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E o grande vencedor do 66º Tony Awards foi o musical “Once”, que levou oito prêmios, incluindo o de melhor musical (e quase bateu as nove estatuetas de “The Book of Mormon” ano passado). Outro destaque da noite foi a peça “Peter and the Starcatcher”, que recebeu cinco prêmios, mas perdeu o principal para “Clybourne Park”. Entre os revivals (remontagens), os ganhadores foram o musical “The Gershwins´ Porgy and Bess” e a peça “Arthur Miller´s Death of a Salesman”.

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Seguem algumas curiosidades sobre a grande festa do teatro americano:

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– Neil Patrick Harris (o Barney da série “How I Met Your Mother”) foi brilhante como mestre-de-cerimônias pelo terceiro ano consecutivo, com direito a uma hilária canção homenageando (e emendando) ganhadores do prêmio de melhor música e a ficar pendurado no teto como o Homem-Aranha de “Spider Man, Turn of the Dark”. Mas o melhor foi o número de abertura “What If Life Was More Like Theater?”, reproduzido abaixo:

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“Once”, o musical do ano, é uma adaptação do filme irlandês homônimo sobre um casal de músicos de rua em Dublin – no Brasil chamou “Apenas Uma Vez” e ganhou o Oscar de melhor canção. Os protagonistas do filme, Glen Hansard e Marketa Irglova, também autores das músicas, estavam na plateia – vale lembrar que as músicas não foram indicadas ao Tony porque não foram compostas especialmente para o teatro, e sim para o filme.

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– Enda Walsh, autor do libreto de “Once” e ganhador do Tony, é um festejado dramaturgo britânico. São dele peças como “Bate-Papo (Chatroom)”, montada no Brasil e adaptada pro cinema, e “O Salão de Baile Elétrico”, uma das atrações do Cultura Inglesa Festival deste ano. É dele também o roteiro do filme “Hunger”, que revelou o ator Michael Fassbender e o diretor Steve McQueen.

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– Steve Kazee, protagonista de “Once” e ganhador do Tony de melhor ator em musical, fez o discurso mais emocionante da noite, homenageando a mãe, que faleceu na Páscoa, e agradecendo o apoio do elenco e, principalmente, de sua parceira em cena, a atriz Cristin Milioti.

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– O musical “Newsies”, que ganhou os prêmios de melhor música e coreografia, é uma produção da Disney que adapta pros palcos o filme homônimo de 92 (chamado no Brasil de “Extra! Extra!”), estrelado por um jovem Christian Bale (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e um dos maiores fracassos da história do estúdio. A versão teatral vem fazendo grande sucesso. O compositor Alan Menken, ganhador de diversos Oscars pelas músicas que fez pra animações como “A Bela e a Fera”, “A Pequena Sereia” e “Aladdin” e também autor do musical “A Pequena Loja dos Horrores”, finalmente levou seu primeiro Tony.

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– James Corden, ganhador do prêmio de melhor ator pela peça “One Man, Two Guvnors”, é o gordinho inglês do filme “Matadores de Vampiras Lésbicas”. Ele derrotou um timaço de feras composto por ninguém menos que Philip Seymour Hoffman, James Earl Jones, Frank Langella e John Lithgow. A peça, uma comédia sobre um homem que atende dois patrões ao mesmo tempo, fez grande sucesso em Londres no ano passado e foi transferida para a Broadway esse ano, repetindo o sucesso.

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– Judith Light, ganhadora do prêmio de atriz coadjuvante pela peça “Other Desert Cities”, é bastante conhecida como a Angela da série dos anos 80 “Who´s the Boss?” (em que fazia par com Tony Danza) e, mais recentemente, como a Claire Meade de “Ugly Betty”.

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– A peça “Clybourne Park”, de Bruce Norris, conquistou, com o prêmio de hoje, a trinca de prêmios mais importantes do teatro – já havia ganho antes os prêmios Laurence Olivier (o equivalente inglês ao Tony) e o Pulitzer.

