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Archive for the ‘cinema’ Category

Sexta-Feira 13 nas telas

Como hoje coincidiu de ser também o Dia do Rock, a galera esqueceu que também é sexta-feira 13. Mas deixa o sol ir embora e o frio dominar que não vai ter como escapar. Segue a minha tradicional listinha (atualizada) de filmes de terror/suspense pra animar o dia (ou melhor, a noite):

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1. “Psicose“, de Alfred Hitchcock

Não dá pra começar uma lista de filmes de terror sem o mestre do suspense, certo? Então nada melhor que o talvez maior clássico do cinema de terror/suspense de todos os tempos, que continua assustador. Saiba mais sobre ele aqui.

 

 

2. “Alien, o 8º Passageiro“, de Ridley Scott 

Embora os quatro episódios da cinessérie sejam ótimos, o único que realmente dá pra chamar de “filme de terror” é o primeiro, claustrofóbico, influente, recheado de cenas aterrorizantes envolvendo monstros que saem da barriga de pessoas, vermes grudando em cabeças e a precursora das heroínas de ação (a Ripley de Sigourney Weaver). E se você acabou de ver “Prometheus” no cinema, deve estar com vontade de rever o original pra lembrar o que aconteceu depois de… (calma, não vou entregar o que acontece no filme novo).

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3. “Jogos Mortais I a VII“, de James Wan e outros

Pode-se falar o que for dessa série que até o presente momento termina no sétimo filme (o único em 3D): que é apelativa, que foi responsável por criar um dos mais horrorosos sub-gêneros da história (o torture porn, como se chamam os filmes que mostram pessoas sendo torturadas com gosto), que já deu o que tinha que dar.  Mas duas coisas não podem ser negadas: 1) o primeiro filme é uma pequena obra-prima (e NÃO, não pode ter inaugurado o torture porn simplesmente porque NÃO MOSTRA UMA CENA NOJENTA SEQUER, APENAS SUGERE – assim como fez alguns anos antes o badalado e ainda melhor “Seven – Os Sete Pecados Capitais”); e 2) a série consegue o raro feito de fazer sentido, ou seja, cada filme complementa o outro, acrescentando detalhes, explicando, atando pontas – e não, como se poderia esperar de uma série como essa, oferecer simplesmente mais do mesmo. Tá, do segundo filme em diante as cenas nojentas começaram a aparecer – mais isso é só um detalhe (o segundo e o sexto episódios são quase tão bons quanto o primeiro).

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4. “O Enigma do Outro Mundo“, de John Carpenter

Um dos filmes mais assustadores e angustiantes de todos os tempos, disparado o melhor filme do diretor Carpenter, que fez vários mini-clássicos nos anos 80 (“Christine, o Carro Assassino”, “Os Aventureiros do Bairro Proibido”, “Fuga de Nova York”) e depois sumiu (na verdade ele voltou a fazer uns filminhos recentemente, mas nada no nível dos oitentistas). Na Antártida, Kurt Russell é o líder de um grupo de cientistas e militares que está isolado em uma estação de pesquisa por causa de uma tempestade de neve. Quando um helicóptero cai ali perto e os cachorros começam a agir de modo estranho, eles percebem que tem mais alguma coisa com eles. E essa coisa (o nome original do filme é simplesmente “The Thing”) começa a atacar. Só digo que quando eu vi esse filme quando era adolescente eu fiquei uns dois dias sem dormir e depois comecei uma estranha mania de derreter bonequinhos de plástico. A PROPÓSITO: ano passado foi lançada uma “prequel” bacaninha, também chamada “The Thing”, mas que até agora não foi lançada por aqui. Vale a pena baixar ou importar, nem que seja só pra ver a delicinha da Mary Elizabeth Winstead (de “Scott Pilgrim Contra o Mundo”), que faz a protagonista (mas o filme é legal também).

