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Posts Tagged ‘A Origem’

Foi uma noite divertida e bem comandada por Anne Hathaway e James Franco, que foram suficientemente glamurosos (Anne trocou de vestido pelo menos umas seis vezes) e engraçadinhos, mas sem exageros (exceto pela entrada de Franco vestido de Marylin Monroe). Franco, aliás, repetiu Ricky Gervais (o polêmico apresentador dos Golden Globes) em uma piadinha um pouco mais sutil sobre Charlie Sheen, enquanto Jude Law fez o mesmo ao brincar com o passado negro de seu parceiro em “Sherlock Holmes”, Robert Downey Jr. E o momento mais hilário foi a montagem que transformou diálogos de “Harry Potter”, “Eclipse”, “Toy Story 3” e “A Rede Social” em números musicais (seguindo a onda que aparece toda hora na internet).

(Anne Hathaway, de smoking, no número musical em que mostrou seus ótimos dotes vocais e atacou Hugh Jackman por ter dado o cano nela)

 

Quanto aos ganhadores em si, quase não houve surpresas. “O Discurso do Rei” levou os prêmios principais da noite, inclusive o de diretor para o inglês Tom Hooper (um tanto injusto, na minha opinião, embora o filme seja mesmo ótimo), enquantos os dois reais melhores filmes do ano tiveram que se contentar com prêmios técnicos – “A Rede Social” levou três, incluindo melhor roteiro original para Aaron Sorkin, e “A Origem” ficou com quatro. Já entre os atores, todos os favoritos levaram os seus prêmios, merecidamente: Colin Firth (foto), Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo.

 

(James Franco e Anne Hathaway encerram a festa, rodeados pelos ganhadores e pelas crianças que cantaram “Somewhere Over the Rainbow”)

 

Confiram abaixo a lista completa com todos os ganhadores:

 

Melhor filme: O Discurso do Rei

Melhor diretor: Tom Hooper – O Discurso do Rei

Melhor ator: Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor atriz: Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor ator coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor

Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor longa animado: Toy Story 3

Melhor filme em lingua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor fotografia: A Origem

Melhores efeitos visuais: A Origem

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem: A Rede Social

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social

Melhor canção original: We Belong Together – Toy Story 3

Melhor edição de som: A Origem

Melhor mixagem de som: A Origem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More

Melhor curta-metragem: God of Love

Melhor animação em curta-metragem: The Lost Thing

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Neste domingo acontece a cerimônia de entrega dos prêmios Globo de Ouro. Segue novamente a lista completa com todos os indicados, dessa vez com as minhas previsões de quem vai ganhar e a minha opinião de quem DEVERIA ganhar.

 

CINEMA

Melhor filme (drama)

  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social

VAI GANHAR: A Rede Social

DEVERIA GANHAR: A Rede Social ou A Origem

 

Melhor filme (musical / comédia)

  • Alice no País das Maravilhas
  • Burlesque
  • Minhas Mães e meu Pai
  • RED – Aposentados e Perigosos
  • O Turista

VAI GANHAR: Alice

DEVERIA GANHAR: Minhas Mães e Meu Pai

 

Melhor ator (drama)

  • Jesse Eisenberg – A Rede Social
  • Colin Firth – O Discurso do Rei
  • James Franco – 127 Horas
  • Ryan Gosling – Blue Valentine
  • Mark Wahlberg – O Vencedor

VAI GANHAR: Colin Firth

DEVERIA GANHAR: Colin Firth

 

Melhor atriz (drama)

  • Halle Berry – Frankie and Alice
  • Nicole Kidman – The Rabbit Hole
  • Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
  • Natalie Portman – Cisne Negro
  • Michelle Williams – Blue Valentine

VAI GANHAR: Natalie Portman

DEVERIA GANHAR: Natalie Portman

 

Melhor ator (musical / comédia)

  • Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
  • Johnny Depp – O Turista
  • Paul Giamatti – Barney’s Version
  • Jake Gyllenhaal – Amor e Outras Drogas
  • Kevin Spacey – Casino Jack

VAI GANHAR: Johnny Depp

DEVERIA GANHAR: Johnny Depp

 

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai
  • Anne Hathaway – Amor e Outras Drogas
  • Angelina Jolie – O Turista
  • Julianne Moore – Minhas Mães e meu Pai
  • Emma Stone – Easy A