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– Nina Arianda fez sua estreia nos palcos da Broadway no ano passado com a peça “Born Yesterday” e foi indicada ao Tony de melhor atriz. Este ano repetiu a indicação com a peça “Venus In Fur” e dessa vez levou o prêmio. Ano passado ela também teve participações pequenas mas marcantes nos filmes “Meia-Noite em Paris” e “Roubo nas Alturas”. Promissora, não?

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– A atriz Judy Kaye ganhou seu segundo Tony de atriz coadjuvante, 24 anos depois do primeiro – que recebeu quando fez a Carlotta de “O Fantasma da Ópera”.

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– Audra McDonald ganhou o quinto Tony da carreira, igualando o recorde das veteraníssimas Angela Lansbury e Julie Harris. Como ela só tem 42 anos, é muito provável que deixe as duas senhorinhas comendo poeira logo logo. O curioso é que esse foi o primeiro prêmio dela como atriz principal – todos os outros foram como coadjuvante (pelos musicais “Ragtime” e “Carousel” e pelas peças “A Raisin in the Sun” e “Master Class”). Audra também é conhecida do grande público atualmente como a Dra. Naomi da série “Private Practice”.

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– Falando em recordes, o diretor Mike Nichols ganhou hoje seu SEXTO Tony, dessa vez pela peça “A Morte do Caixeiro-Viajante”. Ele é uma das poucas pessoas do mundo que podem se gabar de ter na estante todos os quatro prêmios principais do entretenimento americano – Tony, Emmy, Grammy e Oscar.

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– Falando nisso, o revival do clássico do dramaturgo Arthur Miller “A Morte do Caixeiro-Viajante”, que levou dois prêmios, é estrelado por Philip Seymour Hoffman e Andrew Garfield (que faz o novo “Homem-Aranha” no cinema e interpretou o brasileiro Eduardo Saverin no filme “A Rede Social”). Ambos foram indicados ao Tony, mas perderam. Garfield, aliás, deixou a plateia do Tony mais bonita ao levar como acompanhante a namorada Emma Stone (que também está no novo filme do herói aracnídeo).

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– Entre os revivals de musicais, a briga era entre gigantes, já que os indicados eram duas obras de Andrew Lloyd Webber (“Evita” e “Jesus Christ Superstar”, ambos da primeira fase da carreira do inglês), uma do mestre americano Stephen Sondheim (“Follies”) e um clássico dos irmãos Gershwin, o musical operístico “Porgy and Bess”, que saiu vencedor.

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– O revival de “Evita” é estrelado pelo cantor Ricky Martin no papel de Che, pela argentina Elena Roger no papel-título e pelo veterano Michael Cerveris (único dos três indicado ao Tony) interpretando Perón.

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– A peça “Peter and the Starcatcher” é uma espécie de “prequel” de “Peter Pan”, mostrando como um pequeno órfão se tornou o “menino que não queria crescer” de um modo bastante criativo e teatral – não à toa, ganhou quatro prêmios técnicos (todos os concedidos a peças não-musicais). O ator Christian Borle, mais acostumado a fazer musicais como “Monty Python´s Spamalot”, finalmente ganhou o seu Tony – ele, aliás, ficou mais conhecido do grande público esse ano com a série “Smash”, onde faz Tom, um dos autores da peça sobre Marilyn Monroe.

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– O astro Hugh Jackman, que arrastou multidões pra Broadway no ano passado com seu “one-man show” (e encheu os bolsos dos produtores – e dele mesmo, claro –  de dinheiro), protagonizou um dos momentos mais bonitinhos da noite. Ele sabia que ia ganhar um prêmio especial, mas não sabia que o prêmio seria entregue pela própria esposa, ficando genuinamente surpreso ao vê-la no palco.