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5. “Drácula de Bram Stoker“, de Francis Ford Coppola

Considerado por alguns como cafona, uma obra menor do mestre Coppola, pra mim é um dos melhores filmes de todos os tempos (no mínimo no meu Top 10). O elenco é incrível (Gary Oldman está perfeito, Winona Ryder no auge, Anthony Hopkins brilhante como Van Helsing, nem o Keanu Reeves compromete!), o visual é fantástico (o filme ganhou três Oscars técnicos), os efeitos são bacanas – e de quebra ainda tem as monstrengas mais sexy do cinema (as noivas do Drácula, uma das quais é ninguém menos que Monica Bellucci antes de ficar conhecida).

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6. O Labirinto do Fauno“, de Guillermo del Toro

A bela e assustadora fábula dirigida pelo mexicano Del Toro que consegue alternar o terror fictício estampado no mundo fantástico descoberto pela garotinha Ivana Baquero e povoado pelas criaturas inesquecíveis (no bom e no mau sentido) vividas pelo elástico e impressionante Doug Jones, e o terror real representado pelo cruel general franquista interpretado por Sergi López. Um dos melhores filmes dó século XXI. MAIS UM ESPANHOL/MEXICANO: outro filmaço de suspense também produzido por Del Toro é “O Orfanato”, que tem a atriz Belén Rueda como uma mulher que vai morar em uma mansão que funcionou como um abrigo para crianças e enfrenta terrores do passado. Atenção pra participação especial de Edgar Vivar, o Seu Barriga do “Chaves”, em um raro papel sério.

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7. “Contágio“, de Steven Soderbergh

Falando em terror real, que tal esse, que mostra uma epidemia de consequências catastróficas pro mundo todo? Com um elenco de astros (Matt Damon, Jude Law, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Marion Cottilard e outros) que podem morrer a qualquer momento, consegue ser mais assustador que muito filme de horror de mentirinha.

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8. “Sobrenatural“, de James Wan

Pra encerrar, que tal um típico filme de casa mal-assombrada? Dos mesmos criadores da série “Jogos Mortais” (mas não é torture porn, vale lembrar), esse filme tem o adicional de mudar de rumo completamente da metade em diante. Patrick Wilson e Rose Byrne são o casal que se muda pra uma casa onde estranhas coisas começam a acontecer. Bem acima da média do gênero.

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Já falei bastante neste blog do quanto eu gosto do programa do Stephen Colbert, exibido pelo canal Comedy Central nos EUA (mas infelizmente não aqui no Brasil). Todo episódio termina com uma entrevista com algum político, escritor, ator, cantor etc. na qual o grande astro é sempre o próprio apresentador/entrevistador. No programa de 19 de junho ele chamou a atriz Olivia Wilde (a Thirteen da série “House”) pra falar do novo filme “People Like Us” (também estrelado por Elizabeth Banks e Chris Pine e ainda inédito por aqui), do envolvimento dela com a política (principalmente na campanha do Obama) e da lista das mais sexy da revista Maxim (Olivia ficou em 5º e Colbert em 69º), terminando com uma disputa sobre qual deles seria o ator/atriz mais “intenso”. Vejam  aqui.

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Tem coisas no cinema americano que realmente não dá pra entender. Como é que um filme do calibre e da qualidade de “Apenas Uma Noite” (Last Night, no original), estrelado por gente como Keira Knightley, Eva Mendes e o então “astro do momento” Sam Worthington (o filme é de 2010, ou seja, ele tinha acabado de fazer “Avatar”, “Fúria de Titãs” e “O Exterminador do Futuro: A Salvação”), pode ter sido engavetado pelo estúdio, exibido um ano depois somente em um festival e em circuito limitado (pouquíssimas salas em pouquíssimas capitais) e finalmente lançado diretamente em DVD? Pelo menos no Brasil o filme chegou aos cinemas, ainda que com dois anos de atraso – estreou na última sexta. E vale muito a pena conhecê-lo.

