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Posts Tagged ‘Crepúsculo’

O trio do título pode parecer ter pouco em comum, mas o trailer abaixo mostra que não. O diretor brasileiro Walter Salles (“Central do Brasil”) levou alguns anos preparando sua aguardada adaptação cinematográfica de um dos livros mais cultuados do século XX, “Na Estrada” (On the Road), escrito por um dos expoentes da geração “beat”, Jack Kerouac. E a protagonista feminina do filme é Kristen Stewart, mais conhecida pela infame série “Crepúsculo” mas que sempre soube escolher bem os filmes que faz desde que despontou como a filha de Jodie Foster em “Quarto do Pânico”. O filme, segunda produção hollywoodiana do diretor brasileiro (a primeira foi “Água Negra”, com a Jennifer Connelly), tem um elencaço: Sam Riley (“Controle”) e Garrett Hedlund (“Tron: O Legado”) são os protagonistas masculinos e os coadjuvantes incluem Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Amy Adams, Steve Buscemi, Terrence Howard, Elisabeth Moss e a brasileira Alice Braga. A estreia mundial será no Festival de Cannes desse ano.

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Seguem também duas fotos de divulgação da produção:

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O People´s Choice Awards é normalmente deixado de lado e não levado muito a sério na temporada de premiações justamente por ser o que o próprio nome diz, ou seja, uma escolha do público (americano). Mas por outro lado é legal justamente por isso: por demonstrar a popularidade de determinado filme, astro, programa de TV ou artista da música – afinal, quem assiste e compra é o público, certo? Obviamente, fenômenos de popularidade costumam levar vários prêmios; esse ano, por exemplo, Katy Perry levou cinco prêmios, enquanto o último filme do Harry Potter ganhou quatro. Surpreendentemente, o filme mais recente da saga “Crepúsculo” não levou nada –  embora o insosso “Agua para Elefantes” tenha sido escolhido como melhor drama provavelmente por causa do Robert Pattinson.

Segue abaixo a lista completa com todos os indicados e ganhadores (em vermelho).

(Kaley Cuoco, a Penny de “The Big Bang Theory”, foi a MC da noite. Para ver fotos dos ganhadores e de outros astros presentes, clique aqui)

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CINEMA

Filme

Bridesmaids

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

The Help

Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides

Transformers: Dark of the Moon

.

Ator

Daniel Radcliffe

Hugh Jackman

Johnny Depp

Robert Pattinson

Ryan Reynolds

.

Atriz

Anne Hathaway

Emma Stone

Jennifer Aniston

Julia Roberts

Reese Witherspoon

.
Ícone

George Clooney

Harrison Ford

Morgan Freeman

Robert DeNiro

Tom Hanks

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Filme de Ação

Fast Five

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

Thor

Transformers: Dark of the Moon

X-Men: First Class

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Astro de Ação

Hugh Jackman

Ryan Reynolds

Shia LaBeouf

Taylor Lautner

Vin Diesel

.
Drama

The Adjustment Bureau

The Help

Limitless

Moneyball

Water for Elephants

.
Comédia

Bad Teacher

Bridesmaids

Crazy Stupid Love

Friends With Benefits

The Hangover Part II

.
Ator de Comédia

Adam Sandler

Ashton Kutcher

Bradley Cooper

Ryan Reynolds

Steve Carell

.
Atriz de Comédia

Cameron Diaz

Emma Stone

Jennifer Aniston

Mila Kunis

Natalie Portman

.

Astro com Menos de 25 Anos

Chloe Moretz

Daniel Radcliffe

Emma Watson

Rupert Grint

Tom Felton

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Elenco

Bridesmaids

The Hangover Part II

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides

X-Men: First Class

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Voz em Filme de Animação

Anne Hathaway as Jewel (Rio)

Jack Black as Po (Kung Fu Panda 2)

Johnny Depp as Rango (Rango)

Katy Perry as Smurfette (The Smurfs)

Owen Wilson as Lightning McQueen (Cars 2)

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Super-Herói

Chris Evans as Captain America

Chris Hemsworth as Thor

James McAvoy as Professor X

Jennifer Lawrence as Mystique

Ryan Reynolds as Green Lantern

.

