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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Mudança de endereço

Dear readers, já devia ter escrito isso aqui, mas acabei me esquecendo. Meus textos agora estão em um novo endereço: http://temporadanova.wordpress.com. Por favor, visitem e alterem nos seus cadastros. See you there!

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Melhor Ator Coadjuvante

Aaron Paul – “Breaking Bad”

Giancarlo Esposito – “Breaking Bad”

Brendan Coyle – “Downtown Abbey”

Jim Carter – “Downtown Abbey”

Peter Dinklage – “Game of Thrones”

Jared Harris – “Mad Men”

FALTARAM: Cadê o John Slattery de “Mad Men”? Ele tomou até LSD nesta temporada e isso não serviu pra nada? Até o Vincent Kartheiser merecia uma indicação esse ano. Pelo menos lembraram do Jared Harris. Faltou também o Jack Davenport de “Smash”.

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E o grande vencedor do 66º Tony Awards foi o musical “Once”, que levou oito prêmios, incluindo o de melhor musical (e quase bateu as nove estatuetas de “The Book of Mormon” ano passado). Outro destaque da noite foi a peça “Peter and the Starcatcher”, que recebeu cinco prêmios, mas perdeu o principal para “Clybourne Park”. Entre os revivals (remontagens), os ganhadores foram o musical “The Gershwins´ Porgy and Bess” e a peça “Arthur Miller´s Death of a Salesman”.

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Seguem algumas curiosidades sobre a grande festa do teatro americano:

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– Neil Patrick Harris (o Barney da série “How I Met Your Mother”) foi brilhante como mestre-de-cerimônias pelo terceiro ano consecutivo, com direito a uma hilária canção homenageando (e emendando) ganhadores do prêmio de melhor música e a ficar pendurado no teto como o Homem-Aranha de “Spider Man, Turn of the Dark”. Mas o melhor foi o número de abertura “What If Life Was More Like Theater?”, reproduzido abaixo:

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“Once”, o musical do ano, é uma adaptação do filme irlandês homônimo sobre um casal de músicos de rua em Dublin – no Brasil chamou “Apenas Uma Vez” e ganhou o Oscar de melhor canção. Os protagonistas do filme, Glen Hansard e Marketa Irglova, também autores das músicas, estavam na plateia – vale lembrar que as músicas não foram indicadas ao Tony porque não foram compostas especialmente para o teatro, e sim para o filme.

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– Enda Walsh, autor do libreto de “Once” e ganhador do Tony, é um festejado dramaturgo britânico. São dele peças como “Bate-Papo (Chatroom)”, montada no Brasil e adaptada pro cinema, e “O Salão de Baile Elétrico”, uma das atrações do Cultura Inglesa Festival deste ano. É dele também o roteiro do filme “Hunger”, que revelou o ator Michael Fassbender e o diretor Steve McQueen.

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– Steve Kazee, protagonista de “Once” e ganhador do Tony de melhor ator em musical, fez o discurso mais emocionante da noite, homenageando a mãe, que faleceu na Páscoa, e agradecendo o apoio do elenco e, principalmente, de sua parceira em cena, a atriz Cristin Milioti.

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– O musical “Newsies”, que ganhou os prêmios de melhor música e coreografia, é uma produção da Disney que adapta pros palcos o filme homônimo de 92 (chamado no Brasil de “Extra! Extra!”), estrelado por um jovem Christian Bale (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e um dos maiores fracassos da história do estúdio. A versão teatral vem fazendo grande sucesso. O compositor Alan Menken, ganhador de diversos Oscars pelas músicas que fez pra animações como “A Bela e a Fera”, “A Pequena Sereia” e “Aladdin” e também autor do musical “A Pequena Loja dos Horrores”, finalmente levou seu primeiro Tony.

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– James Corden, ganhador do prêmio de melhor ator pela peça “One Man, Two Guvnors”, é o gordinho inglês do filme “Matadores de Vampiras Lésbicas”. Ele derrotou um timaço de feras composto por ninguém menos que Philip Seymour Hoffman, James Earl Jones, Frank Langella e John Lithgow. A peça, uma comédia sobre um homem que atende dois patrões ao mesmo tempo, fez grande sucesso em Londres no ano passado e foi transferida para a Broadway esse ano, repetindo o sucesso.

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– Judith Light, ganhadora do prêmio de atriz coadjuvante pela peça “Other Desert Cities”, é bastante conhecida como a Angela da série dos anos 80 “Who´s the Boss?” (em que fazia par com Tony Danza) e, mais recentemente, como a Claire Meade de “Ugly Betty”.