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Segue a lista completa com todos os ganhadores (em vermelho) e indicados:

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Melhor Peça

Clybourne Park, de Bruce Norris

Other Desert Cities, de Jon Robin Baitz

Peter and the Starcatcher, de Rick Elice

Venus in Fur, de David Ives

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Melhor Musical

Leap of Faith

Newsies

Nice Work If You Can Get It

Once

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Melhor Peça Remontada (“Play Revival”)

Arthur Miller´s Death of a Salesman (A Morte do Caixeiro-Viajante)

Gore Vidal´s The Best Man

Master Class

Wit

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Melhor Remontagem de Musical (“Musical Revival”)

Evita

Follies

The Gershwins’ Porgy and Bess

Jesus Christ Superstar

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Melhor Libreto de Musical

Lysistrata Jones, de Douglas Carter Beane

Newsies, de Harvey Fierstein

Nice Work If You Can Get It, de Joe DiPietro

Once, de Enda Walsh

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Melhor Música e/ou Letras Escritas pro Teatro

Bonnie & Clyde – Música: Frank Wildhorn / Letras: Don Black

Newsies – Música: Alan Menken / Letras: Jack Feldman

One Man, Two Guvnors – Música e Letras: Grant Olding

Peter and the Starcatcher – Música: Wayne Barker / Letras: Rick Elice

Melhor Ator – Peça

James Corden, One Man, Two Guvnors

Philip Seymour Hoffman, Arthur Miller’s Death of a Salesman

James Earl Jones, Gore Vidal’s The Best Man

Frank Langella, Man and Boy

John Lithgow, The Columnist

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Melhor Atriz – Peça

Nina Arianda, Venus in Fur

Tracie Bennett, End of the Rainbow (O Fim do Arco-Íris)

Stockard Channing, Other Desert Cities

Linda Lavin, The Lyons

Cynthia Nixon, Wit

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Melhor Ator – Musical

Danny Burstein, Follies

Jeremy Jordan, Newsies

Steve Kazee, Once

Norm Lewis, The Gershwins’ Porgy and Bess

Ron Raines, Follies

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Melhor Atriz – Musical

Jan Maxwell, Follies

Audra McDonald, The Gershwins’ Porgy and Bess

Cristin Milioti, Once

Kelli O’Hara, Nice Work If You Can Get It

Laura Osnes, Bonnie & Clyde

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Melhor Ator Coadjuvante – Peça

Christian Borle, Peter and the Starcatcher

Michael Cumpsty, End of the Rainbow

Tom Edden, One Man, Two Guvnors

Andrew Garfield, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Jeremy Shamos, Clybourne Park

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Melhor Atriz Coadjuvante – Peça

Linda Emond, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Spencer Kayden, Don’t Dress for Dinner

Celia Keenan-Bolger, Peter and the Starcatcher

Judith Light, Other Desert Cities

Condola Rashad, Stick Fly

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Melhor Ator Coadjuvante – Musical

Phillip Boykin, The Gershwins’ Porgy and Bess

Michael Cerveris, Evita

David Alan Grier, The Gershwins’ Porgy and Bess

Michael McGrath, Nice Work If You Can Get It

Josh Young, Jesus Christ Superstar

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Melhor Atriz Coadjuvante – Musical

Elizabeth A. Davis, Once

Jayne Houdyshell, Follies

Judy Kaye, Nice Work If You Can Get It

Jessie Mueller, On A Clear Day You Can See Forever

Da’Vine Joy Randolph, Ghost the Musical

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Melhor Design de Cenário – Peça

John Lee Beatty, Other Desert Cities

Daniel Ostling, Clybourne Park

Mark Thompson, One Man, Two Guvnors

Donyale Werle, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Cenário – Musical

Bob Crowley, Once

Rob Howell e Jon Driscoll, Ghost the Musical

Tobin Ost and Sven Ortel, Newsies

George Tsypin, Spider-Man Turn Off The Dark

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Melhor Design de Figurino – Peça

William Ivey Long, Don’t Dress for Dinner

Paul Tazewell, A Streetcar Named Desire (Um Bonde Chamado Desejo)

Mark Thompson, One Man, Two Guvnors

Paloma Young, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Figurino – Musical

Gregg Barnes, Follies

ESosa, The Gershwins’ Porgy and Bess

Eiko Ishioka, Spider-Man Turn Off The Dark

Martin Pakledinaz, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Design de Iluminação – Peça

Jeff Croiter, Peter and the Starcatcher

Peter Kaczorowski, The Road to Mecca (O Caminho para Mecca)