VAI GANHAR: Annette Bening

DEVERIA GANHAR: Annette Bening ou Julianne Moore

 

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor
  • Michael Douglas – Wall Street 2
  • Andrew Garfield – A Rede Social
  • Jeremy Renner – Atração Perigosa
  • Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

VAI GANHAR: Christian Bale

DEVERIA GANHAR: Christian Bale ou Andrew Garfield

 

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Vencedor
  • Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
  • Mila Kunis – Cisne Negro
  • Jacki Weaver – Animal Kingdom
  • Melissa Leo – O Vencedor

VAI GANHAR: Melissa Leo

DEVERIA GANHAR: Amy Adams ou Mila Kunis

 

Melhor diretor

  • Darren Aronovsky – Cisne Negro
  • David Fincher – A Rede Social
  • Tom Hooper – O Discurso do Rei
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David O. Russell – O Vencedor

VAI GANHAR: David Fincher

DEVERIA GANHAR: David Fincher ou Christopher Nolan

 

Melhor roteiro

  • Danny Boyle and Simon Beaufoy – 127 Horas
  • Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – Minhas Mães e meu Pai
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David Seidler – O Discurso do Rei
  • Aaron Sorkin – A Rede Social

VAI GANHAR: A Rede Social

DEVERIA GANHAR: A Rede Social ou A Origem

 

Melhor filme em língua estrangeira

  • Biutiful
  • The Concert
  • The Edge
  • I Am Love
  • Em um Mundo Melhor

VAI GANHAR: Biutiful

DEVERIA GANHAR: não sei

 

Melhor longa animado

  • Meu Malvado Favorito
  • Como Treinar o Seu Dragão
  • O Mágico
  • Enrolados
  • Toy Story 3

VAI GANHAR: Toy Story 3

DEVERIA GANHAR: Toy Story 3

 

Melhor trilha sonora original

  • Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
  • Danny Elfman – Alice no País das Maravilhas
  • A.R. Rahman – 127 Horas
  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social
  • Hans Zimmer – A Origem

VAI GANHAR: A Rede Social

DEVERIA GANHAR: A Rede Social

 

Melhor canção original

  • “Bound to You” – Burlesque
  • “Coming Home” – Country Strong
  • “I See the Light” – Enrolados
  • “There’s A Place For Us” – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

VAI GANHAR: “Coming Home”

DEVERIA GANHAR: não sei

 

TV

Melhor série de TV (drama)

  • Boardwalk Empire
  • Dexter
  • The Good Wife
  • Mad Men
  • The Walking Dead

VAI GANHAR: Mad Men

DEVERIA GANHAR: Mad Men

 

Melhor atriz em série dramática

  • Julianna Marguiles – The Good Wife
  • Elisabeth Moss – Mad Men
  • Piper Perabo – Covert Affairs
  • Katey Sagal – Sons of Anarchy
  • Kyra Sedgwick – Closer

VAI GANHAR: Julianna Margulies

DEVERIA GANHAR: Julianna Margulies

 

Melhor ator em série dramática

  • Steve Buscemi – Boardwalk Empire
  • Bryan Cranston – Breaking Bad
  • Michael C. Hall – Dexter
  • Jon Hamm – Mad Men
  • Hugh Laurie – House

VAI GANHAR: Bryan Cranston

DEVERIA GANHAR: Bryan Cranston

 

Melhor série de TV (comédia / musical)

  • 30 Rock
  • The Big Bang Theory
  • The Big C
  • Glee
  • Modern Family
  • Nurse Jackie

VAI GANHAR: Modern Family

DEVERIA GANHAR: Modern Family

 

Melhor atriz em série musical ou de humor

  • Toni Collette – The United States of Tara
  • Edie Falco – Nurse Jackie
  • Tina Fey – 30 Rock
  • Laura Linney – The Big C
  • Lea Michele – Glee

VAI GANHAR: Laura Linney

DEVERIA GANHAR: Tina Fey

 

Melhor ator em série musical ou de humor

  • Alec Baldwin – 30 Rock
  • Steve Carell – The Office
  • Thomas Jane – Hung
  • Matthew Morrison – Glee
  • Jim Parsons – The Big Bang Theory

