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Posts Tagged ‘colin firth’

Fazia tempo que eu não comentava as novidades cinematográficas da semana, mesmo porque eu não tenho tido muito tempo pra ir ao cinema. Porém, não podia deixar passar batida a estreia mundial de um dos filmes mais aguardados (pelo menos pra mim) do ano, do qual eu já falei bastante aqui: “Sucker Punch – Mundo Surreal”, do diretor Zack Snyder (“300”, “Madrugada dos Mortos”, “Watchmen”, “A Lenda dos Guardiões” e o próximo “Superman”). Com um visual único, uma mistura de futurismo com coisas do passado, o filme conta a história de uma garota (Emily Browning) que é internada em um manicômio pelo padrasto e cria um mundo fictício pra tentar escapar, com a ajuda de mais quatro meninas (Jena Malone, Vanessa Hudgens, Abbie Cornish e Jamie Chung). O elenco ainda tem Jon Hamm (o Don Draper de “Mad Men”), Scott Glenn e a sempre bela Carla Gugino (atualmente arrasando em “Californication”). Quem fuçar o blog vai encontrar diversos posteres do filme – e o trailer segue abaixo. Obs.: Aliás, quem quiser concorrer ao DVD duplo do filme “300”, é só deixar um comentário em qualquer texto de março (mais informações aqui).

 

Já que estou aqui, vou falar um pouco das outras novidades interessantes que chegaram aos cinemas desde a semana passada. Pra começar, o nacional “VIPs”, com mais uma atuação sensacional de Wagner Moura (melhor ator no Festival do Rio 2010), dessa vez no papel do farsante Marcelo da Rocha, aquele que ficou conhecido ao fingir ser o filho do dono da Gol (dentre outros golpes) e que hoje está preso – uma espécie de Frank Abagnale Jr. brazuca (o personagem de Leonardo DiCaprio em “Prenda-Me Se For Capaz”).

 

“Sem Limites” (Limitless) parece bem bacana. Bradley Cooper (um dos atores em ascenção da atualidade depois de “Se Beber Não Case” e “Esquadrão Classe A”) é um escritor em crise criativa que toma uma droga inovadora pra dar um “boost” no cérebro e acaba se tornando super-inteligente, super-ágil, super-forte, enfim, super-tudo. O elenco ainda tem Robert De Niro, Anna Faris e Abbie Cornish (que também está em “Sucker Punch”).

 

Dois dos ganhadores do Oscar deste ano estão com filmes novos – um deles não tão novo assim, na verdade. Da Inglaterra, e com quase dois anos de atraso, vem a nova versão da clássica história de Oscar Wilde “O Retrato de Dorian Gray”, estrelada pelo melhor ator de 2010 Colin Firth e pelo “Príncipe Caspian” Ben Barnes. As críticas não foram muito agradáveis, mas um filme com Firth sempre vale a visita. Já a melhor atriz do ano, Natalie Portman, deixou as sapatilhas de lado pra fazer uma comédia romântica com Ashton Kutcher, “Sexo Sem Compromisso” – ambos são melhores amigos que decidem ter relações sexuais sem envolvimento, “no strings attached” (o título original do filme).

Pros fãs de terror tem a terceira parte da agora franquia “Atividade Paranormal”, dessa vez em Tóquio. Confesso que assisti recentemente o primeiro filme sem nenhuma expectativa e levei bons sustos. O novo certamente não é tão bom, mas se for metade do outro já deve dar alguns arrepios. Pra quem gosta de adrenalina há o novo filme do inglês Jason Statham, talvez o único astro de ação da atualidade – ele está no remake de “Assassino a Preço Fixo” (The Mechanic), remake de um filme que tinha Charles Bronson no papel principal. Donald Sutherland e o ótimo Ben Foster (“Volta por Cima”, “O Mensageiro”) também estão no elenco. Já do cinema europeu vem o aguardado e elogiado “Cópia Fiel”, dirigido pelo iraniano Abbas Kiarostami e estrelado pela francesa Juliette Binoche. Ela é uma dona de galeria que convida um escritor inglês que admira a andar com ela pelas ruas de uma cidadezinha italiana – e o que segue é uma espécie de “Antes do Amanhecer” mais maduro e surpreendente.

