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Posts Tagged ‘kat dennings’

Assim como fiz nos quatro meses anteriores, segue a minha listinha com as gatas do mês. Como esse é o último post do ano, serve como “gatas do ano” também (lembro que a ordem é aleatória, ok?).

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– Katy Perry

Ela só perdeu pra Adele em número de hits esse ano, arrasou nos shows que fez no Brasil, estreou no cinema (são dela a voz e o “shape” da Smurfete no filme “Smurfs”) e acaba de “voltar ao mercado” (hoje ela e o comediante britânico Russell Brand anunciaram o divórcio).

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– Deborah Secco

Foi eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista VIP, fez jornada dupla e bem-sucedida na TV e no cinema (a novela “Insensato Coração” e o filme “Bruna Surfistinha”) e nunca esteve tão linda quanto agora, de cabelos curtos.

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– Anne Hathaway

Apresentou o Oscar, fez dois ótimos filmes – um deles bem à vontade (“Amor e Outras Drogas”, que é de 2010 mas estreou aqui em 2011) e outro com (um controverso) sotaque britânico e muitos cortes de cabelo (“Um Dia”), e terminou de rodar a terceira aventura do Batman de Christopher Nolan, onde faz a Mulher-Gato. Ah, e está noiva (ninguém é perfeito).

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– Giovanna Lancelotti

Estreou em grande estilo no horário nobre da Globo (“Insensato Coração”) e terminou o namoro com o líder do Restart. Não precisa mais nada.

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– Kat Dennings

Roubou a cena em um dos blockbusters do ano (“Thor”) e é a protagonista da comédia nova de maior sucesso da temporada (“2 Broke Girls”).

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– Lívia de Bueno

É a protagonista da primeira série dramática do canal Multishow (“Oscar Freire 279”), que aliás acaba de ser renovada pra uma segunda temporada, e deu conta de um papel ao mesmo tempo complexo e sensual.

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– Marjorie Estiano

Fez um dos ensaios mais sexy do ano (na VIP) e está ótima e carismática como uma das protagonistas da novela “A Vida da Gente” (duvido que alguém esteja torcendo pro mocinho Rodrigo ficar com a irmã dela, vivida pela Fernanda Vasconcellos).

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– Mila Kunis

A russa  naturalizada americana é linda, engraçada (além da Jackie de “That 70´s Show” ela é dubladora oficial das séries animadas “Uma Família da Pesada” e “Frango-Robô”), talentosa (quase roubou a cena de Natalie Portman em “Cisne Negro”) e fez um dos melhores filmes do ano (“Amizade Colorida”). Atualmente ela roda a “prequel” de “O Mágico de Oz”, sob a direção de Sam Raimi.

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– Rooney Mara

A aposta do diretor David Fincher parece que deu certo, já que Rooney está impressionante só no trailer de “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” e já foi indicada ao Globo de Ouro (o Oscar é questão de detalhes). Nem dá pra dizer que era ela a garota que fez com que Mark Zuckerberg criasse o Facebook (no filme “A Rede Social”). Ah, e sim, ela é irmã de Kate Mara, que esteve na listinha do mês passado.

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– Zooey Deschanel

Ela é a protagonista da outra comédia nova de maior sucesso da atual temporada (“New Girl”), pela qual foi indicada ao Globo de Ouro, está ótima em outro dos melhores filmes do ano (“My Idiot Brother”), lançou um delicioso CD de canções natalinas pelo dueto She & Him e, como se não bastasse, essa semana pôs na “web” um vídeo fofíssimo cantando “What Are You Doing New Year´s?” ao lado do parceiro de “(500) Dias Com Ela” Joseph Gordon-Levitt.

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Continuando o que comecei no mês passado, seguem as 10 gatas do mês de setembro:

Katy Perry / Rihanna – as duas cantaram na mesma noite no Rock In Rio. Se a primeira esbanjou energia e animação (e cenários coloridos) mas decepcionou um pouco na voz, a segunda fez o oposto – cantou muito, mas o show em si foi meio morno. De qualquer forma, fizeram shows melhores (e maiores) em São Paulo. A propósito, Rihanna acaba de ser eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista americana Esquire.