Keira e Sam fazem um casal aparentemente feliz. Depois de um dia de trabalho eles conversam, se arrumam e vão pra uma festa com a turma do trabalho dele. Lá, ao ver a cumplicidade que ele tem com uma colega (papel de Eva), ela fica ressabiada – e chegando em casa o questiona quanto a isso, que garante que ela está “viajando”. Tudo bem. No dia seguinte, ele parte em uma viagem a trabalho (com outros colegas, incluindo, claro, a “dita cuja”). Enquanto isso, ela reencontra por acaso um ex-namorado que hoje vive na França (papel do ator francês Guillaume Canet) e com quem ela mantinha contato esporádico e apenas virtual. O que se segue é a “noite” do título, quando vemos alternadamente o que acontece com os dois “casais”, com direito a muita tensão, questionamentos (morais ou não) e um approach que lembra muito o filme (e a peça) “Closer”, só que de um modo até mais adulto e realista.

Roteiro incrível, diálogos idem e atuações convincentes nos deixam grudados na cadeira, sem saber pra quem torcer, pra QUE torcer e, o melhor de tudo, sem criar mocinhos e bandidos ou dizer quem está certo ou errado. Imperdível!

P.S.: A direção e o roteiro são da iraniana Massy Tadjedin, que antes escreveu o intrigante “Camisa-de-Força” (The Jacket), também estrelado por Keira e pelo Adrien Brody.

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“Apenas Uma Noite”

(Last Night, EUA, 2010) Dir.: Massy Tadjedin. Com Keira Knightley, Sam Worthington, Guillaume Canet, Eva Mendes, Griffin Dunne.

NOTA: 9,5

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Confesso que estava com certo receio de assistir o novo “American Pie” – pensei que pudesse ser apenas uma besteirada caça-níqueis feita com o único objetivo de reativar as carreiras de atores que não conseguiram ter sucesso fora da série. Mas fico feliz por dizer que não apenas o filme passa longe disso, como ainda é muito bom e talvez o melhor dos quatro episódios oficiais. Além de conseguir a proeza de juntar todos os integrantes do elenco original, o que não aconteceu na parte três (ainda que alguns atores como Shannon Elizabeth e o “Sherminator” Chris Owen só apareçam no finalzinho do filme), o roteiro consegue ser redondinho, bem sacado e não tem aquela cara de “situação requentada” tão comum em sequências deste tipo (mas claro que não deixando de ter “situações requentadas” no bom sentido).

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A série criada em 99 pelos irmãos Paul e Chris Weitz (que logo depois fariam a obra-prima “Um Grande Garoto”) foge do padrão das típicas comédias adolescentes por não ser apenas um amontoado de baixarias, mas sim ter personagens muito bem construídos e, principalmente, coração. O primeiro filme apresentava os personagens e mostrava um grupo de amigos adolescentes tentando perder a virgindade nos anos 90, numa espécie de releitura de “clássicos” dos anos 80 como “Porky´s” e “Picardias Estudantis” com as baixarias do primeiro e a irreverência do segundo. A parte dois era “mais do mesmo”, um ano depois (mas sem perder a mão). E a parte três (“O Casamento”), se perdeu um pouco da identidade por não ter todos os personagens originais e por ser um tantinho melancólica, ganhou pontos ao se tornar o “show do Stifler” – o personagem de Seann William Scott que foi criado pra ser um escroto nojento mas que acabou se tornando a alma de todos os filmes. Agora, na parte 4, os diretores e roteiristas Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg conseguiram a proeza de escrever uma história que mantém a personalidade (tanto da série em si como dos personagens) e criar situações verossímeis para todos eles dez anos depois, fugindo daquele manjado “vamos reunir todo mundo e pronto, e no fim todo mundo fica junto”. O grande destaque é mais uma vez Stifler, o cara que insiste em querer que as coisas continuem como eram no colegial mas acaba aprendendo que tudo passa. Bem legais também as referências a coisas e situações atuais que são bem diferentes de como eram 13 anos (quando os amigos se formaram no colegial). E atenção pra aparição de uma quase irreconhecível Rebecca De Mornay no finalzinho como a mãe do Finch (**SPOILER ALERT** e quem conhece a série já pode imaginar o que essa presença significa **SPOILER ALERT**).