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– A peça “Clybourne Park”, de Bruce Norris, conquistou, com o prêmio de hoje, a trinca de prêmios mais importantes do teatro – já havia ganho antes os prêmios Laurence Olivier (o equivalente inglês ao Tony) e o Pulitzer.

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– Nina Arianda fez sua estreia nos palcos da Broadway no ano passado com a peça “Born Yesterday” e foi indicada ao Tony de melhor atriz. Este ano repetiu a indicação com a peça “Venus In Fur” e dessa vez levou o prêmio. Ano passado ela também teve participações pequenas mas marcantes nos filmes “Meia-Noite em Paris” e “Roubo nas Alturas”. Promissora, não?

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– A atriz Judy Kaye ganhou seu segundo Tony de atriz coadjuvante, 24 anos depois do primeiro – que recebeu quando fez a Carlotta de “O Fantasma da Ópera”.

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– Audra McDonald ganhou o quinto Tony da carreira, igualando o recorde das veteraníssimas Angela Lansbury e Julie Harris. Como ela só tem 42 anos, é muito provável que deixe as duas senhorinhas comendo poeira logo logo. O curioso é que esse foi o primeiro prêmio dela como atriz principal – todos os outros foram como coadjuvante (pelos musicais “Ragtime” e “Carousel” e pelas peças “A Raisin in the Sun” e “Master Class”). Audra também é conhecida do grande público atualmente como a Dra. Naomi da série “Private Practice”.

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– Falando em recordes, o diretor Mike Nichols ganhou hoje seu SEXTO Tony, dessa vez pela peça “A Morte do Caixeiro-Viajante”. Ele é uma das poucas pessoas do mundo que podem se gabar de ter na estante todos os quatro prêmios principais do entretenimento americano – Tony, Emmy, Grammy e Oscar.

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– Falando nisso, o revival do clássico do dramaturgo Arthur Miller “A Morte do Caixeiro-Viajante”, que levou dois prêmios, é estrelado por Philip Seymour Hoffman e Andrew Garfield (que faz o novo “Homem-Aranha” no cinema e interpretou o brasileiro Eduardo Saverin no filme “A Rede Social”). Ambos foram indicados ao Tony, mas perderam. Garfield, aliás, deixou a plateia do Tony mais bonita ao levar como acompanhante a namorada Emma Stone (que também está no novo filme do herói aracnídeo).

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– Entre os revivals de musicais, a briga era entre gigantes, já que os indicados eram duas obras de Andrew Lloyd Webber (“Evita” e “Jesus Christ Superstar”, ambos da primeira fase da carreira do inglês), uma do mestre americano Stephen Sondheim (“Follies”) e um clássico dos irmãos Gershwin, o musical operístico “Porgy and Bess”, que saiu vencedor.

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– O revival de “Evita” é estrelado pelo cantor Ricky Martin no papel de Che, pela argentina Elena Roger no papel-título e pelo veterano Michael Cerveris (único dos três indicado ao Tony) interpretando Perón.

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– A peça “Peter and the Starcatcher” é uma espécie de “prequel” de “Peter Pan”, mostrando como um pequeno órfão se tornou o “menino que não queria crescer” de um modo bastante criativo e teatral – não à toa, ganhou quatro prêmios técnicos (todos os concedidos a peças não-musicais). O ator Christian Borle, mais acostumado a fazer musicais como “Monty Python´s Spamalot”, finalmente ganhou o seu Tony – ele, aliás, ficou mais conhecido do grande público esse ano com a série “Smash”, onde faz Tom, um dos autores da peça sobre Marilyn Monroe.

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– O astro Hugh Jackman, que arrastou multidões pra Broadway no ano passado com seu “one-man show” (e encheu os bolsos dos produtores – e dele mesmo, claro –  de dinheiro), protagonizou um dos momentos mais bonitinhos da noite. Ele sabia que ia ganhar um prêmio especial, mas não sabia que o prêmio seria entregue pela própria esposa, ficando genuinamente surpreso ao vê-la no palco.