VAI GANHAR: Jim Parsons

DEVERIA GANHAR: Alec Baldwin

 

Melhor minissérie ou telefilme

  • Carlos
  • The Pacific
  • Temple Grandin
  • You Don’t Know Jack
  • Pillars of the Earth

VAI GANHAR: The Pacific

DEVERIA GANHAR: Carlos

 

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

  • Hayley Atwell – Pillars of the Earth
  • Claire Danes – Temple Grandin
  • Judi Dench – Return to Cranford
  • Romola Garai – Emma
  • Jennifer Love Hewitt – The Client List

VAI GANHAR: Claire Danes

DEVERIA GANHAR: Claire Danes

 

Melhor ator em minissérie ou telefilme

  • Idris Elba – Luther
  • Ian MacShane – Pillars of the Earth
  • Al Pacino – You Don’t Know Jack
  • Dennis Quaid – The Special Relationship
  • Edgar Ramirez – Carlos

VAI GANHAR: Al Pacino

DEVERIA GANHAR: Edgar Ramirez

 

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Hope Davis – The Special Relationship
  • Jane Lynch – Glee
  • Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
  • Julia Stiles – Dexter
  • Sofia Vergara – Modern Family

VAI GANHAR: Jane Lynch

DEVERIA GANHAR: Kelly McDonald ou Sofia Vergara

 

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Scott Caan – Hawaii Five-0
  • Chris Colfer – Glee
  • Chris Noth – The Good Wife
  • Eric Stonestreet – Modern Family
  • David Straitharn – Temple Grandin

VAI GANHAR: Eric Stonestreet

DEVERIA GANHAR: Chris Noth

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Foram anunciados nesta sexta os ganhadores do Critic´s Choice Awards, um dos mais importantes do cinema americano. Aqui estão eles:

FILME: A Rede Social

ATOR: Colin Firth, O Discurso do Rei

ATRIZ: Natalie Portman, Cisne Negro

ATOR COADJUVANTE: Christian Bale, O Vencedor

ATRIZ COADJUVANTE: Melissa Leo, O Vencedor

ELENCO: O Vencedor

DIRETOR: David Fincher, A Rede Social

ROTEIRO ORIGINAL: David Seidler, O Discurso do Rei

ROTEIRO ADAPTADO: Aaron Sorkin, A Rede Social

FILME DE ANIMAÇÃO: Toy Story 3

ATOR/ATRIZ JOVEM (menor de 21): Hailee Steinfeld, Bravura Indômita

FILME DE AÇÃO: A Origem

COMÉDIA: Easy A

FILME FEITO PARA A TV: The Pacific

FILME ESTRANGEIRO: The Girl With the Dragon Tattoo

DOCUMENTÁRIO: Waiting For Superman

CANÇÃO: “If I Rise” (Dido and AR Rahman), 127 Horas

TRILHA SONORA: Trent Reznor and Atticus Ross, A Rede Social

EFEITOS VISUAIS: A Origem

FOTOGRAFIA: A Origem

FIGURINO: Alice no Pais das Maravilhas

MAQUIAGEM: Alice no Pais das Maravilhas

SOM: A Origem

DIREÇÃO DE ARTE: A Origem

MONTAGEM: A Origem

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Foram anunciados nesta terça (dia 14) os indicados ao Globo de Ouro 2011, que acontecerá no dia 16 de janeiro.

 

Nas categorias cinematográficas, os dois filmes melhor avaliados do ano até agora, “A Origem” (Inception) e “A Rede Social” (The Social Network), comprovaram o favoritismo (e devem brigar pelos prêmios de filme dramático, roteiro e direção), mas perderam o posto de campeão em indicações para “O Discurso do Rei” (The King´s Speech), filme inglês que provavelmente verá seu astro Colin Firth levar a maioria dos prêmios de melhor ator desta temporada (ele faz o rei George VI, que assumiu o trono de surpresa, após a renúncia do irmão, e teve que vencer uma gagueira). Outro filme com várias indicações, e que vem dividindo os críticos desde que estreou no Festival de Veneza, é “Cisne Negro” (Black Swann), o thriller psicológico estrelado por Natalie Portman como uma bailarina que pode ou não estar paranoica. Completa o Top 5 de filmes dramáticos “O Vencedor” (The Fighter), dirigido pelo sumido David O. Russel.