     

Carolina Dieckmann – se você precisava de um pretexto pra trocar a sua televisão, já arrumou um – ver a Carolina em HD como a Teodora de “Fina Estampa” não tem preço (pode até deixar o som no mudo se preferir).

      

Suzana Pires – praticamente emendando uma novela na outra, Suzana chega ao ápice da beleza como a sedutora Marcela, também em “Fina Estampa”. Não é a toa que o bem casado personagem de Dan Stulbach não resistiu.

        

Kat Dennings / Beth Behrs – as estrelas da melhor comédia da nova temporada de seriados americanos, “2 Broke Girls”. Kat é veterana no cinema “indie” (com destaque pro ótimo “Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música”) e esse ano já tinha sido coadjuvante no blockbuster “Thor”. Beth, por sua vez, antes só tinha no CV um dos filmes da série “American Pie” lançado diretamente em DVD.

       

Emily VanCamp / Madeleine Stowe – já essa é a dupla que protagoniza o melhor drama da nova safra da TV americana atual, “Revenge”. Emily deixou os papéis de adolescente (quase sempre) certinha de “Everwood” e “Brothers & Sisters” e agora é a jovem em busca de vingança contra a mulher que arruinou o pai – papel que proporciona a volta em grande estilo da sumida Madeleine, que continua linda como nos bons tempos de “Tocaia” e “Vingança” (o filme, não a série).

       

Amber Heard – nem a presença de uma das jovens atrizes mais belas do cinema americano – e que menos tem vergonha de tirar a roupa (“The Informers”, “Amor por Contrato”, “Segurando as Pontas”, “Fúria Sobre Rodas”) – foi  suficiente pra salvar a série “The Playboy Club”, cancelada depois de apenas 3 episódios.  Uma pena – mas ela deve voltar aos filmes logo mais.

Christina Hendricks – a mulher mais sexy do mundo marcou presença em setembro no tapete vermelho do Emmy.

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Setembro é o mês preferido dos série-maníacos, porque é quando costumam estrear (nos EUA) dezenas de seriados novos, fresquinhos, todos torcendo pra caírem nas graças do público e morrendo de medo da degola que não costuma perdoar aqueles que não o fizerem depois de dois ou três episódios – também retornam as séries sobreviventes, em novas temporadas tão ou mais aguardadas que as novatas. Dessa vez, aproveitei que estou em férias parciais pra fazer minha lição de casa, e já consegui assistir algumas destas novidades. Quem sabe algum site ou revista não resolve me pagar pra fazer o que atualmente faço de graça, não é? Aqui vão minhas impressões sobre os primeiros episódios que já assisti:

“Whitney” / “2 Broke Girls” – Estas duas novas séries estão juntas porque (i) são excelentes; e (ii) ambas surgiram da mente da mais nova potencial “musa da TV”,  a comediante Whitney Cummings (sigam a moça no Twitter). A primeira, escrita e estrelada por ela, é uma “sitcom” no sentido mais tradicional da palavra (ou seja, com plateia e “laugh-track”) e mostra as aventuras da personagem-título, que mora há três anos com o namorado (o simpático Chris D´Elia) e tem pavor de casamento. O primeiro episódio é bem divertido e ainda traz de brinde a protagonista vestindo uma fantasia de enfermeira sexy. Já a segunda, escrita por Whitney e pelo criador de “Sex and the City” Michael Patrick King, é simplesmente a melhor dentre todas as estreantes que eu vi. Sou suspeito pra falar da Kat Dennings – acho ela incrível desde “Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música” – e sabia que a série seria boa mesmo se fosse ruim, só por causa dela. Mas, além de ser realmente boa e de ter os diálogos mais inspirados dos últimos anos, os produtores conseguiram a proeza de encontrar uma parceira à altura de Kat: a loirinha Beth Behrs. Max (Kat) é a jovem batalhadora que trabalha como garçonete no Brooklyn pra pagar as contas; Caroline (Beth) é a patricinha rica de Manhattan que se vê obrigada a trabalhar quando o pai é preso por dar um golpe financeiro e tem todos os bens congelados (qualquer semelhança com Bernie Madoff não é mera coincidência). Caroline vai pro Brooklyn, afinal é o único lugar onde ninguém a conhece, e claro que vai trabalhar justamente no café de Max – e ao final do piloto elas acabam morando juntas (e com um cavalo no quintal). Sensacional! Whitney: Nota 82 Broke Girls: Nota 9