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Segue a lista completa com todos os ganhadores (em vermelho) e indicados:

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Melhor Peça

Clybourne Park, de Bruce Norris

Other Desert Cities, de Jon Robin Baitz

Peter and the Starcatcher, de Rick Elice

Venus in Fur, de David Ives

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Melhor Musical

Leap of Faith

Newsies

Nice Work If You Can Get It

Once

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Melhor Peça Remontada (“Play Revival”)

Arthur Miller´s Death of a Salesman (A Morte do Caixeiro-Viajante)

Gore Vidal´s The Best Man

Master Class

Wit

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Melhor Remontagem de Musical (“Musical Revival”)

Evita

Follies

The Gershwins’ Porgy and Bess

Jesus Christ Superstar

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Melhor Libreto de Musical

Lysistrata Jones, de Douglas Carter Beane

Newsies, de Harvey Fierstein

Nice Work If You Can Get It, de Joe DiPietro

Once, de Enda Walsh

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Melhor Música e/ou Letras Escritas pro Teatro

Bonnie & Clyde – Música: Frank Wildhorn / Letras: Don Black

Newsies – Música: Alan Menken / Letras: Jack Feldman

One Man, Two Guvnors – Música e Letras: Grant Olding

Peter and the Starcatcher – Música: Wayne Barker / Letras: Rick Elice

Melhor Ator – Peça

James Corden, One Man, Two Guvnors

Philip Seymour Hoffman, Arthur Miller’s Death of a Salesman

James Earl Jones, Gore Vidal’s The Best Man

Frank Langella, Man and Boy

John Lithgow, The Columnist

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Melhor Atriz – Peça

Nina Arianda, Venus in Fur

Tracie Bennett, End of the Rainbow (O Fim do Arco-Íris)

Stockard Channing, Other Desert Cities

Linda Lavin, The Lyons

Cynthia Nixon, Wit

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Melhor Ator – Musical

Danny Burstein, Follies

Jeremy Jordan, Newsies

Steve Kazee, Once

Norm Lewis, The Gershwins’ Porgy and Bess

Ron Raines, Follies

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Melhor Atriz – Musical

Jan Maxwell, Follies

Audra McDonald, The Gershwins’ Porgy and Bess

Cristin Milioti, Once

Kelli O’Hara, Nice Work If You Can Get It

Laura Osnes, Bonnie & Clyde

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Melhor Ator Coadjuvante – Peça

Christian Borle, Peter and the Starcatcher

Michael Cumpsty, End of the Rainbow

Tom Edden, One Man, Two Guvnors

Andrew Garfield, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Jeremy Shamos, Clybourne Park

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Melhor Atriz Coadjuvante – Peça

Linda Emond, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Spencer Kayden, Don’t Dress for Dinner

Celia Keenan-Bolger, Peter and the Starcatcher

Judith Light, Other Desert Cities

Condola Rashad, Stick Fly

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Melhor Ator Coadjuvante – Musical

Phillip Boykin, The Gershwins’ Porgy and Bess

Michael Cerveris, Evita

David Alan Grier, The Gershwins’ Porgy and Bess

Michael McGrath, Nice Work If You Can Get It

Josh Young, Jesus Christ Superstar

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Melhor Atriz Coadjuvante – Musical

Elizabeth A. Davis, Once

Jayne Houdyshell, Follies

Judy Kaye, Nice Work If You Can Get It

Jessie Mueller, On A Clear Day You Can See Forever

Da’Vine Joy Randolph, Ghost the Musical

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Melhor Design de Cenário – Peça

John Lee Beatty, Other Desert Cities

Daniel Ostling, Clybourne Park

Mark Thompson, One Man, Two Guvnors

Donyale Werle, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Cenário – Musical

Bob Crowley, Once

Rob Howell e Jon Driscoll, Ghost the Musical

Tobin Ost and Sven Ortel, Newsies

George Tsypin, Spider-Man Turn Off The Dark

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Melhor Design de Figurino – Peça

William Ivey Long, Don’t Dress for Dinner

Paul Tazewell, A Streetcar Named Desire (Um Bonde Chamado Desejo)

Mark Thompson, One Man, Two Guvnors

Paloma Young, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Figurino – Musical

Gregg Barnes, Follies

ESosa, The Gershwins’ Porgy and Bess

Eiko Ishioka, Spider-Man Turn Off The Dark

Martin Pakledinaz, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Design de Iluminação – Peça

Jeff Croiter, Peter and the Starcatcher

Peter Kaczorowski, The Road to Mecca (O Caminho para Mecca)

Brian MacDevitt, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Kenneth Posner, Other Desert Cities

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Melhor Design de Iluminação – Musical