 

Já na categoria comédia/musical, as surpresas foram as indicações do “meio brega” “Burlesque” (sobre dançarinas em Las Vegas, estrelado por Cher e Christina Aguilera) e do policial “Red – Aposentados e Perigosos” (aquele que tem a dama Helen Mirren como uma ex-agente da CIA ao lado de Bruce Willis e Morgan Freeeman). Fecham a lista de finalistas o favorito “Minhas Mães e Meu Pai” (The Kids Are Alright), um dos mais elogiados do ano; o recém-estreado “O Turista” (The Tourist), protagonizado por Johnny Depp e Angelina Jolie; e, claro, a “Alice” de Tim Burton.

 

Uma curiosidade interessante da disputa desse ano é o duelo entre Christopher Nolan e Darren Aronovsky, dois diretores que despontaram na mesma época (eles tem a mesma idade e dirigiram o primeiro longa no mesmo ano, 1998), são conhecidos por serem cineastas bastante autorais (são normalmente os roteiristas dos próprios filmes, em geral bastante criativos e originais) e chegaram ao topo com trajetórias diferentes. Nolan começou com o pouco visto mas elogiado “Following” (inédito no Brasil) e logo depois estourou com “Amnésia” (Memento), subindo o primeiro degrau da “escada de poder hollywoodiana” já em seu filme seguinte, “Insônia”, com astros do quilate de Al Pacino e Robin Williams – o que se seguiu foi uma reta sempre ascendente, com “Batman Begins”, “O Grande Truque” “O Cavaleiro das Trevas”, culminando com “A Origem”, roteiro que ele começou a escrever oito anos atrás. Já Aronovsky teve um início parecido, com os cultuados “Pi” e “Réquiem para um Sonho”, mas errou a mão quando foi acolhido pelo “cinemão”, optando pelo belo mas difícil (e fracassado) “Fonte da Vida” (The Fountain) (que tinha a futura ex-esposa dele, Rachel Weisz, no papel principal ao lado de Hugh Jackman). Depois disso, teve que dirigir (e bancar) um filme menor, “O Lutador” (The Wrestler), que graças principalmente a um inspirado (e renascido das trevas) Mickey Rourke devolveu o prestígio ao diretor. “Cisne Negro”, o novo filme dele, pode surpreender nas premiações da temporada, principalmente com suas atrizes, Natalie Portman e Mila Kunis (ambas indicadas ao Globo de Ouro, a primeira como principal e a segunda como coadjuvante). E a maior prova da entrada definitiva de Aronovski no grupo de “diretores do momento” é, assim como aconteceu com Nolan alguns anos atrás, o convite pra dirigir um blockbuster de super-herois – no caso dele, o novo filme do Wolverine, previsto para 2012.

 

Ainda falando nos diretores, outro indicado é David O.Russell, que parece querer ser o “novo Terrence Malick”, já que fica anos sem filmar. Ele começou bem em 99 com o ótimo “Três Reis” (Three Kings), um dos primeiro filmes a tratar da Guerra do Golfo e que tinha George Clooney e Mark Wahlberg como protagonistas. Depois, esperou quase seis anos pra fazer o irregular mas bacaninha “Huckabees – A Vida É uma Comédia” (I Heart Huckabees), com Jude Law, Dustin Hoffman e Naomi Watts (e de novo Mark Wahlberg). Agora, outros seis anos depois, ele vem com “O Vencedor”, drama sobre irmãos no mundo do boxe, mais uma vez com Wahlberg, agora ao lado de Christian Bale (os dois atores estão indicados também). 

   

Quanto aos prêmios de atuação, os duelos devem ficar entre Colin Firth e James Franco (ator em drama), Natalie Portman e a novata Jennifer Lawrence (atriz em drama), Julianne Moore e Annette Bening (atriz em comédia, as duas pelo mesmo filme, inclusive) e Johnnie Depp e Johnnie Depp (sim, ele concorre contra si mesmo na categoria de ator em comédia). Já entre os coadjuvantes, é bem possível que Michael Douglas leve um prêmio sentimental (o ator atualmente está em tratamento contra um câncer na garganta) pela continuação de “Wall Street” (o que seria bem curioso, já que ele seria premiado duas vezes pelo mesmo papel), enquanto a favorita Helena Bonham-Carter pode perder para Mila Kunis (isso se os votantes se esquecerem – ou lembrarem – que se trata da mesma atriz que fazia a pentelha Jackie na sitcom “That 70´s Show”).