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“New Girl” – uma das séries mais badaladas e aguardadas da temporada, afinal é estrelada por ninguém menos que Zooey Deschanel (“(500) Dias Com Ela”), a musa dos filmes “independentes” estreando na telinha. E ela não decepciona – ao contrário, esbanja a sua tradicional “adorabilidade”, no que é ajudada por ótimas piadas e pelos três simpáticos co-astros Jake Johnson (que eu aposto que vai ser o primeiro a cair nos encantos da mocinha), Max Greenfield (o babaca de bom coração) e Damon Wayans Jr. (o atleta insensível, que infelizmente é substítuído pelo ator Lamorne Morris do 2º episódio em diante).  O plot: Jess (Zooey) acaba de ser traída pelo namorado e vai dividir um apartamento com três caras que ela não conhece. As diferenças entre os quatro e como cada um aprende a conviver com o outro parecem que serão os grandes temas da série. Nota 8,5

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“Free Agents” – este remake de uma série inglesa homônima foi uma das grandes surpresas dessa primeira semana, já que eu não sabia quase nada dela exceto os protagonistas: Hank Azaria, um ator que sabe como poucos passear por todos os gêneros, vide o drama “Huff”, as comédias “Mad About You” e “Os Simpsons”  (onde ele é um dos dubladores fixos) e o musical da Broadway “Monty Python´s Spamalot”; e Kathryn Hann, a eterna “melhor amiga da protagonista” (“Como Perder um Homem em 10 Dias”, “De Repente É Amor”). O piloto começa com os dois na cama, logo após uma noite de sexo. Na manhã seguinte, descobrimos que eles trabalham juntos, em uma agência de Relações Públicas, e que ele é recém-divorciado e ela perdeu o noivo há mais de um ano. Ambos sabem que começar um relacionamento nessas situações é uma péssima idéia, mas quem disse que as coisas são simples? Além do casal central, os coadjuvantes também ajudam a tornar a série ainda melhor, com destaque para Anthony Stewart Head, que faz o dono da agência e duplica a alegria dos fãs de “Buffy, a Caça-Vampiros”, já felizes com a volta de Sarah Michelle Gellar à TV (vide “Ringer” adiante); e pra gatíssima comediante Natasha Leggero, que faz uma secretária mordaz. Nota 8,5

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“Up All Night” – Essa eu confesso que me decepcionou um pouco, embora esteja longe de ser ruim. É que o calibre dos talentos envolvidos é tão alto que talvez o material não esteja à altura deles (tomara que eu esteja errado). Produzida por Lorne Michaels (“Saturday Night Live”, “30 Rock”), a série é sobre um casal que acaba de ter um bebê e precisa se adaptar ao novo estilo de vida. Ela (Christina Applegate, de “Samantha Who?” e “Um Amor de Família”) é produtora de um talk-show estilo Oprah, cuja apresentadora é a diva interpretada por Maya Rudolph (ex-“Saturday Night Live”); ele (o hilário Will Arnett, de “Arrested Development” e “3o Rock”) decide abrir mão da carreira pra ficar em casa cuidando do bebê enquanto a esposa volta ao trabalho. O piloto é engraçadinho, mas como disse antes eu esperava tanto que acabei um pouco desapontado. Nota 7

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“Ringer” – A aguardada volta da eterna Buffy, Sarah Michelle Gellar, à TV tinha tudo pra ser um novelão mexicano, mas é bem interessante. Ela faz irmãs gêmeas: Bridget é uma ex-stripper e ex-alcoólatra que testemunhou um crime e tem que fugir de um gângster que quer matá-la e de um agente do FBI (Nestor Carbonell, o Richard de “Lost”) que quer que ela deponha contra o bandido; Siobhan é uma dondoca que vive com o marido (Ioan Gruffrud, de “Quarteto Fantástico”) em uma cobertura em Manhattan e aparentemente tem uma vida maravilhosa. Só aparentemente, porque no primeiro encontro das irmãs em anos Siobhan se suicida (também aparentemente, vale dizer). É tudo de que Bridget precisava: ela assume a identidade da irmã pra tentar se proteger – mas também descobre que o casamento dela era quase de fachada e que ela era amante do marido da melhor amiga. Confuso? Por escrito é mais que na tela. Sarah está ótima e a série tem doses suficientes de suspense e de ação – além de um leve toque kitsch que lhe dá um tempero especial. Vale a pena conhecer (lembrando que dois episódios já foram exibidos). Nota 8