Adaptação de Livro

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

The Help

I Am Number Four

Soul Surfer

Water For Elephants

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TV

Drama da TV Aberta

The Good Wife

Grey’s Anatomy

House

Supernatural

The Vampire Diaries

.
Ator em Drama

David Boreanz

Hugh Laurie

Ian Somerhalder

Nathan Fillion

Patrick Dempsey

.
Atriz em Drama

Blake Lively

Ellen Pompeo

Emily Deschanel

Eva Longoria

Nina Dobrev

.
Drama de TV a Cabo

Dexter

Game of Thrones

Pretty Little Liars

True Blood

White Collar

.
Comédia da TV Aberta

The Big Bang Theory

Glee

How I Met Your Mother

Modern Family

Two and a Half Men

.
Ator em Comédia

Alec Baldwin

Chris Colfer

Cory Monteith

Jim Parsons

Neil Patrick Harris

.
Atriz em Comédia

Courteney Cox

Jane Lynch

Kaley Cuoco

Lea Michele

Tina Fey

.
Comédia da TV a Cabo

Hot In Cleveland

It’s Always Sunny in Philadelphia

Nurse Jackie

Royal Pains

Weeds

.
Reality Show de Competição

American Idol

America’s Got Talent

Dancing With The Stars

So You Think You Can Dance

The Voice

.
Drama Criminal

Bones

Castle

Criminal Minds

CSI

NCIS

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Série de Ficção-Científica/Fantasia

Fringe

Supernatural

True Blood

The Vampire Diaries

The Walking Dead

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Apresentador de TV – Programas Diurnos

Al Roker, Ann Curry, Matt Lauer, Natalie Morales, Savannah Guthrie (The Today Show)

Anderson Cooper (Anderson)

Ellen DeGeneres (The Ellen DeGeneres Show)

Kelly Ripa, Regis Philbin (Live with Regis & Kelly)

Rachael Ray (Rachael Ray Show)

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Apresentador de TV – Talk Shows Noturnos

Conan O’Brien (Conan)

David Letterman (Late Show with David Letterman)

Jay Leno (The Tonight Show with Jay Leno)

Jimmy Fallon (Late Night with Jimmy Fallon)

Jimmy Kimmel (Jimmy Kimmel Live)

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Astro Convidado em Série de TV

Gwyneth Paltrow (Glee)

Jim Carrey (The Office)

Katy Perry (How I Met Your Mother)

Kristin Chenoweth (Glee)

Michael J. Fox (The Good Wife)

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Astro de Reality Show

Gene Simmons

Giuliana Rancic

Kathy Griffin

Kim Kardashian

Tia & Tamera Mowry

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Drama Novo

Once Upon A Time

Person of Interest

Revenge

The Secret Circle

Terra Nova

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Comédia Nova

2 Broke Girls

Last Man Standing

New Girl

Suburgatory

Up All Night

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MÚSICA

Cantor

Blake Shelton

Bruno Mars

Eminem

Enrique Iglesias

Justin Bieber

.
Cantora

Adele

Beyoncé

Katy Perry

Lady Gaga

Taylor Swift

.
Canção do Ano

The Edge Of Glory (Lady Gaga)

E.T (Katy Perry featuring Kanye West)

Moves Like Jagger (Maroon 5 featuring Christina Aguilera)

Party Rock Anthem (LMFAO featuring Lauren Bennet & GoonRock)

Rolling in the Deep (Adele)

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Álbum do Ano

21 (Adele)

4 (Beyoncé)

Born This Way (Lady Gaga)

Femme Fatale (Britney Spears)

Own The Night (Lady Antebellum)

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Cantor(a) Pop

Beyoncé

Demi Lovato

Katy Perry

Lady Gaga

Rihanna

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Cantor(a) de Hip Hop

B.o.B.