Brian MacDevitt, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Kenneth Posner, Other Desert Cities

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Melhor Design de Iluminação – Musical

Christopher Akerlind, The Gershwins’ Porgy and Bess

Natasha Katz, Follies

Natasha Katz, Once

Hugh Vanstone, Ghost the Musical

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Melhor Design de Som – Peça

Paul Arditti, One Man, Two Guvnors

Scott Lehrer, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Gareth Owen, End of the Rainbow

Darron L West, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Som – Musical

Acme Sound Partners, The Gershwins’ Porgy and Bess

Clive Goodwin, Once

Kai Harada, Follies

Brian Ronan, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Coreografia

Rob Ashford, Evita

Christopher Gattelli, Newsies

Steven Hoggett, Once

Kathleen Marshall, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Direção – Peça

Nicholas Hytner, One Man, Two Guvnors

Pam MacKinnon, Clybourne Park

Mike Nichols, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Roger Rees e Alex Timbers, Peter and the Starcatcher

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Melhor Direção – Musical

Jeff Calhoun, Newsies

Kathleen Marshall, Nice Work If You Can Get It

Diane Paulus, The Gershwins’ Porgy and Bess

John Tiffany, Once

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Melhor Orquestração

William David Brohn e Christopher Jahnke, The Gershwins’ Porgy and Bess

Bill Elliott, Nice Work If You Can Get It

Martin Lowe, Once

Danny Troob, Newsies

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PRÊMIOS ESPECIAIS

Prêmio Tony Especial pelo Conjunto da Obra (“Lifetime Achievement in the Theatre”)

Emanuel Azenberg

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Prêmio de Teatro Regional

Shakespeare Theatre Company, Washington, D.C.

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Prêmio Isabelle Stevenson

Bernadette Peters

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Tony Award Especial

Actors’ Equity Association

Hugh Jackman

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Tony Honor pela Excelência no Teatro

Freddie Gershon

Artie Siccardi

TDF Open Doors

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Foi uma noite divertida e bem comandada por Anne Hathaway e James Franco, que foram suficientemente glamurosos (Anne trocou de vestido pelo menos umas seis vezes) e engraçadinhos, mas sem exageros (exceto pela entrada de Franco vestido de Marylin Monroe). Franco, aliás, repetiu Ricky Gervais (o polêmico apresentador dos Golden Globes) em uma piadinha um pouco mais sutil sobre Charlie Sheen, enquanto Jude Law fez o mesmo ao brincar com o passado negro de seu parceiro em “Sherlock Holmes”, Robert Downey Jr. E o momento mais hilário foi a montagem que transformou diálogos de “Harry Potter”, “Eclipse”, “Toy Story 3” e “A Rede Social” em números musicais (seguindo a onda que aparece toda hora na internet).

(Anne Hathaway, de smoking, no número musical em que mostrou seus ótimos dotes vocais e atacou Hugh Jackman por ter dado o cano nela)

 

Quanto aos ganhadores em si, quase não houve surpresas. “O Discurso do Rei” levou os prêmios principais da noite, inclusive o de diretor para o inglês Tom Hooper (um tanto injusto, na minha opinião, embora o filme seja mesmo ótimo), enquantos os dois reais melhores filmes do ano tiveram que se contentar com prêmios técnicos – “A Rede Social” levou três, incluindo melhor roteiro original para Aaron Sorkin, e “A Origem” ficou com quatro. Já entre os atores, todos os favoritos levaram os seus prêmios, merecidamente: Colin Firth (foto), Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo.