Christopher Akerlind, The Gershwins’ Porgy and Bess

Natasha Katz, Follies

Natasha Katz, Once

Hugh Vanstone, Ghost the Musical

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Melhor Design de Som – Peça

Paul Arditti, One Man, Two Guvnors

Scott Lehrer, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Gareth Owen, End of the Rainbow

Darron L West, Peter and the Starcatcher

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Melhor Design de Som – Musical

Acme Sound Partners, The Gershwins’ Porgy and Bess

Clive Goodwin, Once

Kai Harada, Follies

Brian Ronan, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Coreografia

Rob Ashford, Evita

Christopher Gattelli, Newsies

Steven Hoggett, Once

Kathleen Marshall, Nice Work If You Can Get It

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Melhor Direção – Peça

Nicholas Hytner, One Man, Two Guvnors

Pam MacKinnon, Clybourne Park

Mike Nichols, Arthur Miller’s Death of a Salesman

Roger Rees e Alex Timbers, Peter and the Starcatcher

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Melhor Direção – Musical

Jeff Calhoun, Newsies

Kathleen Marshall, Nice Work If You Can Get It

Diane Paulus, The Gershwins’ Porgy and Bess

John Tiffany, Once

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Melhor Orquestração

William David Brohn e Christopher Jahnke, The Gershwins’ Porgy and Bess

Bill Elliott, Nice Work If You Can Get It

Martin Lowe, Once

Danny Troob, Newsies

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PRÊMIOS ESPECIAIS

Prêmio Tony Especial pelo Conjunto da Obra (“Lifetime Achievement in the Theatre”)

Emanuel Azenberg

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Prêmio de Teatro Regional

Shakespeare Theatre Company, Washington, D.C.

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Prêmio Isabelle Stevenson

Bernadette Peters

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Tony Award Especial

Actors’ Equity Association

Hugh Jackman

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Tony Honor pela Excelência no Teatro

Freddie Gershon

Artie Siccardi

TDF Open Doors

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Mudanças

Lembram que um tempinho atrás eu estava pensando em mudar o nome do blog? Pois bem, estou fazendo isso, e por isso tem um tempinho que não escrevo nada aqui. Mas aguardem para logo mais as novidades no “Na Poltrona”.

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O Oscar é amanhã (ou hoje, dependendo da hora em que você ler isso aqui) e embora as indicações tenham sido um tanto controversas (e muita coisa boa tenha ficado de fora), não há nada a se fazer a não ser torcer pros seus favoritos dentre os que foram indicadosFicarei feliz se “O Artista” levar mesmo o prêmio de melhor filme (mas “A Invenção de Hugo Cabret”, “Meia-Noite em Paris” e “Histórias Cruzadas” também são boas escolhas e igualmente merecidas), melhor ator (Jean Dujardin) e melhor atriz coadjuvante (Berenice Bejo); se “Hugo” levar o de melhor diretor pra Martin Scorsese (e mais um monte de prêmios técnicos); se Rooney Mara (de “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”) for a melhor atriz e Christopher Plummer (“Beginners – Toda Forma de Amor”) o melhor ator coadjuvante; se “Os Descendentes” e “Meia-Noite em Paris” levarem os prêmios de roteiro; e se “Rango” for a melhor animação.

Como isso dificilmente vai acontecer, seguem os meus comentários, separados por categorias. Primeiro, os filmes.

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MELHOR FILME:

– O Artista (The Artist)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)

– A Árvore da Vida (The Tree of Life)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

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Antes de mais nada, uma explicação: por que nove indicados? Dois anos atrás a Academia decidiu aumentar o número de indicados de cinco para dez. Isso seria uma tentativa de permitir que filmes mais populares fossem indicados e atraissem mais gente pra assistir a cerimônia (isso foi logo depois do cultuado “Batman – O Cavaleiro das Trevas” não ter conseguido ficar entrar os cinco finalistas). Não deu muito certo, então esse ano decidiram introduzir um novo critério: somente seriam finalistas aqueles que obtivessem pelo menos 5% dos votos de melhor filme, o que faria com que a lista tivesse entre cinco e dez filmes – daí os nove. Só que mais uma vez a tentativa foi furada, já que filmes populares como “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2” e “Missão: Madrinha de Casamento” continuaram de fora e os únicos realmente bons de bilheteria indicados foram “Histórias Cruzadas” e “Meia-Noite em Paris”. Pode-se então esperar mais mudanças pra 2013.