Eminem

Jay-Z

Nicki Minaj

Pitbull

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Cantor(a) de R&B

Beyoncé

Bruno Mars

Chris Brown

Ne-Yo

Rihanna

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Banda

Coldplay

Foo Fighters

Linkin Park

Maroon 5

Red Hot Chili Peppers

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Cantor(a) ou Banda Country

Blake Shelton

Keith Urban

Lady Antebellum

Rascal Flatts

Taylor Swift

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Videoclipe

Judas Lady Gaga

Last Friday Night(T.G.I.F.) (Katy Perry)

Party Rock Anthem (LMFAO featuring Goonrock & Lauren Bennett)

Rolling in the Deep (Adele)

Run The World (Girls) (Beyoncé)

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“Headliner” de Turnê

Bon Jovi

Katy Perry

Taylor Swift

U2

Usher

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Assisti “Eclipse” no fim-de-semana com um grupo bastante heterogêneo. Tinha uma fã inveterada da série que leu todos os livros e que acha “Eclipse” o melhor deles, outra fã que leu os livros e que considera “Eclipse” o pior, uma fã dos filmes, um que viu apenas os filmes e os acha “ok”, um leigo que mal sabia do que se tratava – e eu, que li os dois primeiros livros e acho os filmes bacaninhas. Previsivelmente, as opiniões sobre o filme foram bem variadas, desde um “que m#$%& de filme” até um “bem legal”. Talvez uma boa conclusão sobre o filme seja que quem é fã e acha o terceiro livro o máximo vai se decepcionar um pouco; por outro lado, quem gosta da série mas não acha o livro tudo isso vai gostar bastante.

 

Eu particularmente gostei do filme e acho que é o melhor dos três. Tem ritmo (mesmo com muito sono eu não dormi, não dei uma “pescadinha” sequer), boas cenas de ação (embora os ataques em Seattle sejam um pouco confusos e escuros demais) e há vários momentos engraçados – alguns intencionais, outros certamente involuntários. Quase todos os intencionais são por conta de Billy Burke, que faz o pai da protagonista e é uma das melhores coisas do filme. Os “acidentais” são o que torna difícil dizer que o roteiro é bom (escrito mais uma vez por Melissa Rosenberg, que também adaptou os anteriores); ao mesmo tempo em que alguns diálogos são ótimos, como na cena em que o trio central fica isolado em uma barraca, outros são risíveis – por exemplo, na suposta “primeira noite” de Bella e Edward na casa dele. Mas como eu não li o livro, não dá pra saber se a culpa é da roteirista ou da autora Stephenie Meyer – provavelmente é das duas. 

 

Ponto positivo vai pro destaque maior dado a outros personagens, como os vampiros Jasper (Jackson Rathbone) e Carlisle (Peter Facinelli) – até a Jessica de Anna Kendrick ganhou pelo menos uma cena boa (o discurso de formatura), agora que é a única do elenco que pode se orgulhar de ser uma “indicada ao Oscar” (pelo filme “Amor Sem Escalas”) – pena apenas que os Volturi (os vampiros chiques italianos) apareçam tão pouco (e o líder Aro vivido pelo grande Michael Sheen em “Lua Nova” sequer dê as caras). Mas o filme é mesmo sobre o triângulo amoroso Edward-Bella-Jacob, que funciona bem, apesar dos olhares “intensos” de Robert Pattinson e ainda que Kristen Stewart seja infinitamente superior aos seus galãs (mesmo que certas pessoas se irritem com o jeito como ela fala, ela é muito boa atriz, como atesta o crítico do NYTimes, A.O.Scott).

 

“A Saga Crepúsculo: Eclipse” (The Twilight Saga: Eclipse, EUA, 2010) – Dir.: David Slade – Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Bryce Dallas Howard, Anna Kendrick, Jackson Rathbone, Ashley Greene, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Dakota Fanning, Kellan Lutz, Nikki Reed e Sarah Clarke.