 

Entre os “injustiçados” que passaram batido estão Leonardo DiCaprio, que poderia ter sido indicado tanto por “A Origem” como por “Ilha do Medo”; o próprio “Ilha do Medo”, de Martin Scorsese; o novo dos irmãos Coen, “True Grit”, e seu astro Jeff Bridges; Julia Roberts por “Comer, Rezar, Amar”; e George Clooney por “Um Homem Misterioso”.

 

Segue abaixo a lista completa com todos os indicados em cinema (a parte da TV vem mais tarde).

 

Melhor filme (drama)

  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social

Melhor filme (musical / comédia)

  • Alice no País das Maravilhas
  • Burlesque
  • Minhas Mães e meu Pai
  • RED – Aposentados e Perigosos
  • O Turista

Melhor ator (drama)

  • Jesse Eisenberg – A Rede Social
  • Colin Firth – O Discurso do Rei
  • James Franco – 127 Horas
  • Ryan Gosling – Blue Valentine
  • Mark Wahlberg – O Vencedor

Melhor atriz (drama)

  • Halle Berry – Frankie and Alice
  • Nicole Kidman – The Rabbit Hole
  • Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
  • Natalie Portman – Cisne Negro
  • Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor ator (musical / comédia)

  • Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
  • Johnny Depp – O Turista
  • Paul Giamatti – Barney’s Version
  • Jake Gyllenhaal – Amor e Outras Drogas
  • Kevin Spacey – Casino Jack

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai
  • Anne Hathaway – Amor e Outras Drogas
  • Angelina Jolie – O Turista
  • Julianne Moore – Minhas Mães e meu Pai
  • Emma Stone – Easy A

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale – O Vencedor
  • Michael Douglas – Wall Street 2
  • Andrew Garfield – A Rede Social
  • Jeremy Renner – Atração Perigosa
  • Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Vencedor
  • Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
  • Mila Kunis – Cisne Negro
  • Jacki Weaver – Animal Kingdom
  • Melissa Leo – O Vencedor

Melhor diretor

  • Darren Aronovsky – Cisne Negro
  • David Fincher – A Rede Social
  • Tom Hooper – O Discurso do Rei
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David O. Russell – O Vencedor

Melhor roteiro

  • Danny Boyle and Simon Beaufoy – 127 Horas
  • Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – Minhas Mães e meu Pai
  • Christopher Nolan – A Origem
  • David Seidler – O Discurso do Rei
  • Aaron Sorkin – A Rede Social

Melhor filme em língua estrangeira

  • Biutiful
  • The Concert
  • The Edge
  • I Am Love
  • Em um Mundo Melhor

Melhor longa animado

  • Meu Malvado Favorito
  • Como Treinar o Seu Dragão
  • O Mágico
  • Enrolados
  • Toy Story 3

Melhor trilha sonora original

  • Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
  • Danny Elfman – Alice no País das Maravilhas
  • A.R. Rahman – 127 Horas
  • Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social
  • Hans Zimmer – A Origem

Melhor canção original

  • “Bound to You” – Burlesque
  • “Coming Home” – Country Strong
  • “I See the Light” – Enrolados
  • “There’s A Place For Us” – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque

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Leonardo DiCaprio pode até não ser o melhor ator da atualidade, embora esteja bem perto disso (pelo menos na faixa dos trinta e poucos anos). Mas uma coisa não dá pra negar: ninguém escolhe filmes hoje em dia tão bem quanto ele (ou tem um agente tão bom). É só pegar a lista e analisar: desde “Titanic” ele não fez um filme ruim sequer (mesmo o menos bom deles, “A Praia”, é acima da média). Três indicações ao Oscar e filmes como “Os Infiltrados”, “Prenda-me Se For Capaz”, “O Aviador”, “Rede de Mentiras” e diretores como Woody Allen, Steven Spielberg, Sam Mendes, Ridley Scott e principalmente Martin Scorsese são a melhor prova disso, e do prestígio que ele tem. E em 2010 ele acertou duas vezes, correndo o risco (grande) de concorrer contra si mesmo nas premiações do ano que vem.