Pra encerrar, a outra estreia imperdível dos últimos dias é um filme que também chegou com certo atraso às telas brasileiras. “Não Me Abandone Jamais” (Never Let Me Go) é uma adaptação do livro de Kasuo Ishiguro (“Vestígios do Dia”) e uma mistura de drama, romance e ficção-científica, ou seja, uma combinação das mais peculiares. Com direção de Mark Romanek (mais conhecido por videoclipes) e estrelado por um trio de jovens ingleses talentosíssimos (Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield), o filme se passa em uma realidade alternativa – é a década de 70, mas uma realidade que não existiu (daí o lado “ficção” da história). Não quero contar muitos detalhes pra não estragar o que pode causar surpresa (e estarrecimento), embora a maioria das críticas ao filme já venha entregando tudo de cara; mas basicamente três crianças vivem em um internato bucólico no interior da Inglaterra e aos poucos vão descobrindo o futuro nada animador que os espera, ao mesmo tempo em que descobrem o amor e a amizade. O filme é lindo, leva a diversos questionamentos éticos, morais e humanos, e Carey deveria ter sido indicada novamente ao Oscar pela atuação como a protagonista (ela foi indicada no ano passado pelo fantástico “Educação”).

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Foi uma noite divertida e bem comandada por Anne Hathaway e James Franco, que foram suficientemente glamurosos (Anne trocou de vestido pelo menos umas seis vezes) e engraçadinhos, mas sem exageros (exceto pela entrada de Franco vestido de Marylin Monroe). Franco, aliás, repetiu Ricky Gervais (o polêmico apresentador dos Golden Globes) em uma piadinha um pouco mais sutil sobre Charlie Sheen, enquanto Jude Law fez o mesmo ao brincar com o passado negro de seu parceiro em “Sherlock Holmes”, Robert Downey Jr. E o momento mais hilário foi a montagem que transformou diálogos de “Harry Potter”, “Eclipse”, “Toy Story 3” e “A Rede Social” em números musicais (seguindo a onda que aparece toda hora na internet).

(Anne Hathaway, de smoking, no número musical em que mostrou seus ótimos dotes vocais e atacou Hugh Jackman por ter dado o cano nela)

 

Quanto aos ganhadores em si, quase não houve surpresas. “O Discurso do Rei” levou os prêmios principais da noite, inclusive o de diretor para o inglês Tom Hooper (um tanto injusto, na minha opinião, embora o filme seja mesmo ótimo), enquantos os dois reais melhores filmes do ano tiveram que se contentar com prêmios técnicos – “A Rede Social” levou três, incluindo melhor roteiro original para Aaron Sorkin, e “A Origem” ficou com quatro. Já entre os atores, todos os favoritos levaram os seus prêmios, merecidamente: Colin Firth (foto), Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo.

 

(James Franco e Anne Hathaway encerram a festa, rodeados pelos ganhadores e pelas crianças que cantaram “Somewhere Over the Rainbow”)

 

Confiram abaixo a lista completa com todos os ganhadores:

 

Melhor filme: O Discurso do Rei

Melhor diretor: Tom Hooper – O Discurso do Rei

Melhor ator: Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor atriz: Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor longa animado: Toy Story 3

Melhor filme em lingua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia: A Origem

Melhores efeitos visuais: A Origem

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem: A Rede Social

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

Melhor canção original: We Belong Together – Toy Story 3

Melhor edição de som: A Origem

Melhor mixagem de som: A Origem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More

Melhor curta-metragem: God of Love

Melhor animação em curta-metragem: The Lost Thing

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Chegam às telas brasileiras hoje oficialmente mais dois dos “filmes do Oscar 2011”, justamente os campeões em indicações e provavelmente os únicos que podem derrotar “A Rede Social” nos prêmios principais (filme e direção). Agora fica faltando apenas um dos dez indicados como melhor filme (“127 Horas”, que estreia sexta que vem).