NOTA: 7

 

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Poucas novidades nos cinemas esta semana, provavelmente ainda em virtude da concorrência da Copa. Como “Eclipse” estreou na quarta, a sexta trouxe às salas paulistanas apenas dois filmes novos: um documentário sobre o cineasta italiano Vittorio De Sica e a comédia infanto-juvenil francesa “O Pequeno Nicolau” – este último deve ser bastante divertido, baseado nos quadrinhos de Rene Goscinny (“Asterix”) e Jean-Jacques Sempé, sobre um filho único que descobre que os pais  lhe darão um irmãozinho. Pra semana que vem, como os distribuidoras provavelmente esperavam o Brasil na final da Copa, programaram a estreia somente do quarto episódio do ogro “Shrek”.

  

Já nos EUA, a grande novidade, além da terceira parte da saga Crepúsculo, é o novo filme de M.Night Shyamalan, “The Last Airbender”, uma adaptação da série de animação “Avatar” (o filme não usou o título da série por motivos óbvios). Porém, as críticas ao filme, que tem Dev Patel (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e Jackson Rathbone (o Jasper de “Crepúsculo”) no elenco, tem sido muito ruins – mesmo assim, contrariando as expectativas, o filme está indo muito bem nas bilheterias, pelos números de sexta e sábado já divulgados.

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(originalmente publicado em 10/12/2009)

Livros comprados:
– The Magicians (Lev Grossman)
– A Menina que Brincava com Fogo (Stieg Larsson)
– A Rainha do Castelo de Ar (Stieg Larsson)
– Shakespeare Wrote For Money (Nick Hornby)
– Juliet, Naked (Nick Hornby)
– An Education (Nick Hornby)
– Pride and Prejudice and Zombies (Jane Austen/Seth Grahame-Smith)
– The Book of Dave (Will Self)
– Lush Life (Richard Price)
– Peeps (Scott Westerfeld)
– Mere Anarchy (Woody Allen)
Livros lidos:
– Beber, Jogar, F@#er (Andrew Gottlieb)
– Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson)
– Shakespeare Wrote For Money (Nick Hornby)
– An Education (Nick Hornby)
– Lua Nova (Stephenie Meyer)
– Formaturas Infernais (vários autores)
– The Book of Dave (Will Self) – não concluído
– The Magicians (Lev Grossman) – não concluído

 

Essa semana eu estava em um ônibus e notei que o cobrador lia nada menos que “Crime e Castigo”, do Dostoievski. Achei o máximo. Mas ao mesmo tempo também fiquei envergonhado, já que nunca li este livro (embora já tenha pensado em lê-lo diversas vezes), nem inúmeros outros clássicos da literatura mundial. Eu me orgulho de ser um leitor quase compulsivo (dá pra notar pelas minhas listas de livros comprados), mas se parar pra pensar em quantos “clássicos da literatura mundial” eu li, provavelmente não preencherei os dedos das duas mãos. Vejamos: “A Christmas Carol”, do Charles Dickens (que é um conto, então vale por meio)… “Os Três Mosqueteiros”, do Alexandre Dumas… “Alice no País das Maravilhas”, do Lewis Carroll (esse eu li várias vezes, então pode até contar por dois)… Algumas peças do Shakespeare e do Oscar Wilde… ”O Médico e o Monstro”, do Robert Louis Stevenson… Ah, eu li “Hamlet”, “Moby Dick”, “Grandes Esperanças”, “O Morro dos Ventos Uivantes” e outros em quadrinhos, numa coleção fantástica que a Abril lançou há séculos e que eu guardo até hoje (alguém lembra?)… Fora isso, acho que só alguns clássicos brasileiros, daqueles que a gente é obrigado a ler na escola e que raramente gosta, justamente por ser obrigação (se bem que eu acho que o único livro escolar que eu realmente odiei foi “Iracema”). É, acho que tá na hora de parar de ler só literatura pop moderna e partir pra uma jornada pelos clássicos. Ano que vem, prometo.