No fim, dá pra dizer que a lista dos finalistas foi conservadora e pouquíssimo ousada (salvo poucas exceções). Embora recheada de bons filmes (quase todos nota 7 ou 8, no máximo um 8.5), os verdadeiros melhores filmes do ano ficaram de fora. “Drive”, “Guerreiro” (Warrior), “Tudo pelo Poder” (The Ides of March), “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (The Girl With the Dragon Tattoo), “Toda Forma de Amor” (Beginners) e “50%” (50/50), os melhores filmes do ano na minha opinião (*), tiveram que se contentar com indicações técnicas ou de atuação.

Dito isso, dentre os indicados existem alguns filmes bacanas que merecem ganhar o prêmio. O favorito, “O Artista”, é um ótimo filme e bastante ousado, considerando ser em preto-e-branco, quase que totalmente mudo, em pleno século XXI. A história é previsível, mas emociona e envolve, e o filme é uma bela homenagem ao cinema do passado. Também são odes ao passado as outras duas pérolas da lista, “A Invenção de Hugo Cabret” (o filme que Scorsese fez pra filha e que ensina todos os outros realizadores como se deve usar o 3D) e “Meia-Noite em Paris” (uma declaração de amor de Woody Allen à Paris dos anos 20). E  o passado está presente ainda no ótimo “Histórias Cruzadas”, valorizado pelo excepcional elenco quase todo feminino. Estes são os quatro filmes que realmente merecem estar na lista dos melhores do ano e qualquer um deles que ganhar será merecido. Já os demais são bons filmes convencionais com ótimos roteiros e atores/atrizes inspirados (“Os Descendentes” e “O Homem Que Mudou o Jogo”), fábulas sentimentais que dividiram os críticos e o público (“Cavalo de Guerra” e “Tão Forte e Tão Perto”) e uma obra ao mesmo tempo ousada, pretensiosa… e chata (“A Árvore da Vida”).

(*) Ainda não assisti “Shame”, “Um Método Perigoso” (A Dangerous Method), “Jovens Adultos” (Young Adult) e “Melancolia”, que podem talvez entrar ainda na minha lista de melhores do ano.

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:

A Cat in Paris

Chico & Rita

Kung Fu Panda 2

Gato-de-Botas (Puss in Boots)

Rango

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Pontos positivos pra Academia por reconhecer animações mais obscuras como o cubano/mexicano “Chico & Rita” e o francês “Um Gato em Paris”, mas negativos por ter, para isso,  sacrificado os bons “As Aventuras de Tintim” e “Rio” – melhor seria ter deixado de fora os convencionais “Gato de Botas” e “Kung Fu Panda 2”. Resta torcer pra que a grande animação do ano seja realmente a vencedora: “Rango”, o divertido e criativo western da dupla da série “Piratas do Caribe”: o diretor Gore Verbinski e o astro Johnny Depp.

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Bélgica, “Bullhead”

Canadá, “Monsieur Lazhar”

Irã, “A Separation”

Israel, “Footnote”

Polônia, “In Darkness”

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Não assisti nenhum dos indicados desse ano, mas a opinião é quase unânime de que o prêmio não deve escapar do iraniano “A Separação” – embora tenha ouvido bons comentários sobre o polonês “In Darkness”, que pode surpreender. De qualquer forma, o meu filme estrangeiro preferido do ano foi o argentino “Medianeiras” – e fiquei bem triste por não terem indicado “Tropa de Elite 2”, o melhor filme brasileiro de todos os tempos.

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA-METRAGEM:

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

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Dentre os documentários, ficou injustamente de fora “Senna”, que ganhou o BAFTA e merecia estar na lista. “Pina” (homenagem de Wim Wenders à coreógrafa e dançarina Pina Bausch, em 3D) deve estrear no Brasil nas próximas semanas, mas nem sinal dos outros. O favorito aparentemente é “Paradise Lost 3”, sobre três condenados por assassinato que foram recentemente inocentados.

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MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM:

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

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MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Dimanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Life

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MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

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Caros leitores (que eu sei que existem porque o número de visitas não para de aumentar, embora a maioria seja anônima), há tempos eu penso em mudar o nome do blog para algo como “Na Poltrona” (ou coisa parecida), em substituição ao meu nome pessoal. Mas sempre fico em dúvida se isso é uma boa ou não. Assim, e pra tornar isso aqui um pouco mais interativo, lanço a seguinte pergunta: mudo ou não mudo? Quem achar que eu devo mudar pode sugerir opções. Caso o veredito final seja pela mudança e caso eu opte por um dos nomes sugeridos, o leitor que fez a sugestão ganhará um DVD ou Blu-Ray. Participem!