 

“O Discurso do Rei” (The King´s Speech) mostra o desafio enfrentado pelo rei George VI, da Inglaterra, que caiu numa roubada quando o irmão renunciou e teve que assumir o trono mesmo sofrendo de uma terrível gagueira. Colin Firth ganhou praticamante todos os prêmios de melhor ator do ano e não deve deixar de levar um Oscar. Os colegas de elenco Geoffrey Rush e Helena Bonham-Carter também foram indicados (como coadjuvantes) e o filme ainda tem um punhado de superstars britânicos em papeis pequenos (Michael Gambon, Timothy Spall, Derek Jacobi e outros). Com 12 indicações no total, o filme é imperdível.

 

Outro peso-pesado que estreia hoje é o faroeste “Bravura Indômita” (True Grit), o novo filme dos irmãos Coen que é uma refilmagem de um clássico estrelado por John Wayne nos anos 60 (e que deu ao “Duke” o único Oscar da carreira). É Jeff Bridges quem encara o papel, e pode conseguir a proeza de ser o primeiro ator da história a ganhar um Oscar por um papel que também deu o prêmio a outro ator (confuso, não?) – mas é pouco provável, ainda mais lembrando que Bridges ganhou no ano passado por “Coração Louco”. Os outros protagonistas são um bigodudo Matt Damon, Josh Brolin como o vilão e a jovem Hailee Steinfeld, de 14 anos, também indicada ao Oscar. O filme teve dez indicações no total, foi o último a estrear nos EUA e pode surpreender, já que a Academia adora os irmãos diretores/produtores/roteiristas (que já ganharam prêmios por “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Fargo”).

 

Completam a lista “O Ritual”, suspense sobre exorcismo com Anthony Hopkins e Alice Braga, e o super-brega “Burlesque”, com Christina Aguilera, Cher e a delícia Kristen Bell.

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Segue a lista completa com os ganhadores do Globo de Ouro neste domingo. Mais tarde incluo meus comentários. Acertei 15 das minhas previsões (das 25 categorias), mas se ficar só na parte de cinema o resultado foi mais animador (10 acertos e 4 erros).

 

CINEMA

Melhor filme (drama)

  • A Rede Social

 

Melhor filme (musical / comédia)

  • Minhas Mães e meu Pai

 

Melhor ator (drama)

  • Colin Firth – O Discurso do Rei

 

Melhor atriz (drama)

  • Natalie Portman – Cisne Negro

 

Melhor ator (musical / comédia)

  • Paul Giamatti – Barney’s Version

 

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

 

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor

 

Melhor atriz coadjuvante

  • Melissa Leo – O Vencedor

 

Melhor diretor

  • David Fincher – A Rede Social

 

Melhor roteiro

  • Aaron Sorkin – A Rede Social

 

Melhor filme em língua estrangeira

  • Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

 

Melhor longa animado

  • Toy Story 3

 

Melhor trilha sonora original

  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

 

Melhor canção original

  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

 

TV

Melhor série de TV (drama)

  • Boardwalk Empire

 

Melhor atriz em série dramática

  • Katey Sagal – Sons of Anarchy

 

Melhor ator em série dramática

  • Steve Buscemi – Boardwalk Empire

 

Melhor série de TV (comédia / musical)

  • Glee

 

Melhor atriz em série musical ou de humor

  • Laura Linney – The Big C

 

Melhor ator em série musical ou de humor

  • Jim Parsons – The Big Bang Theory

 

Melhor minissérie ou telefilme

  • Carlos

 

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

  • Claire Danes – Temple Grandin

 

Melhor ator em minissérie ou telefilme

  • Al Pacino – You Don’t Know Jack

 

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Jane Lynch – Glee

 

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Chris Colfer – Glee

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Foram anunciados nesta terça (dia 14) os indicados ao Globo de Ouro 2011, que acontecerá no dia 16 de janeiro.