 

Enquanto isso, vou falar um pouco do que ando lendo efetivamente. Deu pra notar que a lista de livros comprados está bem maior do que deveria. Claro que o fato de eu ter ficado um tempão sem escrever aqui ajudou a acumular muita coisa, mas eu confesso que tenho andado um pouco mais compulsivo que o normal (e o fato de dar aula todos os dias da semana ao lado dos shoppings Morumbi e Market Place não colabora muito, já que ambos concentram os três grandes templos do consumismo literário, musical e cinematográfico da cidade: Livraria Cultura, Saraiva Mega Store e FNAC). De qualquer forma, seria bom ter tempo pra ler tudo, o que é humanamente impossível, então é melhor eu dar uma maneirada mesmo (ou então arrumar alguém que me dê os livros de graça – alguém?).

 

Comprei três livros do Nick Hornby neste período. Um deles, “Juliet, Naked”, é o mais recente e eu ainda não consegui ler (falei sobre ele alguns textos atrás e falarei depois que o ler). O segundo é o roteiro do filme “An Education”, aquele que ganhou título em português de “Sedução” e que eu assisti na Mostra e que é ótimo e que deve concorrer ao Oscar e que já começou a ganhar alguns prêmios por aí (de novo, vejam textos anteriores sobre isso). Além do roteiro em si, Hornby conta no livro como foi o processo de transformar a obra original em um filme (o roteiro é baseado nas memórias escritas por Lynn Barber pra revista Granta e a personagem principal do filme é baseada nela), desde convencer alguém a produzi-lo, adaptar o roteiro, achar o elenco certo, as filmagens, a passagem do filme pelo festival de Sundance. De quebra, ainda tem um epílogo que acabou não entrando na versão final do filme. Por fim, o terceiro, “Shakespeare Wrote For Money”, é a segunda e última compilação dos textos que ele escreveu pra revista Believer em 2006 e 2007, e que inspiraram este blog.

 

Continuando nos autores que se repetem na lista, todo mundo já deve ter visto nas livrarias, mesmo de relance, uma série de livros de capa preta cobertas com chamas alaranjadas. Trata-se da trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson, que anda fazendo um baita sucesso no mundo todo, e por aqui não é diferente. Eu comprei o primeiro deles, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, um tempinho atrás, comecei a ler na época (mais precisamente em agosto), mas parei (não por não estar gostando, mas porque eu tenho o péssimo hábito de ler vários livros ao mesmo tempo e eventualmente algum acaba prejudicado). Retomei agora e não sei como conseguir parar na primeira vez. Na verdade eu provavelmente não tinha chegado ao “point of no return”, que é aquele trecho de um livro em que ele te fisga de tal maneira que você não consegue mais parar de ler até terminá-lo. Esse ponto varia de livro pra livro; raramente é no começo, às vezes é na metade, normalmente é só mais perto do final (e claro que um livro pode nem ter esse ponto, o que provavelmente significa que ele não é lá essas coisas). Neste caso, o “point of no return” é um pouco antes da metade. O protagonista é um jornalista que cobre o mundo financeiro e é editor de uma revista, a Millenium do título; no início do livro ele está sendo processado por um magnata a quem acusou de corrupção, e por causa disso acaba obrigado a se afastar da revista por uns tempos. Como não tem nada pra fazer, ele topa escrever a biografia de uma das famílias mais poderosas da Suécia e ao mesmo tempo investigar o desaparecimento de uma garota ocorrido mais de quarenta anos atrás. Paralelamente, há uma outra protagonista, uma hacker de vinte e poucos anos e um tanto esquisita que trabalha pra uma empresa de segurança esmiuçando a vida dos outros. Logicamente em um determinado momento do livro as trajetórias dos dois personagens se encontram e eles passam a trabalhar juntos. Contar mais vai estragar, mas basta dizer que o livro tem ação, suspense, sexo, violência, personagens marcantes, enfim, tudo que uma boa história precisa (e deve) ter. E as sequências não devem ser diferentes. Curiosidades: o autor morreu logo depois de publicação do terceiro livro em seu país natal, aos cinqüenta e pouco anos. O primeiro livro já tem uma versão cinematográfica, produzida na Suécia, e que passou aqui na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano (eu tentei assistir, mas a sessão do dia foi cancelada e eu acabei não conseguindo ir a outra). Mas não estranhem se logo mais pintar a versão americana.