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“Unforgettable” – a melhor coisa desse novo “crime procedural” é a volta à TV de Poppy Montgomery (“Without a Trace”), dessa vez em versão ruiva e mais gata do que nunca – e não atrapalha nada o fato de o elenco ter ainda o ótimo Dylan Walsh (o Dr. Sean McNamara da saudosa “Nip/Tuck”). Ela é Carrie, uma ex-policial que tem uma síndrome rara chamada hipertimésia, uma espécie de “amnésia às avessas” que permite que ela se lembre com incríveis detalhes de qualquer imagem que tenha visto na vida (exceto um episódio traumático da infância, que ao que tudo indica vitimou a irmã dela e que provavelmente será o grande mistério a ser desvendado durante a temporada). Claro que esse dom é extremamente útil pra uma detetive, e embora ela tenha abandonado a carreira quando a série começa, obviamente irá retomar o antigo posto e ajudar o policial (e ex-namorado) vivido por Walsh a desvendar crimes em Nova York. Nota 7

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– “The Secret Circle” – a nova série que une o roteirista de “Dawson´s Creek”, Kevin Williamson, e a autora dos livros que inspiraram “The Vampire Diaries”, L. J. Smith, tem tudo pra agradar no mínimo o público jovem. A mistura de adolescentes e o sobrenatural (neste caso bruxas) vem sendo bem sucedida, então por que não, certo? O primeiro episódio é bacaninha, mas ainda não me ganhou totalmente – até aí, também não me empolguei muito com o início da série dos irmãos vampiros mas depois não consegui parar de assistir. Aqui, Cassie (Britt Robertson, de “Life Unexpected”) perde a mãe em um incêndio e vai morar com a avó em uma cidadezinha, onde descobre que é uma bruxa e que deve unir poderes com mais cinco colegas – todos são filhos de bruxos e um grande mistério envolve os pais deles, que incluem Natasha Henstridge (“A Experiência”, “Eli Stone”) e um sinistro Gale Harold (“Desperate Housewives”, “Queer As Folk”). Pelo menos as meninas são todas gatas. Nota 7

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Os trailers dos blockbusters do verão americano começam a aparecer. Pra começar, “Capitão América: o Primeiro Vingador”:

Notem o impressionante efeito à la Benjamin Button que faz Chris Evans ficar mirradinho no início do filme e o calibre do elenco de apoio (Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Dominic Cooper, Hugo Weaving e a bela Hailey Atwell – e olha que o Samuel L. Jackson nem aparece ainda).

 

A seguir, “Thor”:

Acompanhando o protagonista Chris Hemworth no filme dirigido por Kenneth Branagh estão ninguém menos que os ganhadores do Oscar Natalie Portman e Anthony Hopkins e a gracinha da Kat Dennings (“Nick & Norah, uma Noite de Amor e Música”) – e Samuel L. Jackson de novo.

 

Finalmente, o “Lanterna Verde”:

 

E aí, qual trailer é o mais legal? Qual dos filmes de super-heróis vocês mais querem ver? Eu particularmente to bem ansioso pelo do Lanterna, que sempre foi o meu herói preferido. Mas os outros filmes parecem bem promissores também. E ainda tem “X-Men First Class”.

 

Enquanto pensam, que tal irem pra um lado mais intelectual com o novo Woody Allen, dessa vez filmado em Paris?

Esse sim promete, não? E o elenco, nada mal, hein? Rachel McAdams, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Carla Bruni, e ainda tem a Kathy Bates e o Adrien Brody que não aparecem nesse trailer. É, acho que tô um pouquinho mais ansioso por “Midnight In Paris” que pelo “Lanterna Verde”. Mas só um pouquinho.

