um páreo duro, já que é muito provável que a Academia decida dar um prêmio de consolação para “Os Descendentes” (cuja adaptação foi feita, dentre outros, pelo ator que faz o diretor da faculdade da série “Community”) e escolham essa categoria para isso. Correm por fora, todos com chances: “Hugo”, do dramaturgo John Logan (que escreveu a peça “Red”, ganhadora do Tony e que estreia no Brasil no segundo semestre); “Tudo pelo Poder”, adaptação de uma peça da Broadway; e o difícil e complexo “O Espião Que Sabia Demais”, adaptado do livro de John Le Carré.

Faltou aqui a ótima adaptação de “Drive”, que melhorou o livro já bacana de James Sallis e o transformou no melhor filme do ano.

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MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Artista – Michel Hazanavicius

Missão: Madrinha de Casamento (Bridesmaids) – Annie Mumolo e Kristen Wiig

Margin Call – O Dia Antes do Fim – J.C. Chandor

Midnight in Paris – Woody Allen

A Separação (A Separation) – Asghar Farhadi

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Essa é uma das categorias mais difíceis do Oscar, porque todos os filmes merecem o prêmio. Menos “O Artista”, talvez, que tem uma história bem simplória e previsível. Mas os outros quatro são fortíssimos candidatos – e isso porque ficaram de fora roteiros incríveis como “Young Adult” (da ganhadora do Oscar por “Juno” Diablo Cody), “50%” (baseado na história real vivida pelo próprio autor e pelo ator Seth Rogen) e “Vencer ou Vencer” (filme estrelado por Paul Giamatti).

Seria bem legal se “Margin Call”, um dos melhores filmes do ano, levasse o único prêmio ao qual foi indicado. Também seria bacana se a irreverência de “Bridesmaids” ou a crueza e verdade de “A Separação” fossem reconhecidas. Mas deve levar mesmo, e merecidamente, o mestre Woody Allen.

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Seguem agora os meus comentários sobre os prêmios de atuação:

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MELHOR ATOR:

– Demián Bichir (A Better Life)

– George Clooney (Os Descendentes)

– Jean Dujardin (O Artista)

– Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais)

– Brad Pitt (Moneyball)

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É inacreditável que essa seja a primeira indicação de Gary Oldman ao Oscar. Pena que ele vai ter que se dar por satisfeito com isso, porque a disputa ao prêmio está bem acirrada, ainda que basicamente entre George Clooney e Jean Dujardin. Qualquer um deles que ganhe será merecido, já que ambos estão ótimos. Clooney vem se especializando em interpretações contidas e recheadas de nuances e vulnerabilidade, como em “Os Descendentes” e nos anteriores “Amor Sem Escalas” e “Conduta de Risco” (foi indicado ao Oscar por todas elas). E poderia ter sido indicado também como coadjuvante esse ano, pelo brilhante retrato de um político idealista mas cheio de defeitos em “Tudo Pelo Poder”. Já Dujardin consegue expressar todos os sentimentos – alegria, amor, raiva, orgulho, entre outros – sem dizer uma única palavra. Isso não é pra qualquer um.

Os outros dois finalistas (Brad Pitt, que mostrou em “Moneyball” algo que vira e mexe é esquecido: que ele é um grande ator; e o mexicano Demián Bichir) mereceram suas indicações, mas poderiam ter sido substituídos por outros. Ewan McGregor, por exemplo, que é provavelmente o ator mais subestimado da atualidade e está incrível em “Toda Forma de Amor” como o filho que enfrenta ao mesmo tempo a morte da mãe, a doença (e a recém-assumida homossexualidade) do pai e um novo amor. Ou Joseph Gordon-Levitt, que emociona e faz rir como um escritor que descobre que tem câncer em “50%”. Ou até Leonardo DiCaprio, que dividiu opiniões mas impressiona em “J. Edgar”. Porém, o grande injustiçado do ano foi Ryan Gosling, que não teve só uma atuação brilhante esse ano, mas TRÊS (“Drive”, “Tudo pelo Poder” e “Amor à Toda Prova”) – a ausência dele entre os finalistas é uma aberração. Aliás, deveria haver uma forma da Academia impedir que um ator que tem mais de uma grande atuação no ano fosse prejudicado por votos divididos, que acabam diminuindo as chances de ganhar uma indicação – a mesma coisa aconteceu com Michael Fassbender, elogiadíssimo em “Shame”, “Jane Eyre” e “Um Método Perigoso”.