 

Outro sucesso literário que todo mundo certamente no mínimo ouviu falar foi “Comer, Rezar, Amar”, em que a autora Elizabeth Gilbert conta a jornada espiritual que viveu na Índia, Tibet e afins (e que, adivinhem, vai virar filme no ano que vem com ninguém menos que Julia Roberts no papel principal). Bom, Andrew Gottlieb, roteirista da TV americana, resolveu criar uma quase sátira ao outro livro, e escreveu “Beber, Jogar, F@#%r” (sim, a última palavra é exatamente o que você está pensando). Nele, o protagonista, depois de levar um pé na bunda da esposa, resolve largar o empregão em Wall Street e se jogar em uma jornada de um ano pelo mundo dos prazeres. Passa quatro meses na Irlanda enchendo a lata, depois vai pra Las Vegas torrar a grana nos mega-cassinos e por fim vai pra Tailândia se esbaldar com você sabe o que. Esse é daqueles livros em que o “point of no return” (vide parágrafo anterior) é logo no começo, ou seja, eu o li praticamente de uma vez só. O único porém é que o final é um pouco meloso e “clichesíssimo”, mas não chega a estragar a delícia que é ler o livro.

 

E já que estou falando em fenômenos literários, não há como não falar esse mês da série “Crepúsculo”. Eu li o primeiro livro logo que ele foi lançado, ainda em inglês (ou seja, bem antes do filme). Achei interessante, descobri que fariam o filme, então decidi esperar pra ler as continuações. Veio o primeiro filme no ano passado, achei bacaninha e comecei a ler o segundo livro, “Lua Nova”. Parei no quinto capítulo, mais ou menos – muita lenga lenga pro meu gosto. Só que eu não queria assistir o filme novo sem ler o livro antes, então decidi enfrentá-lo mais uma vez. Dessa vez foi mais fácil, afinal eu já sabia que o tal do Jacob viraria um lobisomem, que o Edward iria a Veneza enfrentar outros vampiros – mas mesmo assim demorei pra chegar ao fim. Então fui ao cinema e – SURPRESA! O filme dá um banho no livro, tem muito mais ritmo, não perde tempo com o suplício da protagonista Bella; pode não ter as cenas belas e poéticas do primeiro filme, mas é bem mais coeso e amarrado – claro que ajuda o fato de não precisar introduzir os personagens -, sem falar que a produção é muito superior (já que dessa vez havia grana a rodo pra fazer o que bem entendessem). Deu até vontade de arriscar o terceiro livro, “Eclipse”, que chega aos cinemas no meio do ano que vem. Vai entrar na fila.

 

Ah, e ainda na onda vampiresca, li também a coletânea de contos “Formaturas Infernais” – cujo título original, “Prom Nights From Hell”, é bem mais divertido. São cinco contos de autoras da moda: vai da própria Stephenie Meyer da série “Crepúsculo” até a veterana Meg Cabot (dos “Diários da Princesa” e outros clássicos da literatura teen). O livro tem altos e baixos, mas um dos contos é tão bacana que eu até transformei em uma peça – “The Corsage”, de Lauren Myracle, sobre uma menina que visita uma cartomante pra saber se o menino de quem gosta a convidará ao baile de formatura e acaba achando um “corsage” (aquele arranjo de flores que os meninos dão pras meninas nesses bailes) que realiza desejos.

 

Bom, fico por aqui porque senão nunca vou publicar este texto. Até a próxima.

 

P.S.: Pra quem ficou curioso com o título “Pride and Prejudice and Zombies”, eu explico: alguém teve a idéia de misturar Jane Austen e monstros, por algum motivo isso deu certo, e agora virou moda. Já existe também “Sense and Sensibility and Sea Monsters”. Como ainda não li nenhum dos dois, não posso dizer se a bizarrice funciona ou não. Mas aguardem as próximas colunas (aliás, acabei de ler aqui que a versão cinematográfica dos zumbis já está a caminho, com Natalie Portman no papel principal).