 

“Ilha do Medo” (Shutter Island), quarta colaboração do astro com Scorsese, estreou em fevereiro depois de ser adiado algumas vezes (o que quase nunca é bom sinal). Porém, contrariando todas as expectativas, o filme não só se tornou o maior sucesso de bilheteria da carreira do diretor, como foi quase que unanimemente adorado pela crítica. Baseado em livro de Dennis Lehane (“Sobre Meninos e Lobos”, “Medo da Verdade”), o filme se passa em 1954 e mostra um detetive (DiCaprio) que chega com seu parceiro (Mark Ruffalo) à ilha do título original, onde há um hospício para doentes mentais perigosos. A dupla está lá para investigar o desaparecimento de uma paciente (Emily Mortimer), mas nem o clima do lugar, nem tampouco os diretores do hospital (Ben Kingsley e um super sinistro Max Von Sidow) ou os funcionários do local parecem colaborar. Contar mais vai estregar as inúmeras surpresas do excepcional primeiro filme de terror psicológico de um dos maiores cineastas de todos os tempos. Quem não viu,  alugue já o DVD ou compre o Blu-Ray (que aliás tem mais de meia hora de documentários explicando algumas coisas da história – não incluídos na versão em DVD).

 

“A Origem” (Inception) é a prova definitiva de que Christopher Nolan é um gênio (e mais um que não sabe fazer filme ruim, vide “Amnésia”, “Insônia” e “O Cavaleiro das Trevas”). Embora a premissa seja complexa, o diretor não perde tempo tentando explicar cientificamente como é possível que alguém entre no sonho de outra pessoa para obter informações que estão escondidas no subconsciente desta – o que poderia se tornar um tanto chato. Ao contrário, ele torna isso um pressuposto, ou seja, é fato ser possível penetrar os sonhos dos outros – assim, a partir do momento em que admitimos que isso é possível e pronto, nós estamos prontos para embarcar na história. Claro que as coisas vão acontecendo e a complexidade vai aumentando, e eu não quero dizer que o filme é simples de se entender. Não é. Mas a partir do momento em que se admite que é, sim, possível, entrar no sonho de uma pessoa, então o resto é totalmente compreensível. Enfim, o plot: DiCaprio é o líder de uma equipe de “invasores de sonhos”, que é contratada para entrar no sonho de uma pessoa e obter informações. Um belo dia, um cliente (Ken Watanabe, de “O Último Samurai”) pede a ele que insira algo no cérebro de um concorrente (Cillian Murphy, um dos atores preferidos do diretor) – ou seja, o inverso do que a equipe está acostumada a fazer. O ponto é que isso nunca foi feito antes, então não se sabe se é possível ou não. Paralelamente, o protagonista tem um grande trauma que só é explicado mais pro final do filme, envolvendo a ex-mulher dele (a belíssima Marion Cotillard, ganhadora do Oscar por “Piaf”), e que pode atrapalhar ou não a “missão”. DiCaprio está fantástico, assim como o restante do elenco, que é fenomenal (e inclui ainda Joseph Gordon-Levitt, a gracinha Ellen Page e uma ponta do grande Michael Caine). Sem falar nos efeitos especiais de cair o queixo. O filme segue em cartaz nos cinemas, incluindo sessões imperdíveis no Imax (ainda que o filme não seja em 3D, vale a pena aproveitar a tela gigante do cinema localizado no Shopping Bourbon em São Paulo).

 

“Ilha do Medo”

(Shutter Island, EUA, 2010) – Dir.: Martin Scorsese – Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams, Emily Mortimer, Max Von Sidow, Patricia Clarkson, Jackie Earl Haley e Ted Levine.