 

Nas categorias cinematográficas, os dois filmes melhor avaliados do ano até agora, “A Origem” (Inception) e “A Rede Social” (The Social Network), comprovaram o favoritismo (e devem brigar pelos prêmios de filme dramático, roteiro e direção), mas perderam o posto de campeão em indicações para “O Discurso do Rei” (The King´s Speech), filme inglês que provavelmente verá seu astro Colin Firth levar a maioria dos prêmios de melhor ator desta temporada (ele faz o rei George VI, que assumiu o trono de surpresa, após a renúncia do irmão, e teve que vencer uma gagueira). Outro filme com várias indicações, e que vem dividindo os críticos desde que estreou no Festival de Veneza, é “Cisne Negro” (Black Swann), o thriller psicológico estrelado por Natalie Portman como uma bailarina que pode ou não estar paranoica. Completa o Top 5 de filmes dramáticos “O Vencedor” (The Fighter), dirigido pelo sumido David O. Russel.

 

Já na categoria comédia/musical, as surpresas foram as indicações do “meio brega” “Burlesque” (sobre dançarinas em Las Vegas, estrelado por Cher e Christina Aguilera) e do policial “Red – Aposentados e Perigosos” (aquele que tem a dama Helen Mirren como uma ex-agente da CIA ao lado de Bruce Willis e Morgan Freeeman). Fecham a lista de finalistas o favorito “Minhas Mães e Meu Pai” (The Kids Are Alright), um dos mais elogiados do ano; o recém-estreado “O Turista” (The Tourist), protagonizado por Johnny Depp e Angelina Jolie; e, claro, a “Alice” de Tim Burton.

 

Uma curiosidade interessante da disputa desse ano é o duelo entre Christopher Nolan e Darren Aronovsky, dois diretores que despontaram na mesma época (eles tem a mesma idade e dirigiram o primeiro longa no mesmo ano, 1998), são conhecidos por serem cineastas bastante autorais (são normalmente os roteiristas dos próprios filmes, em geral bastante criativos e originais) e chegaram ao topo com trajetórias diferentes. Nolan começou com o pouco visto mas elogiado “Following” (inédito no Brasil) e logo depois estourou com “Amnésia” (Memento), subindo o primeiro degrau da “escada de poder hollywoodiana” já em seu filme seguinte, “Insônia”, com astros do quilate de Al Pacino e Robin Williams – o que se seguiu foi uma reta sempre ascendente, com “Batman Begins”, “O Grande Truque” “O Cavaleiro das Trevas”, culminando com “A Origem”, roteiro que ele começou a escrever oito anos atrás. Já Aronovsky teve um início parecido, com os cultuados “Pi” e “Réquiem para um Sonho”, mas errou a mão quando foi acolhido pelo “cinemão”, optando pelo belo mas difícil (e fracassado) “Fonte da Vida” (The Fountain) (que tinha a futura ex-esposa dele, Rachel Weisz, no papel principal ao lado de Hugh Jackman). Depois disso, teve que dirigir (e bancar) um filme menor, “O Lutador” (The Wrestler), que graças principalmente a um inspirado (e renascido das trevas) Mickey Rourke devolveu o prestígio ao diretor. “Cisne Negro”, o novo filme dele, pode surpreender nas premiações da temporada, principalmente com suas atrizes, Natalie Portman e Mila Kunis (ambas indicadas ao Globo de Ouro, a primeira como principal e a segunda como coadjuvante). E a maior prova da entrada definitiva de Aronovski no grupo de “diretores do momento” é, assim como aconteceu com Nolan alguns anos atrás, o convite pra dirigir um blockbuster de super-herois – no caso dele, o novo filme do Wolverine, previsto para 2012.