Enfim, acho que dá Dujardin, mas pode dar Clooney.

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MELHOR ATRIZ:

– Glenn Close (Albert Nobbs)

– Viola Davis (Histórias Cruzadas)

– Rooney Mara (Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres)

– Meryl Streep (A Dama de Ferro)

– Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

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Mais acirrada ainda que entre os atores está a disputa entre as atrizes. Meryl Streep e Viola Davis são as favoritas, já que vêm dividindo a maioria dos prêmios. Mas Michelle Williams ganhou o Globo de Ouro e também tem chances. Já Glenn Close pode se dar bem se os votantes se lembrarem que ela já foi indicada cinco vezes e não ganhou nenhuma. Corre por fora injustamente quem eu acho que deveria ganhar, Rooney Mara, brilhante em um papel dificílimo, ainda mais por causa da comparação com a versão sueca de “Girl With the Dragon Tattoo”.

Meryl Streep é um fenômeno, e isso não é novidade. Assistindo “A Dama de Ferro”, um filme mediano, diga-se de passagem, você esquece que ela não é inglesa e esquece até que não é a Margaret Thatcher verdadeira na tela. Impressionante, mesmo. Mas Viola Davis, que faz em “Histórias Cruzadas” a sua primeira protagonista no cinema, tem uma atuação fortíssima – embora eu não ache que ela se destaca tanto assim em meio ao incrível time feminino do filme. Como todo mundo tende a encarar Meryl como “ah, ela já ganhou duas vezes, é indicada todo ano, vamos dar o prêmio pra outra”, é bem provável que Viola leve. E nisso Meryl Streep, a maior atriz da atualidade (e talvez de todos os tempos) não ganha um Oscar desde 82.

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MELHOR ATOR COADJUVANTE:

– Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)

– Jonah Hill (Moneyball)

– Nick Nolte (Warrior)

– Christopher Plummer (Beginners – Toda Forma de Amor)

– Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close)

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Os coadjuvantes são pelo menos em teoria as barbadas desse ano. Christopher Plummer levou todos os prêmios anteriores ao Oscar, e dificilmente vai perder aqui. E ele merece. Um veterano de 82 anos, adorado e admirado por todos, ele teve sua primeira indicação apenas dois anos atrás por “A Última Estação”, onde interpretava o escritor russo Tolstoi em seus ultimos dias de vida. Dessa vez ele brilhou em “Toda Forma de Amor” fazendo um homem de 70 anos que perde a esposa e decide assumir (e aproveitar ao máximo) a homossexualidade, que reprimiu durante a vida toda. Só que não é só isso: logo depois ele descobre que tem um câncer que provavelmente o matará em pouco tempo. E encara isso com uma disposição impressionante.

Os outros coadjuvantes são bons: Jonah Hill mostra que é mais que um gordinho engraçado, Max Von Sidow emociona como um velho mudo, Nick Nolte tenta reconquistar os filhos que abandonou por ser alcoólatra e Kenneth Branagh tem a honra de interpretar seu grande ídolo, Laurence Olivier. Outras grandes atuações foram deixadas de fora e poderiam ter sido indicadas, como Clooney em “Tudo Pelo Poder”, Gosling por “Amor à Toda Prova”, Albert Brooks e Bryan Cranston em “Drive”, Patton Oswalt em “Young Adult”, Ben Kingsley e Sasha Baron Cohen em “Hugo”, entre outros. Mas nenhum deles chega perto de Plummer, e por isso ele não perde.

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

– Bérénice Bejo (O Artista)

– Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

– Melissa McCarthy (Missão: Madrinha de Casamento)

– Janet McTeer (Albert Nobbs)

– Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

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Entre as atrizes a barbada é Octavia Spencer, que vem levando todos os prêmios do ano – embora Jessica Chastain esteja pelo menos tão bem quanto ela em “The Help”. Jessica, aliás, teve o mesmo problema de Ryan Gosling e Michael Fassbender: fez tanto filme e todos tão bem esse ano que quase fica sem indicação – pra quem não lembra, ela também fez “A Árvore da Vida” e está ótima em “The Debt”, ainda inédito no Brasil. Mas pra mim quem deveria mesmo ganhar é a argentina Berenice Bejo, que fez o mesmo que Jean Dujardin em “O Artista” no mínimo tão bem quanto ele (e na verdade deveria ter sido indicada como atriz principal, e não como coadjuvante).