 

(James Franco e Anne Hathaway encerram a festa, rodeados pelos ganhadores e pelas crianças que cantaram “Somewhere Over the Rainbow”)

 

Confiram abaixo a lista completa com todos os ganhadores:

 

Melhor filme: O Discurso do Rei

Melhor diretor: Tom Hooper – O Discurso do Rei

Melhor ator: Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor atriz: Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor longa animado: Toy Story 3

Melhor filme em lingua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia: A Origem

Melhores efeitos visuais: A Origem

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem: A Rede Social

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

Melhor canção original: We Belong Together – Toy Story 3

Melhor edição de som: A Origem

Melhor mixagem de som: A Origem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More

Melhor curta-metragem: God of Love

Melhor animação em curta-metragem: The Lost Thing

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Depois de um início de ano bem devagar, começam a chegar aos cinemas boas opções, incluindo as produções que estão indicadas aos prêmios de melhores do ano. Sexta passada (dia 28) estrearam o novo de Sofia Coppola, “Um Lugar Qualquer” (leiam a crítica do filme aqui), e a comédia dramática/romântica “Amor e Outras Drogas”, com Jake Gyllenhaall e a deusa Anne Hathaway bem à vontade na cama (ambos foram indicados ao Globo de Ouro). Outros filmes interessantes que estrearam no mesmo dia foram “Deixe-me Entrar”, o elogiado remake americano do suspense sueco de vampiros “Deixe Ela Entrar” estrelado pela garotinha de “Kick-Ass” (Chloe Moretz) e pelo garotinho de “A Estrada” (Kodi Smith-Mcphee), e “Inverno da Alma”, que tem a revelação Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar de melhor atriz (o filme também é finalista ao prêmio principal).

 

Já neste fim-de-semana, dois pesos-pesados do Oscar chegam às telas brasileiras. O suspense “Cisne Negro” (Black Swan), que deve dar o Oscar de melhor atriz para Natalie Portman, e “O Vencedor” (The Fighter), com Mark Wahlberg como um boxeador azarão, que quase com certeza levará as duas estatuetas de coadjuvantes (pra Christian Bale e Melissa Leo, que fazem respectivamente o irmão mais velho e a mãe do protagonista). Ambos também estão indicados pros prêmios de melhor filme e direção, mas tem poucas chances de levar.

(Mila “Sweet Lips” Kunis e Natalie Portman, que se “pegam” em “Cisne Negro”)

 

O cinema nacional também está bem representado com o aguardado “Malu de Bicicleta”, baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva e estrelado por Marcelo Serrado, Fernanda de Freitas e Marjorie Estiano. O filme levou vários prêmios em festivais brasileiros durante o ano passado, incluindo Paulínia e Gramado.

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Essa é definitivamente a melhor notícia do dia: Anne Hathaway foi oficialmente anunciada como a Mulher Gato no novo filme do Batman, previsto pra estrear em julho de 2012. “The Dark Knight Rises”, a terceira aventura do Homem-Morcego pelos olhos de Christopher Nolan, continua com Christian Bale como o protagonista, Michael Caine como o mordomo Alfred e também terá o ótimo Tom Hardy (de “A Origem”) como o vilão Bane. 

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Segue a lista completa com os ganhadores do Globo de Ouro neste domingo. Mais tarde incluo meus comentários. Acertei 15 das minhas previsões (das 25 categorias), mas se ficar só na parte de cinema o resultado foi mais animador (10 acertos e 4 erros).

 

CINEMA

Melhor filme (drama)

  • A Rede Social

 

Melhor filme (musical / comédia)

  • Minhas Mães e meu Pai

 

Melhor ator (drama)

  • Colin Firth – O Discurso do Rei

 

Melhor atriz (drama)

  • Natalie Portman – Cisne Negro

 

Melhor ator (musical / comédia)

  • Paul Giamatti – Barney’s Version

 

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

 

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor

 

Melhor atriz coadjuvante

  • Melissa Leo – O Vencedor

 

Melhor diretor

  • David Fincher – A Rede Social

 

Melhor roteiro

  • Aaron Sorkin – A Rede Social

 

Melhor filme em língua estrangeira

  • Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

 

Melhor longa animado

  • Toy Story 3

 

Melhor trilha sonora original

  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

 

Melhor canção original

  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

 

TV

Melhor série de TV (drama)

  • Boardwalk Empire

 

Melhor atriz em série dramática

  • Katey Sagal – Sons of Anarchy

 

Melhor ator em série dramática

  • Steve Buscemi – Boardwalk Empire

 

Melhor série de TV (comédia / musical)

  • Glee

 

Melhor atriz em série musical ou de humor

  • Laura Linney – The Big C

 

Melhor ator em série musical ou de humor

  • Jim Parsons – The Big Bang Theory

 

Melhor minissérie ou telefilme

  • Carlos

 

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

  • Claire Danes – Temple Grandin

 

Melhor ator em minissérie ou telefilme

  • Al Pacino – You Don’t Know Jack

 

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Jane Lynch – Glee

 

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Chris Colfer – Glee

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Foram anunciados nesta terça (dia 14) os indicados ao Globo de Ouro 2011, que acontecerá no dia 16 de janeiro.