 

Ainda falando nos diretores, outro indicado é David O.Russell, que parece querer ser o “novo Terrence Malick”, já que fica anos sem filmar. Ele começou bem em 99 com o ótimo “Três Reis” (Three Kings), um dos primeiro filmes a tratar da Guerra do Golfo e que tinha George Clooney e Mark Wahlberg como protagonistas. Depois, esperou quase seis anos pra fazer o irregular mas bacaninha “Huckabees – A Vida É uma Comédia” (I Heart Huckabees), com Jude Law, Dustin Hoffman e Naomi Watts (e de novo Mark Wahlberg). Agora, outros seis anos depois, ele vem com “O Vencedor”, drama sobre irmãos no mundo do boxe, mais uma vez com Wahlberg, agora ao lado de Christian Bale (os dois atores estão indicados também). 

   

Quanto aos prêmios de atuação, os duelos devem ficar entre Colin Firth e James Franco (ator em drama), Natalie Portman e a novata Jennifer Lawrence (atriz em drama), Julianne Moore e Annette Bening (atriz em comédia, as duas pelo mesmo filme, inclusive) e Johnnie Depp e Johnnie Depp (sim, ele concorre contra si mesmo na categoria de ator em comédia). Já entre os coadjuvantes, é bem possível que Michael Douglas leve um prêmio sentimental (o ator atualmente está em tratamento contra um câncer na garganta) pela continuação de “Wall Street” (o que seria bem curioso, já que ele seria premiado duas vezes pelo mesmo papel), enquanto a favorita Helena Bonham-Carter pode perder para Mila Kunis (isso se os votantes se esquecerem – ou lembrarem – que se trata da mesma atriz que fazia a pentelha Jackie na sitcom “That 70´s Show”).

 

Entre os “injustiçados” que passaram batido estão Leonardo DiCaprio, que poderia ter sido indicado tanto por “A Origem” como por “Ilha do Medo”; o próprio “Ilha do Medo”, de Martin Scorsese; o novo dos irmãos Coen, “True Grit”, e seu astro Jeff Bridges; Julia Roberts por “Comer, Rezar, Amar”; e George Clooney por “Um Homem Misterioso”.

 

Segue abaixo a lista completa com todos os indicados em cinema (a parte da TV vem mais tarde).

 

Melhor filme (drama)

  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social

Melhor filme (musical / comédia)

  • Alice no País das Maravilhas
  • Burlesque
  • Minhas Mães e meu Pai
  • RED – Aposentados e Perigosos
  • O Turista

Melhor ator (drama)

  • Jesse Eisenberg – A Rede Social
  • Colin Firth – O Discurso do Rei
  • James Franco – 127 Horas
  • Ryan Gosling – Blue Valentine
  • Mark Wahlberg – O Vencedor

Melhor atriz (drama)

  • Halle Berry – Frankie and Alice
  • Nicole Kidman – The Rabbit Hole
  • Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
  • Natalie Portman – Cisne Negro
  • Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor ator (musical / comédia)

  • Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
  • Johnny Depp – O Turista
  • Paul Giamatti – Barney’s Version
  • Jake Gyllenhaal – Amor e Outras Drogas
  • Kevin Spacey – Casino Jack

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai
  • Anne Hathaway – Amor e Outras Drogas
  • Angelina Jolie – O Turista
  • Julianne Moore – Minhas Mães e meu Pai
  • Emma Stone – Easy A

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor
  • Michael Douglas – Wall Street 2
  • Andrew Garfield – A Rede Social
  • Jeremy Renner – Atração Perigosa
  • Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Vencedor
  • Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
  • Mila Kunis – Cisne Negro
  • Jacki Weaver – Animal Kingdom
  • Melissa Leo – O Vencedor

Melhor diretor

  • Darren Aronovsky – Cisne Negro
  • David Fincher – A Rede Social
  • Tom Hooper – O Discurso do Rei
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David O. Russell – O Vencedor

Melhor roteiro

  • Danny Boyle and Simon Beaufoy – 127 Horas
  • Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – Minhas Mães e meu Pai
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David Seidler – O Discurso do Rei
  • Aaron Sorkin – A Rede Social