Faltou aqui lembrarem de Carey Mulligan, indicada em 2010 por “Educação” e ótima esse ano em dois papéis bastante diferentes, em “Drive” e “Shame”.

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O Oscar é amanhã (ou hoje, dependendo da hora em que você ler isso aqui) e embora as indicações tenham sido um tanto controversas (e muita coisa boa tenha ficado de fora), não há nada a se fazer a não ser torcer pros seus favoritos dentre os que foram indicadosFicarei feliz se “O Artista” levar mesmo o prêmio de melhor filme (mas “A Invenção de Hugo Cabret”, “Meia-Noite em Paris” e “Histórias Cruzadas” também são boas escolhas e igualmente merecidas), melhor ator (Jean Dujardin) e melhor atriz coadjuvante (Berenice Bejo); se “Hugo” levar o de melhor diretor pra Martin Scorsese (e mais um monte de prêmios técnicos); se Rooney Mara (de “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”) for a melhor atriz e Christopher Plummer (“Beginners – Toda Forma de Amor”) o melhor ator coadjuvante; se “Os Descendentes” e “Meia-Noite em Paris” levarem os prêmios de roteiro; e se “Rango” for a melhor animação.

Como isso dificilmente vai acontecer, seguem os meus comentários, separados por categorias. Primeiro, os filmes.

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MELHOR FILME:

– O Artista (The Artist)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)

– A Árvore da Vida (The Tree of Life)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

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Antes de mais nada, uma explicação: por que nove indicados? Dois anos atrás a Academia decidiu aumentar o número de indicados de cinco para dez. Isso seria uma tentativa de permitir que filmes mais populares fossem indicados e atraissem mais gente pra assistir a cerimônia (isso foi logo depois do cultuado “Batman – O Cavaleiro das Trevas” não ter conseguido ficar entrar os cinco finalistas). Não deu muito certo, então esse ano decidiram introduzir um novo critério: somente seriam finalistas aqueles que obtivessem pelo menos 5% dos votos de melhor filme, o que faria com que a lista tivesse entre cinco e dez filmes – daí os nove. Só que mais uma vez a tentativa foi furada, já que filmes populares como “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2” e “Missão: Madrinha de Casamento” continuaram de fora e os únicos realmente bons de bilheteria indicados foram “Histórias Cruzadas” e “Meia-Noite em Paris”. Pode-se então esperar mais mudanças pra 2013.

No fim, dá pra dizer que a lista dos finalistas foi conservadora e pouquíssimo ousada (salvo poucas exceções). Embora recheada de bons filmes (quase todos nota 7 ou 8, no máximo um 8.5), os verdadeiros melhores filmes do ano ficaram de fora. “Drive”, “Guerreiro” (Warrior), “Tudo pelo Poder” (The Ides of March), “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (The Girl With the Dragon Tattoo), “Toda Forma de Amor” (Beginners) e “50%” (50/50), os melhores filmes do ano na minha opinião (*), tiveram que se contentar com indicações técnicas ou de atuação.

Dito isso, dentre os indicados existem alguns filmes bacanas que merecem ganhar o prêmio. O favorito, “O Artista”, é um ótimo filme e bastante ousado, considerando ser em preto-e-branco, quase que totalmente mudo, em pleno século XXI. A história é previsível, mas emociona e envolve, e o filme é uma bela homenagem ao cinema do passado. Também são odes ao passado as outras duas pérolas da lista, “A Invenção de Hugo Cabret” (o filme que Scorsese fez pra filha e que ensina todos os outros realizadores como se deve usar o 3D) e “Meia-Noite em Paris” (uma declaração de amor de Woody Allen à Paris dos anos 20). E  o passado está presente ainda no ótimo “Histórias Cruzadas”, valorizado pelo excepcional elenco quase todo feminino. Estes são os quatro filmes que realmente merecem estar na lista dos melhores do ano e qualquer um deles que ganhar será merecido. Já os demais são bons filmes convencionais com ótimos roteiros e atores/atrizes inspirados (“Os Descendentes” e “O Homem Que Mudou o Jogo”), fábulas sentimentais que dividiram os críticos e o público (“Cavalo de Guerra” e “Tão Forte e Tão Perto”) e uma obra ao mesmo tempo ousada, pretensiosa… e chata (“A Árvore da Vida”).