NOTA: 9

 

“A Origem”

(Inception, EUA, 2010) – Dir.: Christopher Nolan – Com Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Marion Cotillard, Tom Hardy, Cilian Murphy, Tom Berenger e Michael Caine

NOTA: 9,5

 

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Acabei ficando duas semanas sem comentar as estreias nos cinemas paulistanos, por isso agora vai tudo de uma vez. Começo pelos filmes que eu já vi. “A Origem” (Inception) estreou dia 6, é sensacional e merece um texto exclusivo (breve aqui). Vi também o nacional “400 Contra 1”, que é razoável. Conta a história do surgimento do Comando Vermelho entre o meio dos anos 70 e o início dos 80, quando vários criminosos comuns eram enviados a um presídio na Ilha Grande juntamente com presos políticos. O filme tem um visual retrô bacana, trilha de Max de Castro que recria bem o período e usa um recurso de idas e vindas no tempo que, embora canse um pouco, funciona – só que o roteiro não fecha todas as pontas e algumas coisas ficam mal explicadas. Certos personagens também ficam meio perdidos na história, principalmente os femininos: a “Loira” de Daniela Escobar (pouco inspirada e com a aparência suja) e a advogada idealista da bela Branca Messina (aliás, estrela da revista Trip deste mês). Mas o que vale mesmo no filme é comprovar o talento de Daniel de Oliveira, que faz o líder dos bandidos, William da Silva Lima (autor do livro em que o filme é baseado) – ou seja, um papel pouco provável, mas que ele tira de letra e mostra que pode mesmo fazer qualquer coisa.

 

Outras estreias incluem dois filmes que estão arrebentando nas bilheterias americanas. “Salt” é um triller de ação estrelado por Angelina Jolie como uma agente da CIA suspeita de ser uma agente dupla russa. Dirigido pelo especialista Philip Noyce, o filme vem sendo bastante elogiado pela crítica, principalmente por não tratar a protagonista como “mulherzinha”, como acontece geralmente nos filmes de ação estrelados por mulheres (isso se deve principalmente ao fato de o filme ter sido originalmente escrito pro astro Tom Cruise, que preferiu fazer “Encontro Explosivo”, um filme de ação mais leve e cômico). Já “Meu Malvado Favorito” (Despicable Me) é uma animação 3D sobre um vilão (voz de Steve Carrell) que, pra enfrentar a concorrência de um ladrão mais jovem, decide bolar um super plano: roubar a Lua. Só que no caminho ele acaba arrumando três filhas adotivas.

 

As estreias mais “modestas” das últimas duas semanas incluem o drama francês “Um Novo Caminho” (sobre alcoolismo), o elogiado documentário brasileiro “Uma Noite em 67” (que mostra os bastidores do Festival de Música da Record que tinha artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e o rei Roberto Carlos entre os concorrentes), a animação japonesa “Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar”, o alemão “Um Estranho em Mim” (drama sobre mulher que tem um bebê e o rejeita) e a estreia na direção da atriz Helen Hunt, “Quando Me Apaixono”, um romance estrelado por ela, Colin Firth, Matthew Broderick e Bette Midler.

 

Finalmente, chegamos às estreias de hoje. E elas incluem o aguardadíssimo (pelo menos pra mim) “Os Mercenários” (The Expendables), dirigido, escrito e estrelado por Sylvester Stallone, que presta uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 e reúne boa parte dos seus astros (praticamente só faltaram Van Damme, Seagal e Chuck Norris). Stallone é o líder de um grupo casca-grossa que vem à América Latina tentar derrubar um ditador local. Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke, Dolph Lundgren e Randy Couture fazem parte do grupo, com Bruce Willis e Arnold Schwarnegger em participações especiais e Eric Roberts como um dos vilões. E, já que as filmagens foram no Brasil, há uma mocinha brasileira (ou quase), Gisele Itiê. Em outras palavras, o filme (que tem estreia mundial hoje) é imperdível.

 

Também chega às telas um filme que eu já comentei aqui, “O Aprendiz de Feiticeiro”, estrelado por Nicolas Cage, Jay Baruchel e Alfred Molina, que transporta pros dias de hoje a história imortalizada por Walt Disney e Mickey Mouse na animação “Fantasia”. O público americano não parece muito interessado (o filme vem sendo um fracasso) e os crítico também não deram muita bola. Pena, porque parece divertido. A terceira e última estreia de hoje é o drama “Destinos Ligados” (Mother and Child), dirigido pelo mexicano Rodrigo Garcia, que mostra três histórias interligadas sobre mulheres e adoção. O ótimo elenco tem Annete Bening, Naomi Watts, Kerry Washington e Samuel L. Jackson.