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Livros comprados:

– Frenesi Polissilábico (Nick Hornby)
– O Clube do Filme (David Gilmour)
– Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Rachel Cohn & David Levithan)
 

Livros lidos:

– Frenesi Polissilábico (Nick Hornby)
– Harry Potter and the Deathly Hallows (J.K.Rowling)
– Leite Derramado (Chico Buarque) – abandonado
– Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson) – não concluído
– O Clube do Filme (David Gilmour)
– Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Rachel Cohn & David Levithan)
 

DVDs comprados:

– Crimes e Pecados (Woody Allen)
– Memórias (Woody Allen)
– The Office UK – Série Completa
– Crepúsculo (Catherine Hardwicke)
– 007 Quantum of Solace (Marc Forster)
– Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Peter Solett)
– Hellboy 2 (Guillermo Del Toro)
– Matar ou Morrer (Fred Zinemann)
– Sindicato de Ladrões (Elia Kazan)

 

Filmes assistidos:

– Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) – 2 vezes
– Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Peter Solett)
– Um Jogo de Vida ou Morte (Kenneth Branagh)
– Harry Potter e a Pedra Filosofal (Chris Columbus)
– Harry Potter e a Câmara Secreta (Chris Columbus)
– Harry Potter e o Prisioneiro de Azkhaban (Alfonso Cuarón)
– Harry Potter e o Cálice de Fogo (Mike Newell)
– Harry Potter e a Ordem da Fênix (David Yates)

 

Séries assistidas:

– Coupling UK – 1ª Temporada Completa

 

Sinto-me na obrigação de começar pelo livro que inspirou a minha volta ao blog, “Frenesi Polissilábico”, do inglês Nick Hornby. Como já disse na introdução, o livro é uma compilação das colunas literárias que ele escreveu para a revista “The Believer”– cada coluna dele não era sobre um livro específico, mas sim algo como eu estou tentando fazer aqui: comentários sobre os diversos livros lidos e/ou comprados no período (a coluna era normalmente mensal) e observações sobre a vida em geral (bastante futebol, no caso dele). Hornby, pra quem não conhece, é autor de grandes sucessos já adaptados para o cinema, como “Alta Fidelidade”, “Um Grande Garoto” e “Febre de Bola”, e outros que ainda existem somente em papel (“Como Ser Legal”, “Slam”e outros). Ele também escreve sobre música (se não me engano tinha uma coluna na Rolling Stone inglesa) e um outro livro dele, “39 Canções”, é uma compilação de textos sobre, obviamente, 39 das canções preferidas dele (foi esse livro, aliás, que me fez descobrir uma das bandas mais bacanas da história, a Teenage Fanclub). Enfim, os textos dele são tão bons que você se diverte mesmo não conhecendo os livros e autores de quem ele fala.

 

Uma coisa que deve ter chamado atenção nas listas acima é a overdose de Harry Potter. Fácil de explicar: antes de ver o filme novo no cinema, revi todos os DVDs anteriores (não o ideal, mas obviamente mais rápido que reler todos os livros). Até aqui o meu preferido ainda era o terceiro, “O Prisioneiro de Azkhaban”, mas nesta “revisão” eu gostei bastante do segundo, “A Câmara Secreta”(que antes era o que eu menos gostava), e principalmente do quinto, “A Ordem da Fênix”, que eu só tinha visto no cinema. Muito legal ver a evolução do elenco jovem e também como o clima vai se tornando cada vez mais sombrio a partir do terceiro filme, até chegar ao sexto, ainda em cartaz, e que pra mim é disparado o melhor da série (aliás, recomendo assistir o filme em salas com tecnologia 3D, já que os primeiros 13 minutos do filme foram rodados especialmente para estas salas, e o efeito é incrível). O diretor David Yates (veterano da TV inglesa que dirigiu o filme anterior e é também responsável pelos próximos) e o roteirista Steve Kloves (que escreveu os roteiros de todos os filmes da série, exceto “Fênix”) conseguiram harmonizar de forma admirável  as duas tendências da trama: de um lado, há os hormônios em ebulição dos adolescentes de Hogwarts (e dá-lhe flertes, climinhas, tensão sexual e ciúme por todos os lados); do outro, a tensão escalante que surge do reaparecimento de Lord Voldemort (embora ele mesmo não apareça, mas sim os seus asseclas, que fazem o diabo por Londres) e da conscientização de Harry de que cabe a ele combater o Mal, sob a orientação de seu mestre Dumbledore. Paralelamente a isso, acompanhamos a jornada de dois personagens que nunca tiveram tanto destaque quanto aqui: Draco Malfoy, escolhido por Voldemort para uma missão secreta dentro de Hogwarts, e Severus Snape, que segue cada vez mais ambíguo ao não revelar ao público se é um vilão disfarçado de mocinho ou o contrário. Ambos os personagens são valorizados por seus atores, já que Alan Rickman mais uma vez dá um show ao dar vida ao melhor personagem de toda a série (e que somente no sétimo livro revelará sua verdadeira face) e Tom Felton mostra ser o melhor dentre todos os jovens atores que começaram a série crianças e agora já são pós-adolescentes.