(*) Ainda não assisti “Shame”, “Um Método Perigoso” (A Dangerous Method), “Jovens Adultos” (Young Adult) e “Melancolia”, que podem talvez entrar ainda na minha lista de melhores do ano.

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:

A Cat in Paris

Chico & Rita

Kung Fu Panda 2

Gato-de-Botas (Puss in Boots)

Rango

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Pontos positivos pra Academia por reconhecer animações mais obscuras como o cubano/mexicano “Chico & Rita” e o francês “Um Gato em Paris”, mas negativos por ter, para isso,  sacrificado os bons “As Aventuras de Tintim” e “Rio” – melhor seria ter deixado de fora os convencionais “Gato de Botas” e “Kung Fu Panda 2”. Resta torcer pra que a grande animação do ano seja realmente a vencedora: “Rango”, o divertido e criativo western da dupla da série “Piratas do Caribe”: o diretor Gore Verbinski e o astro Johnny Depp.

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Bélgica, “Bullhead”

Canadá, “Monsieur Lazhar”

Irã, “A Separation”

Israel, “Footnote”

Polônia, “In Darkness”

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Não assisti nenhum dos indicados desse ano, mas a opinião é quase unânime de que o prêmio não deve escapar do iraniano “A Separação” – embora tenha ouvido bons comentários sobre o polonês “In Darkness”, que pode surpreender. De qualquer forma, o meu filme estrangeiro preferido do ano foi o argentino “Medianeiras” – e fiquei bem triste por não terem indicado “Tropa de Elite 2”, o melhor filme brasileiro de todos os tempos.

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA-METRAGEM:

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

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Dentre os documentários, ficou injustamente de fora “Senna”, que ganhou o BAFTA e merecia estar na lista. “Pina” (homenagem de Wim Wenders à coreógrafa e dançarina Pina Bausch, em 3D) deve estrear no Brasil nas próximas semanas, mas nem sinal dos outros. O favorito aparentemente é “Paradise Lost 3”, sobre três condenados por assassinato que foram recentemente inocentados.

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM:

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

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MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Dimanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Life

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MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

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Como sempre, muitas omissões (cadê Tintin e Melancolia? Cadê DiCaprio, Gosling e Fassbender?) mas alguns acertos (Gary Oldman, Woody Allen por direção e roteiro, Rooney Mara, nada de Carros 2)  nos indicados ao Oscar 2012, anunciados hoje. Amanhã vou comentar com mais detalhes, mas por enquanto, fiquem com a lista completa:

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MELHOR FILME:

– O Artista (The Artist)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Extremely Loud & Incredibly Close

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)

– A Árvore da Vida (The Tree of Life)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

MELHOR ATOR:

– Demián Bichir (A Better Life)

– George Clooney (Os Descendentes)

– Jean Dujardin (O Artista)

– Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais)

– Brad Pitt (Moneyball)

MELHOR ATRIZ:

– Glenn Close (Albert Nobbs)

– Viola Davis (Histórias Cruzadas)

– Rooney Mara (Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres)

– Meryl Streep (A Dama de Ferro)

– Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

– Bérénice Bejo (O Artista)

– Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

– Melissa McCarthy (Missão: Madrinha de Casamento)

Janet McTeer (Albert Nobbs)

– Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

– Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)

– Jonah Hill (Moneyball)

– Nick Nolte (Warrior)

– Christopher Plummer (Beginners – Toda Forma de Amor)

– Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close)

MELHOR DIRETOR:

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Alexander Payne (Os Descendentes)

– Martin Scorsese (Hugo)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Terrence Malick (A Árvore da Vida)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes – Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash

Hugo – John Logan

Tudo pelo Poder (The Ides of March) – George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon

Moneyball – Steven Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chervin

O Espião que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy) – Bridget O’Connor e Peter Straughan

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Artista – Michel Hazanavicius