Aproveitando, quero adiantar que com a chegada de 2012 e com o blog se aproximando das 20.000 visitas, farei diversos sorteios comemorativos no início do ano. Mais um motivo para visitarem e participarem.

Por  fim, quero dizer que nos próximos dias eu começarei a comentar os melhores do ano no cinema, na TV, na música, na literatura etc. Não vou fazer listinhas por enquanto porque poderia deixar de fora algo muito bom que eu ainda não vi, li ou ouvi – por isso farei como no ano passado, publicando os destaques aos poucos, em geral um por um. Confiram.

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Uma premiação que tem Martin Scorsese, Kate Winslet e o escritor britânico Julian Fellowes entre os ganhadores só pode significar um ano excelente pra televisão, certo? Embora eu ainda não tenha perdoado a Academia da TV americana por ter ignorado “Community” e “Shameless” (as duas melhores séries em exibição atualmente), a festa de entrega do Emmy foi bem divertida e em geral até que justa (só não consigo engolir o Jim Parsons ganhar pela segunda vez como melhor ator  enquanto seus colegas de elenco de “The Big Bang Theory” seguem de mãos abanando). Jane Lynch (a Sue Sylvester de “Glee”) arrancou algumas risadas no papel de MC da noite, “Modern Family” só perdeu os prêmios pros quais não tinha sido indicada (sorte dos atores principais das outras séries que todo o elenco de “Modern Family” concorre como coadjuvante), “Mad Men” levou o quarto prêmio seguido de melhor série dramática (mas perdeu o resto), “The Daily Show with Jon Stewart” chegou ao NONO prêmio seguido na categoria “programa de variedades”, Kyle Chandler foi escolhido o melhor ator em drama e enfim lavou a alma de todos os fãs de “Friday Night Lights” (que terminou esse ano) e Charlie Sheen desejou sorte à nova temporada de “Two and a Half Men”. Já a mulher mais bonita da noite foi disparado a Colbie Smulders (de “How I Met Your Mother”), seguida de perto (ou de baixo) pelo decote de Julie Bowen (que ganhou o prêmio de coadjuvante) – já a Christina Hendricks estava… bom, vocês já sabem o que eu acho…

Confiram a lista completa dos ganhadores:

Melhor Série Dramática
Mad Men

Melhor Série de Comédia
Modern Family

Melhor Minissérie ou Filme Feito pra TV
Downtown Abbey

Melhor Ator de Drama
Kyle Chandler (Friday Night Lights)

Melhor Ator de Comédia
Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor Atriz de Drama
Julianna Margulies (The Good Wife)

Melhor Atriz de Comédia
Melissa McCarthy (Mike & Molly)

Melhor Ator Coadjuvante de Comédia
Ty Burrell (Modern Family)

Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia
Julie Bowen (Modern Family)

Melhor Ator Coadjuvante de Drama
Peter Dinklage (Game Of Thrones)

Melhor Atriz Coadjuvante de Drama
Margo Martindale (Justified)

Melhor Ator em Filme ou Minissérie
Barry Pepper (The Kennedys)

Melhor Atriz em Filme ou Minissérie
Kate Winslet (Mildred Pierce)

Melhor Ator Coadjuvante em Filme ou Minissérie
Guy Pearce (Mildred Pierce)

Melhor Atriz Coadjuvante em Filme ou Minissérie
Maggie Smith (Downton Abbey)

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia
Justin Timberlake (Saturday Night Live)

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia
Gwyneth Paltrow (Glee)

Melhor Ator Convidado em Série de Drama
Paul McCrane (Harry´s Law)

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama
Loretta Devine (Grey´s Anatomy)

Melhor Direção – Série de Drama
Martin Scorsese (Boardwalk Empire)

Melhor Direção – Série de Comédia
Michael Allan Spiller (Modern Family)

Melhor Direção – Minissérie/Filme de TV
Brian Percival (Downtown Abbey)

Melhor Roteirista – Série de Drama
Jason Katims (Friday Night Lights)

Melhor Roteirista – Série de Comédia
Steven Levittan/Jeffrey Richman (Modern Family)

Melhor Roteirista – Minissérie/Filme de TV
Julian Fellowes (Downtown Abbey)

Melhor Série de Variedades, Comédia ou Música
The Daily Show with Jon Stewart

Melhor Reality Show de Competição
The Amazing Race 

Melhor Apresentador de Reality Show
Jeff Probst (Survivor)

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