 

É claro que o filme não é tão bom quanto o livro. Faz tempo, aliás, que eu desisti de esperar fidelidade total de qualquer adaptação de livros (não só Harry Potter, mas qualquer livro). Afinal, cada filme nada mais é que a visão que o seu diretor e o seu roteirista tem de determinado livro, e não uma transposição exata do conteúdo deste. Além disso, é óbvio que não dá pra se colocar no filme tudo que está em um livro. Então qualquer pessoa que vá assistir uma adaptação esperando ver o seu livro preferido replicado nas telas exatamente como leu estará fadada à decepção. É por isso que um filme adaptado de um livro, pra ser devidamente apreciado, tem que ser encarado como uma obra completamente diferente da que o originou. E isso fica plenamente demonstrado em outra adaptação literária que eu assisti esses dias. O livro se chama “Como Perder Amigos e Alienar Pessoas”(How to Lose Friends and Alienate People), escrito pelo jornalista inglês Toby Young no início da década e lançado no Brasil há uns quatro anos. Conta de forma sarcástica e divertidíssima a jornada (real) dele no ano que passou em Nova York trabalhando como repórter de celebridades na badalada revista Vanity Fair. O detalhe é que em Londres ele era editor de uma revista que tirava sarro do mundinho VIP; então quando passa a fazer exatamente o oposto do que fazia ele acaba cometendo uma gafe atrás da outra e se metendo em várias confusões, até que finalmente toma jeito, pra no fim arruinar tudo novamente e ser execrado de volta para a Inglaterra.

 

Eu li este livro tempos atrás e até hoje é um dos meus preferidos. Da forma como foi escrito, parecia “infilmável”, como o próprio diretor do filme confessa no “making of” que vem como extra no DVD. Mas o fato é que um roteiro foi escrito e o filme foi feito. E quem for assisti-lo com o pensamento de que deve ser fidelíssimo ao livro certamente odiará o filme. Porém, se assistir tendo em mente que um livro é uma coisa e um filme é outra diferente, pode se divertir bastante. O título em português é bisonho: “Um Louco Apaixonado”(o livro foi lançado por aqui com a tradução literal do título original, mas algum gênio do marketing achou que o filme não “colaria” com o mesmo título – bem feito, porque com este nome genérico de Sessão da Tarde o filme passou batido nos cinemas). Tem um elenco de peso: o hilário Simon Pegg no papel principal, mais Kirsten Dunst, Jeff Bridges, Gillian Anderson e Megan Fox. E é uma agradável comédia quase-romântica com alguns clichês básicos e um senso de humor bastante sarcástico, tirando um certo sarro das celebridades hollywoodianas (não tanto quando o livro faz, mas já está valendo). Se fosse dar notas, daria cinco estrelas pro livro e três pro filme.