Missão: Madrinha de Casamento (Bridesmaids) – Annie Mumolo e Kristen Wiig

Margin Call – O Dia Antes do Fim (J.C. Chandor)

Midnight in Paris – Woody Allen

A Separação (A Separation) – Asghar Farhadi

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:

A Cat in Paris

Chico & Rita

Kung Fu Panda 2

Gato-de-Botas (Puss in Boots)

Rango

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Belgium, “Bullhead”

Canada, “Monsieur Lazhar”

Iran, “A Separation”

Israel, “Footnote”

Poland, “In Darkness”

MELHOR FOTOGRAFIA:

The Artist

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With The Dragon Tattoo)

Hugo

The Tree of Life

War Horse

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:

The Artist

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)

Hugo

Midnight in Paris

War Horse

MELHOR FIGURINO:

Anonymous

The Artist

Hugo

Jane Eyre

W.E.

MELHOR MONTAGEM

The Artist

The Descendants

The Girl with the Dragon Tattoo

Hugo

Moneyball

MELHOR MAQUIAGEM

Albert Nobbs

Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2

A Dama de Ferro (The Iron Lady)

MELHOR TRILHA SONORA

The Adventures of Tintin (John Williams)

The Artist (Ludovic Bource)

Hugo (Howard Shore)

Tinker Tailor Soldier Spy (Alberto Iglesias)

War Horse (John Williams)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” (THE MUPPETS) – Música e Letras de Bret McKenzie

“Real in Rio” (RIO) – Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown / Letras de Siedah Garrett

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Drive

The Girl with the Dragon Tattoo

Hugo

Transformers 3: O Lado Sombrio da Lua (Transformers: Dark of the Moon)

War Horse

MELHOR MIXAGEM DE SOM

The Girl with the Dragon Tattoo

Hugo

Moneyball

Transformers: Dark of the Moon

War Horse

.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2

Hugo

Gigantes de Aço (Real Steel)

Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)

Transformers: Dark of the Moon

MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA-METRAGEM:

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM:

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Dimanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Life

MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

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Foi uma noite divertida e bem comandada por Anne Hathaway e James Franco, que foram suficientemente glamurosos (Anne trocou de vestido pelo menos umas seis vezes) e engraçadinhos, mas sem exageros (exceto pela entrada de Franco vestido de Marylin Monroe). Franco, aliás, repetiu Ricky Gervais (o polêmico apresentador dos Golden Globes) em uma piadinha um pouco mais sutil sobre Charlie Sheen, enquanto Jude Law fez o mesmo ao brincar com o passado negro de seu parceiro em “Sherlock Holmes”, Robert Downey Jr. E o momento mais hilário foi a montagem que transformou diálogos de “Harry Potter”, “Eclipse”, “Toy Story 3” e “A Rede Social” em números musicais (seguindo a onda que aparece toda hora na internet).

(Anne Hathaway, de smoking, no número musical em que mostrou seus ótimos dotes vocais e atacou Hugh Jackman por ter dado o cano nela)

 

Quanto aos ganhadores em si, quase não houve surpresas. “O Discurso do Rei” levou os prêmios principais da noite, inclusive o de diretor para o inglês Tom Hooper (um tanto injusto, na minha opinião, embora o filme seja mesmo ótimo), enquantos os dois reais melhores filmes do ano tiveram que se contentar com prêmios técnicos – “A Rede Social” levou três, incluindo melhor roteiro original para Aaron Sorkin, e “A Origem” ficou com quatro. Já entre os atores, todos os favoritos levaram os seus prêmios, merecidamente: Colin Firth (foto), Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo.

 

(James Franco e Anne Hathaway encerram a festa, rodeados pelos ganhadores e pelas crianças que cantaram “Somewhere Over the Rainbow”)

 

Confiram abaixo a lista completa com todos os ganhadores:

 

Melhor filme: O Discurso do Rei

Melhor diretor: Tom Hooper – O Discurso do Rei

Melhor ator: Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor atriz: Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor longa animado: Toy Story 3

Melhor filme em lingua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia: A Origem

Melhores efeitos visuais: A Origem

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem: A Rede Social

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

Melhor canção original: We Belong Together – Toy Story 3

Melhor edição de som: A Origem

Melhor mixagem de som: A Origem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More

Melhor curta-metragem: God of Love

Melhor animação em curta-metragem: The Lost Thing

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