Melhor filme em língua estrangeira

  • Biutiful
  • The Concert
  • The Edge
  • I Am Love
  • Em um Mundo Melhor

Melhor longa animado

  • Meu Malvado Favorito
  • Como Treinar o Seu Dragão
  • O Mágico
  • Enrolados
  • Toy Story 3

Melhor trilha sonora original

  • Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
  • Danny Elfman – Alice no País das Maravilhas
  • A.R. Rahman – 127 Horas
  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social
  • Hans Zimmer – A Origem

Melhor canção original

  • “Bound to You” – Burlesque
  • “Coming Home” – Country Strong
  • “I See the Light” – Enrolados
  • “There’s A Place For Us” – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

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Acabei ficando duas semanas sem comentar as estreias nos cinemas paulistanos, por isso agora vai tudo de uma vez. Começo pelos filmes que eu já vi. “A Origem” (Inception) estreou dia 6, é sensacional e merece um texto exclusivo (breve aqui). Vi também o nacional “400 Contra 1”, que é razoável. Conta a história do surgimento do Comando Vermelho entre o meio dos anos 70 e o início dos 80, quando vários criminosos comuns eram enviados a um presídio na Ilha Grande juntamente com presos políticos. O filme tem um visual retrô bacana, trilha de Max de Castro que recria bem o período e usa um recurso de idas e vindas no tempo que, embora canse um pouco, funciona – só que o roteiro não fecha todas as pontas e algumas coisas ficam mal explicadas. Certos personagens também ficam meio perdidos na história, principalmente os femininos: a “Loira” de Daniela Escobar (pouco inspirada e com a aparência suja) e a advogada idealista da bela Branca Messina (aliás, estrela da revista Trip deste mês). Mas o que vale mesmo no filme é comprovar o talento de Daniel de Oliveira, que faz o líder dos bandidos, William da Silva Lima (autor do livro em que o filme é baseado) – ou seja, um papel pouco provável, mas que ele tira de letra e mostra que pode mesmo fazer qualquer coisa.

 

Outras estreias incluem dois filmes que estão arrebentando nas bilheterias americanas. “Salt” é um triller de ação estrelado por Angelina Jolie como uma agente da CIA suspeita de ser uma agente dupla russa. Dirigido pelo especialista Philip Noyce, o filme vem sendo bastante elogiado pela crítica, principalmente por não tratar a protagonista como “mulherzinha”, como acontece geralmente nos filmes de ação estrelados por mulheres (isso se deve principalmente ao fato de o filme ter sido originalmente escrito pro astro Tom Cruise, que preferiu fazer “Encontro Explosivo”, um filme de ação mais leve e cômico). Já “Meu Malvado Favorito” (Despicable Me) é uma animação 3D sobre um vilão (voz de Steve Carrell) que, pra enfrentar a concorrência de um ladrão mais jovem, decide bolar um super plano: roubar a Lua. Só que no caminho ele acaba arrumando três filhas adotivas.

 

As estreias mais “modestas” das últimas duas semanas incluem o drama francês “Um Novo Caminho” (sobre alcoolismo), o elogiado documentário brasileiro “Uma Noite em 67” (que mostra os bastidores do Festival de Música da Record que tinha artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e o rei Roberto Carlos entre os concorrentes), a animação japonesa “Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar”, o alemão “Um Estranho em Mim” (drama sobre mulher que tem um bebê e o rejeita) e a estreia na direção da atriz Helen Hunt, “Quando Me Apaixono”, um romance estrelado por ela, Colin Firth, Matthew Broderick e Bette Midler.

 

Finalmente, chegamos às estreias de hoje. E elas incluem o aguardadíssimo (pelo menos pra mim) “Os Mercenários” (The Expendables), dirigido, escrito e estrelado por Sylvester Stallone, que presta uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 e reúne boa parte dos seus astros (praticamente só faltaram Van Damme, Seagal e Chuck Norris). Stallone é o líder de um grupo casca-grossa que vem à América Latina tentar derrubar um ditador local. Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke, Dolph Lundgren e Randy Couture fazem parte do grupo, com Bruce Willis e Arnold Schwarnegger em participações especiais e Eric Roberts como um dos vilões. E, já que as filmagens foram no Brasil, há uma mocinha brasileira (ou quase), Gisele Itiê. Em outras palavras, o filme (que tem estreia mundial hoje) é imperdível.