 

Nas categorias cinematográficas, os dois filmes melhor avaliados do ano até agora, “A Origem” (Inception) e “A Rede Social” (The Social Network), comprovaram o favoritismo (e devem brigar pelos prêmios de filme dramático, roteiro e direção), mas perderam o posto de campeão em indicações para “O Discurso do Rei” (The King´s Speech), filme inglês que provavelmente verá seu astro Colin Firth levar a maioria dos prêmios de melhor ator desta temporada (ele faz o rei George VI, que assumiu o trono de surpresa, após a renúncia do irmão, e teve que vencer uma gagueira). Outro filme com várias indicações, e que vem dividindo os críticos desde que estreou no Festival de Veneza, é “Cisne Negro” (Black Swann), o thriller psicológico estrelado por Natalie Portman como uma bailarina que pode ou não estar paranoica. Completa o Top 5 de filmes dramáticos “O Vencedor” (The Fighter), dirigido pelo sumido David O. Russel.

 

Já na categoria comédia/musical, as surpresas foram as indicações do “meio brega” “Burlesque” (sobre dançarinas em Las Vegas, estrelado por Cher e Christina Aguilera) e do policial “Red – Aposentados e Perigosos” (aquele que tem a dama Helen Mirren como uma ex-agente da CIA ao lado de Bruce Willis e Morgan Freeeman). Fecham a lista de finalistas o favorito “Minhas Mães e Meu Pai” (The Kids Are Alright), um dos mais elogiados do ano; o recém-estreado “O Turista” (The Tourist), protagonizado por Johnny Depp e Angelina Jolie; e, claro, a “Alice” de Tim Burton.

 

Uma curiosidade interessante da disputa desse ano é o duelo entre Christopher Nolan e Darren Aronovsky, dois diretores que despontaram na mesma época (eles tem a mesma idade e dirigiram o primeiro longa no mesmo ano, 1998), são conhecidos por serem cineastas bastante autorais (são normalmente os roteiristas dos próprios filmes, em geral bastante criativos e originais) e chegaram ao topo com trajetórias diferentes. Nolan começou com o pouco visto mas elogiado “Following” (inédito no Brasil) e logo depois estourou com “Amnésia” (Memento), subindo o primeiro degrau da “escada de poder hollywoodiana” já em seu filme seguinte, “Insônia”, com astros do quilate de Al Pacino e Robin Williams – o que se seguiu foi uma reta sempre ascendente, com “Batman Begins”, “O Grande Truque” “O Cavaleiro das Trevas”, culminando com “A Origem”, roteiro que ele começou a escrever oito anos atrás. Já Aronovsky teve um início parecido, com os cultuados “Pi” e “Réquiem para um Sonho”, mas errou a mão quando foi acolhido pelo “cinemão”, optando pelo belo mas difícil (e fracassado) “Fonte da Vida” (The Fountain) (que tinha a futura ex-esposa dele, Rachel Weisz, no papel principal ao lado de Hugh Jackman). Depois disso, teve que dirigir (e bancar) um filme menor, “O Lutador” (The Wrestler), que graças principalmente a um inspirado (e renascido das trevas) Mickey Rourke devolveu o prestígio ao diretor. “Cisne Negro”, o novo filme dele, pode surpreender nas premiações da temporada, principalmente com suas atrizes, Natalie Portman e Mila Kunis (ambas indicadas ao Globo de Ouro, a primeira como principal e a segunda como coadjuvante). E a maior prova da entrada definitiva de Aronovski no grupo de “diretores do momento” é, assim como aconteceu com Nolan alguns anos atrás, o convite pra dirigir um blockbuster de super-herois – no caso dele, o novo filme do Wolverine, previsto para 2012.