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Com o fim da Copa, o cinema volta a se aquecer em volume de filmes que chegam juntos às telas. Duas estreias de peso nos cinemas paulistanos essa semana, inclusive o novo Quentin Tarantino (além de mais 3 filmes teoricamente menores). Novo Tarantino? Só se for no Brasil –  na verdade o filme já tem três anos. “À Prova de Morte” (Death Proof) integrou o projeto Grindhouse, bolado por Tarantino e Robert Rodriguez como uma homenagem às sessões duplas de filmes trash que aconteciam em drive-ins nos anos 70 – cada um fez um filme nesse estilo e a ideia era os dois serem exibidos juntos, em sequência. Foi um fracasso lá fora. Por isso, os únicos brasileiros que puderam desfrutar da sessão dupla foram os felizardos que conseguiram ingressos pras poucas exibições que aconteceram na Mostra de Cinema de SP em 2007. Poucos meses depois, a metade de Rodriguez, “Planeta Terror” (Planet Terror), um filme de zumbis, estreou comercialmente por aqui, sendo lançado em DVD em seguida. Inexplicavelmente a metade de Tarantino continuou inédita tanto nos cinemas quanto nas locadoras. Foi preciso o grande sucesso de “Bastardos Inglórios” pra que a distribuidora finalmente se ligasse e decidisse lançar o filme.  “À Prova de Morte” traz Kurt Russell como um dublê que usa seu carro para atropelar mocinhas indefesas, e o grupo liderado por Rosario Dawson e Rose McGowan tenta escapar dele (o elenco ainda tem as “delicinhas” Mary Elizabeth Winstead e Vanessa Ferlito). Curiosidade: a sessão dupla trazia trailers falsos de outros filmes no mesmo estilo trash, dirigidos por amigos dos diretores, como Eli Roth (“O Albergue”) e Edgar Wright (“Todo Mundo Quase Morto”, “Scott Pilgrim Vs. The World”). Um deles, “Machete” virou filme de verdade, dirigido pelo próprio Rodriguez e estrelado por gente como Robert DeNiro, Jessica Alba, Steven Segal, Don Johnson e Lindsay Lohan como uma freira perigosa (vide o poster acima), com estreia prevista para 3 de setembro.

 

Da outra grande estreia eu já falei um pouco quando chegou às telas americanas; trata-se de “Encontro Explosivo”, título preguiçoso dado a Knight & Day, dirigido pelo eclético James Mangold (“Johnny & June”, “Os Indomáveis”, “Identidade”) e estrelado por Tom Cruise como um espião que envolve a pobre Cameron Diaz em uma trama engenhosa. Apesar de ir mal de público nos EUA, o filme vem surpreendentemente tendo críticas bastantre favoráveis, e parece ser bem legal mesmo.

 

As outras estreias “menores” são a comédia romântica argentina “Alguns Motivos Para Não se Apaixonar”, o elogiado documentário brasileiro “Dzi Croquetes” e o drama “O Grão” (também brasileiro).

 

Enquanto isso, nos EUA, chega às telas um dos filmes mais esperados do ano, “A Origem” (Inception), o novo filme de Christopher Nolan (“Batman”, “Amnésia”, “O Grande Truque”), uma mistura de ação, suspense e ficção científica com um elenco fenomenal: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Cillian Murphy, Ken Watanabe e o grande Michael Caine. Também estreia “O Aprendiz de Feiticeiro” (The Sorcerer´s Apprentice), uma versão modernizada e transportada para Nova York do desenho da Disney (lembram do Mickey carregando baldes de água em  “Fantasia”?) originado da sinfonia de Paul Dukas, que por sua vez se inspirou em um poema de Goethe (complexo, não?). Aqui, Jay Baruchel, que se não virar astro esse ano pode desistir (ele fez a voz do protagonista do desenho “Como Treinar o Seu Dragão” e protagonizou a comédia romântica “She´s Out of My League”, ambos sucessos de público no primeiro semestre), é o “Mickey da vez”, que se mete na disputa entre um mago do Bem (Nicolas Cage) e outro do Mal (Alfred Molina).

           

(texto publicado originalmente no blog Claquete)

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