 

Também chega às telas um filme que eu já comentei aqui, “O Aprendiz de Feiticeiro”, estrelado por Nicolas Cage, Jay Baruchel e Alfred Molina, que transporta pros dias de hoje a história imortalizada por Walt Disney e Mickey Mouse na animação “Fantasia”. O público americano não parece muito interessado (o filme vem sendo um fracasso) e os crítico também não deram muita bola. Pena, porque parece divertido. A terceira e última estreia de hoje é o drama “Destinos Ligados” (Mother and Child), dirigido pelo mexicano Rodrigo Garcia, que mostra três histórias interligadas sobre mulheres e adoção. O ótimo elenco tem Annete Bening, Naomi Watts, Kerry Washington e Samuel L. Jackson.

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Continuando a temporada de premiações, aconteceu ontem a entrega dos prêmios BAFTA (British Academy of Film and Television Arts), o Oscar britânico. E na disputa entre “Avatar” e “Guerra ao Terror”, deu o segundo, que levou seis prêmios, incluindo alguns técnicos (que esperava-se serem barbada para o filme de James Cameron). A diretora Kathryn Bigelow sagrou-se a grande ganhadora da noite, levando pra casa seu prêmio de direção e também o de melhor filme (o filme também levou os de roteiro original, som, montagem e fotografia). O outro favorito da noite, “Educação”, teve que se contentar apenas com o prêmio de melhor atriz para a ótima Carey Mulligan. Outra surpresa (ou nem tanto, já que a premiação é inglesa) foi a vitória de Colin Firth como melhor ator pela brilhante performance como um homem enfrentando a perda do amante em “Direito de Amar” (A Single Man, a estréia na direção do estilista Tom Ford). Os coadjuvantes foram os já esperados Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”) e Mo´Nique (“Preciosa”).

 

Dentre os prêmios “diferentes”, o fã-clube da saga “Crepúsculo” mostrou seu poder ao dar a Kristen Stewart o prêmio de “estrela mais promissora” – é o público que escolhe o ganhador do Orange Rising Star Award. Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, foi eleito o melhor diretor/produtor/roteirista revelação do ano, pelo elogiado “Lunar” (que acaba de ser lançado em DVD no Brasil). E o melhor filme britânico do ano foi “Fish Tank”, ainda sem previsão de aparecer por aqui.

 

Segue abaixo a lista completa de ganhadores, que inclui ainda “Up – Altas Aventuras” como melhor animação e o francês “Um Profeta” como filme estrangeiro.

 

Diretor, Produtor ou Roteirista Revelação
Duncan Jones, por “Lunar” (Moon)

Melhor Curta-metragem
I Do Air

Melhor Curta de Animação
Mother of Many

Melhor Música
Michael Giacchino, por Up – Altas Aventuras

Melhor Som
Guerra ao Terror

Melhor Contribuição Britânica para o Cinema
Joe Funton

Melhor Montagem
Bob Murawski e Chris Innis, por Guerra ao Terror

Melhor Fotografia
Barry Ackroyd, por Guerra ao Terror

Melhores Efeitos Visuais
Avatar

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Melhor Figurino
Sandy Powell, por The Young Victoria

Melhor Maquiagem e Cabelo
The Young Victoria

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique, por Preciosa

Melhor Filme Britânico
Fish Tank

Melhor Roteiro Original
Mark Boal, por Guerra ao Terror

Melhor Design de Produção
Avatar

Melhor Atriz Revelação
Kristen Stewart, por, entre outros filmes, Lua Nova

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

Melhor Animação
Up – Altas Aventuras

Melhor Filme Estrangeiro
O Profeta

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror

Melhor Ator
Colin Firth, por Direito de Amar

Melhor Atriz
Carey Mulligan, por Educação

Melhor Filme
Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow

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