 

Ainda falando nos diretores, outro indicado é David O.Russell, que parece querer ser o “novo Terrence Malick”, já que fica anos sem filmar. Ele começou bem em 99 com o ótimo “Três Reis” (Three Kings), um dos primeiro filmes a tratar da Guerra do Golfo e que tinha George Clooney e Mark Wahlberg como protagonistas. Depois, esperou quase seis anos pra fazer o irregular mas bacaninha “Huckabees – A Vida É uma Comédia” (I Heart Huckabees), com Jude Law, Dustin Hoffman e Naomi Watts (e de novo Mark Wahlberg). Agora, outros seis anos depois, ele vem com “O Vencedor”, drama sobre irmãos no mundo do boxe, mais uma vez com Wahlberg, agora ao lado de Christian Bale (os dois atores estão indicados também). 

   

Quanto aos prêmios de atuação, os duelos devem ficar entre Colin Firth e James Franco (ator em drama), Natalie Portman e a novata Jennifer Lawrence (atriz em drama), Julianne Moore e Annette Bening (atriz em comédia, as duas pelo mesmo filme, inclusive) e Johnnie Depp e Johnnie Depp (sim, ele concorre contra si mesmo na categoria de ator em comédia). Já entre os coadjuvantes, é bem possível que Michael Douglas leve um prêmio sentimental (o ator atualmente está em tratamento contra um câncer na garganta) pela continuação de “Wall Street” (o que seria bem curioso, já que ele seria premiado duas vezes pelo mesmo papel), enquanto a favorita Helena Bonham-Carter pode perder para Mila Kunis (isso se os votantes se esquecerem – ou lembrarem – que se trata da mesma atriz que fazia a pentelha Jackie na sitcom “That 70´s Show”).

 

Entre os “injustiçados” que passaram batido estão Leonardo DiCaprio, que poderia ter sido indicado tanto por “A Origem” como por “Ilha do Medo”; o próprio “Ilha do Medo”, de Martin Scorsese; o novo dos irmãos Coen, “True Grit”, e seu astro Jeff Bridges; Julia Roberts por “Comer, Rezar, Amar”; e George Clooney por “Um Homem Misterioso”.

 

Segue abaixo a lista completa com todos os indicados em cinema (a parte da TV vem mais tarde).

 

Melhor filme (drama)

  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social

Melhor filme (musical / comédia)

  • Alice no País das Maravilhas
  • Burlesque
  • Minhas Mães e meu Pai
  • RED – Aposentados e Perigosos
  • O Turista

Melhor ator (drama)

  • Jesse Eisenberg – A Rede Social
  • Colin Firth – O Discurso do Rei
  • James Franco – 127 Horas
  • Ryan Gosling – Blue Valentine
  • Mark Wahlberg – O Vencedor

Melhor atriz (drama)

  • Halle Berry – Frankie and Alice
  • Nicole Kidman – The Rabbit Hole
  • Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
  • Natalie Portman – Cisne Negro
  • Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor ator (musical / comédia)

  • Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
  • Johnny Depp – O Turista
  • Paul Giamatti – Barney’s Version
  • Jake Gyllenhaal – Amor e Outras Drogas
  • Kevin Spacey – Casino Jack

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai
  • Anne Hathaway – Amor e Outras Drogas
  • Angelina Jolie – O Turista
  • Julianne Moore – Minhas Mães e meu Pai
  • Emma Stone – Easy A

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor
  • Michael Douglas – Wall Street 2
  • Andrew Garfield – A Rede Social
  • Jeremy Renner – Atração Perigosa
  • Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Vencedor
  • Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
  • Mila Kunis – Cisne Negro
  • Jacki Weaver – Animal Kingdom
  • Melissa Leo – O Vencedor

Melhor diretor

  • Darren Aronovsky – Cisne Negro
  • David Fincher – A Rede Social
  • Tom Hooper – O Discurso do Rei
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David O. Russell – O Vencedor