 

Ainda falando em adaptações, é a vez de “Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música”. Mais um filme que inexplicavelmente foi lançado diretamente em DVD por aqui, é baseado no livro publicado com o mesmo título por aqui e que no original se chama “Nick & Norah´s Infinite Playlist”. Teoricamente trata-se de uma obra para adolescentes, mas é possível que alguns pais não concordem muito com isso (já que há muitas menções a sexo, alguns palavrões, os colegas de banda do protagonista são gays). De qualquer forma, tanto filme quanto livro são fantásticos. Neste caso eu vi o filme antes de ler o livro, então a visão se torna um pouco diferente. É a história de dois adolescentes que se conhecem em um show de rock e passam por várias aventuras durante uma noite em Manhattan: Nick é baixista em uma banda e acabou de levar um fora da namorada; Norah é uma colega de classe da ex, que não o conhece pessoalmente, mas admira o gosto musical dele (com base nos CDs que ele gravava para a ex). Aos poucos, durante aquela noite, eles vão descobrindo as (várias) coisas que tem em comum. No livro, cada capítulo é narrado do ponto de vista de um deles, o que por si só já é bem interessante, ainda que a história não fosse boa (e é). No filme isso não acontece, mas mesmo assim as características de cada um são bem nítidas a cada cena. E tem a grande vantagem de ter os protagonistas perfeitos para os papéis: Michael Cera (dos ótimos “Juno” e “Superbad – É Hoje”) e Kat Dennings. RECOMENDO (isso mesmo, em letras garrafais)!!!

 

Mudando um pouco de tema (mas nem tanto), outro livro muito bacana que eu acabei de ler é “O Clube do Filme”, de David Gilmour. O livro já tinha chamado a minha atenção nas livrarias, está há algum tempo nas listas de mais vendidos e uma amiga gostou tanto que ia me emprestar, mas eu não agüentei esperar e comprei de uma vez. O autor é crítico de cinema, fez documentários e outros trabalhos na TV, e o livro é basicamente sobre o relacionamento dele com o filho adolescente. Mais especificamente, é sobre um período de três anos em que pai e filho fizeram um acordo bem inusitado: o garoto largaria a escola com o aval do pai (já que estava indo muito mal e não parecia ter qualquer interesse por nada relativo aos estudos), mas se comprometeria a assistir com o pai pelo menos três filmes por semana. Foi um risco muito grande tomado pelo pai, e ele passa quase que o período todo em dúvida se aquilo havia sido ou não uma boa idéia. Mas eles assistem muitos filmes (de todos os tipos, de clássicos a podreiras, de cultsfranceses a blockbustersamericanos) e muitas outras coisas acontecem enquanto isso. Vale muito a pena ler, seja pelo tocante relacionamento do pai com o filho (e com a ex-mulher, a esposa atual, as namoradas do filho), seja como uma série de comentários nunca pedantes ou pretensiosos sobre filmes de toda espécie. E, pra completar, o livro ainda serviu pra me lembrar que eu sou um cinéfilo de araque, já que não vi muitos filmes ditos “fundamentais” (daí alguns dos DVDs que comprei recentemente).

 

Bom, pra não parecer que só falo coisas boas sobre o que leio e assisto, vou cometer uma heresia: preciso confessar que me esforcei muito, mas não consegui ler até o fim o novo livro de Chico Buarque, “Leite Derramado”. OK, ele escreve no ritmo e na linguagem de seu narrador, um velho à beira da morte, mas mesmo assim o livro é repetitivo demais e um tanto chato. Tá, ele é um compositor e músico genial, e os livros anteriores dele (que eu nunca li) devem ser mesmo obras-primas. E eu sei que pode ser uma blasfêmia o que estou dizendo, mas o que eu posso fazer? Achei “Leite Derramado” um porre. Pronto, falei.

 

Até a próxima.

 

P.S.: Já estava quase esquecendo: finalmente terminei de ler o sétimo Harry Potter. Eu li o livro quase inteiro quando ele foi lançado, mas parei faltando umas 90 páginas porque não queria que terminasse. Mas depois de ver os seis filmes em seguida, não deu pra esperar (mesmo porque se eu não lesse logo, alguém me contaria o final). Então criei coragem e li. Pra não me estender muito (e porque já falei muito de HP aqui), só vou dizer três palavras: triste, angustiante e redentor. E o Snape é o cara.

 

P.S.2: Quanto ao filme “Um Jogo de Vida ou Morte” e à série “Coupling”, meus projetos teatrais atuais justificam ambos. “Game, Set & Match”, baseado no primeiro, encerra sua temporada neste domingo; já a peça baseada na segunda estreará em breve.

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