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Pode-se torcer o nariz e falar mal da saga adolescente “Crepúsculo”, mas pelo menos uma coisa não dá pra negar: os caras sabem montar uma trilha sonora e têm ótimos contatos na indústria fonográfica. Se o primeiro filme já tinha uma coleção de canções bacaníssimas de boas bandas novas como Paramore (leia mais em texto específico abaixo), o segundo episódio, “Lua Nova”, conseguiu incluir inéditas de grandes bandas da atualidade (The Killers, Thom Yorke do Radiohead) e de ícones do “indie rock” (Death Cab for Cutie, Editors, Ok Go), passando por bandas prestes a estourar (Grizzlie Bear, Band of Skulls, St Vincent) e fechando com uma versão alternativa de um sucesso do Muse, a banda preferida da autora Stephenie Meyer. Em resumo, pode passar batido pelos filmes, mas ouças as trilhas, que você não irá se arrepender.

 

OUÇA AGORA: “A White Demon Love Song”, the Killers / “Thunderclap”, Eskimo Joe / “Satellite Heart”, Anya Marina

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Continuando a temporada de premiações, aconteceu ontem a entrega dos prêmios BAFTA (British Academy of Film and Television Arts), o Oscar britânico. E na disputa entre “Avatar” e “Guerra ao Terror”, deu o segundo, que levou seis prêmios, incluindo alguns técnicos (que esperava-se serem barbada para o filme de James Cameron). A diretora Kathryn Bigelow sagrou-se a grande ganhadora da noite, levando pra casa seu prêmio de direção e também o de melhor filme (o filme também levou os de roteiro original, som, montagem e fotografia). O outro favorito da noite, “Educação”, teve que se contentar apenas com o prêmio de melhor atriz para a ótima Carey Mulligan. Outra surpresa (ou nem tanto, já que a premiação é inglesa) foi a vitória de Colin Firth como melhor ator pela brilhante performance como um homem enfrentando a perda do amante em “Direito de Amar” (A Single Man, a estréia na direção do estilista Tom Ford). Os coadjuvantes foram os já esperados Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”) e Mo´Nique (“Preciosa”).

 

Dentre os prêmios “diferentes”, o fã-clube da saga “Crepúsculo” mostrou seu poder ao dar a Kristen Stewart o prêmio de “estrela mais promissora” – é o público que escolhe o ganhador do Orange Rising Star Award. Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, foi eleito o melhor diretor/produtor/roteirista revelação do ano, pelo elogiado “Lunar” (que acaba de ser lançado em DVD no Brasil). E o melhor filme britânico do ano foi “Fish Tank”, ainda sem previsão de aparecer por aqui.

 

Segue abaixo a lista completa de ganhadores, que inclui ainda “Up – Altas Aventuras” como melhor animação e o francês “Um Profeta” como filme estrangeiro.

 

Diretor, Produtor ou Roteirista Revelação
Duncan Jones, por “Lunar” (Moon)

Melhor Curta-metragem
I Do Air

Melhor Curta de Animação
Mother of Many

Melhor Música
Michael Giacchino, por Up – Altas Aventuras

Melhor Som
Guerra ao Terror

Melhor Contribuição Britânica para o Cinema
Joe Funton

Melhor Montagem
Bob Murawski e Chris Innis, por Guerra ao Terror

Melhor Fotografia
Barry Ackroyd, por Guerra ao Terror

Melhores Efeitos Visuais
Avatar

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Melhor Figurino
Sandy Powell, por The Young Victoria

Melhor Maquiagem e Cabelo
The Young Victoria

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique, por Preciosa

Melhor Filme Britânico
Fish Tank

Melhor Roteiro Original
Mark Boal, por Guerra ao Terror

Melhor Design de Produção
Avatar

Melhor Atriz Revelação
Kristen Stewart, por, entre outros filmes, Lua Nova

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

Melhor Animação
Up – Altas Aventuras

Melhor Filme Estrangeiro
O Profeta

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror

Melhor Ator
Colin Firth, por Direito de Amar

Melhor Atriz
Carey Mulligan, por Educação

Melhor Filme
Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow

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