Melhor roteiro

  • Danny Boyle and Simon Beaufoy – 127 Horas
  • Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – Minhas Mães e meu Pai
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David Seidler – O Discurso do Rei
  • Aaron Sorkin – A Rede Social

Melhor filme em língua estrangeira

  • Biutiful
  • The Concert
  • The Edge
  • I Am Love
  • Em um Mundo Melhor

Melhor longa animado

  • Meu Malvado Favorito
  • Como Treinar o Seu Dragão
  • O Mágico
  • Enrolados
  • Toy Story 3

Melhor trilha sonora original

  • Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
  • Danny Elfman – Alice no País das Maravilhas
  • A.R. Rahman – 127 Horas
  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social
  • Hans Zimmer – A Origem

Melhor canção original

  • “Bound to You” – Burlesque
  • “Coming Home” – Country Strong
  • “I See the Light” – Enrolados
  • “There’s A Place For Us” – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

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(originalmente publicado em 23/02/2010) Todo ano, quando saem os indicados ao Oscar, é o mesmo papo de quem foi injustiçado, quem deveria ter sido indicado e não foi… E nisso, ano vai, ano vem, em toda a longa história do Oscar existem dezenas (ou mais) de atores e atrizes que, mesmo sendo incrível e notoriamente talentosos, nunca foram (e em alguns casos nunca serão) indicados. A revista americana Entertainment Weekly dessa semana publicou uma matéria sobre isso, e alguns nomes são surpreendentes. Por exemplo, sabia que o grande Christopher Plummer, o eterno Capitão Von Trapp de “A Noviça Rebelde”, em quase setenta anos de carreira está sendo indicado pela primeira vez este ano? Pois é. E o Donald Sutherland (sim, o pai do Jack Bauer), que NUNCA foi indicado? Tampouco outros grandes nomes da história do cinema como Marilyn Monroe, Errol Flynn, Jerry Lewis e Peter Lorre.

 

Mas vamos avançar no tempo… Gary Oldman, ator fantástico, camaleão, faz mocinho, vilão, galã, velho, gordo, magro, drama, comédia, romance, Harry Potter; número de indicações? Zero! E o Christian Bale, que hoje é o Batman e o John Connor e xinga cameramen, mas que já enfrentou a Segunda Guerra Mundial como menino (“O Império do Sol”) e adulto (“O Sobrevivente”), foi o “Psicopata Americano”, chegou a pesar 45 quilos (“O Operário”), e pra que? Pra nunca ser indicado. E o veterano Dennis Quaid? Não foi lembrado nem como o gay enrustido de “Longe do Paraíso”, nem como o impagável beberrão Doc Holiday de “Wyatt Earp” (só pra citar dois papeis brilhantes). E o Jim Carrey, que mesmo quem odeia nas comédias não pode negar que manda bem em dramas como “O Show de Truman” e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”? É outro que nunca foi indicado.

 

Quer mais exemplos: Jennifer Jason Leigh (que nos anos 80 e 90 era todo ano cogitada mas nunca indicada, e agora foi pra TV em “Weeds”) e Peter Sarsgaard (que nos últimos 10 anos tem pelo menos uma interpretação por ano digna de indicação – inclusive este ano por “Educação” –, e nada).

 

Enfim, os exemplos são inesgotáveis, e é claro que a grande maioria dos atores e atrizes que atuam em Hollywood não tem talento suficiente pra merecer uma indicação ou sequer um “burburinho”. Mas é bastante curiosa a lista dos “injustiçados”.

 

Lembrou de mais alguém? Comente.

 

P.S.: Outro grande ator que passou anos sendo negligenciado e que finalmente foi indicado em 2010 é o fantástico Stanley Tucci, o tipo de ator que melhora qualquer filme em que apareça, mesmo os medianos. Só pra lembrar algumas performances memoráveis dele: “Dança Comigo?”, “O Terminal”, “O Diabo Veste Prada”, “Sonhos de Uma Noite de Verão”, a penúltima temporada da série “E.R.”, entre outros) 

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