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Eu sou um pouco suspeito pra falar, já que sou grande fã da série toda, mas acho que até quem não curtiu muito os filmes anteriores pode se divertir com esse aqui (aproveito pra dar notas também pros outros três, já que revi todos antes de ir ao cinema).

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“American Pie – O Reencontro”

(American Reunion, EUA, 2012) – Dir.: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg. Com Jason Biggs, Seann William Scott, Alyson Hannigan, Chris Klein, Thomas Ian Nicholas, Eddie Kaye Thomas, Eugene Levy, Mena Suvari, Tara Reid, Jennifer Coolidge, Audrina Partridge, Dania Ramirez, Jay Harrington, Ali Kobrin, John Cho, Shannon Elizabeth, Natasha Lyonne, Chris Owen.

NOTA: 8,5

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“American Pie “ (American Pie, EUA, 99)

NOTA: 8

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“American Pie 2” (American Pie 2, EUA, 01)

NOTA: 7,5

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“American Pie – O Casamento” (American Wedding, EUA, 03)

NOTA: 7

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É uma pena que o novo filme do diretor de “V de Vingança” não esteja fazendo o sucesso que merecia – rendeu apenas US$ 17 milhões em 3 semanas de exibição nos EUA, o que é considerado fraco pros padrões de lá. Talvez isso fosse diferente se abusassem mais das cenas grotescas estilo torture porn, mas como a maioria dos crimes aqui só são vistos depois de cometidos, a maior parte da violência é mais sugerida que vista (o filme só tem uma cena estilo “Jogos Mortais”, aliás idêntica a um dos assassinatos cometidos pelo infame Jigsaw). De qualquer forma, o filme é bom, tenso, a atmosfera sombria e a reconstituição de época (século XIX em Baltimore) não decepcionam, e John Cusack está ótimo no papel do famoso escritor Edgar Allan Poe. O filme pretende contar o que teria acontecido nos últimos dias de vida do poeta, um período nebuloso que não tem registros – ou seja, ninguém sabe o que aconteceu. Assim, o engenhoso roteiro cria um serial killer que comete crimes inspirados nos contos de Poe, o que em um primeiro momento o coloca como suspeito, mas logo fica claro que o objetivo do assassino é envolver o escritor na investigação e brincar com ele – brincadeira que se torna um jogo de vida ou morte quando a namorada dele (a lindíssima Alice Eve) é raptada. Obviamente, quem conhece a fundo a obra de Poe vai se divertir muito mais com as referências, mas mesmo quem não é tão familiarizado vai se envolver e curtir.

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“O Corvo”

(The Raven, EUA, 2012) – Dir.: James McTeigue. Com John Cusack, Luke Evans, Alice Eve, Brenda Gleeson.

NOTA: 7,5

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“Contraband”, com o Mark Wahlberg e a Kate Beckinsale (sem previsão de estreia no Brasil), fez sucesso nas bilheterias americanas no começo do ano e acabou de sair em Blu-Ray e DVD por lá. Remake de um filme islandês (curiosamente, o diretor da versão “made in USA” era o astro do original), é um thriller de ação bem acima da média, meio heist movie (i.e., aqueles filmes que mostram um grande golpe pra roubar alguma coisa, tipo “Ocean´s Eleven” e afins). Wahlberg é um ex-contrabandista que largou a vida de crimes depois de casar e ter dois filhos, mas é arrastado de volta quando o cunhado se envolve com um traficante (Giovanni Ribisi) – e o golpe pra salvar a pele do moleque envolve dinheiro falso, um navio cargueiro, a cidade do Panamá e até uma pintura de Jackson Pollock. O bom elenco ainda tem Ben Foster como o melhor amigo do protagonista, outro ex-criminoso reformado (**SPOILER ALERT**: mas quem conhece o ator sabe que ele raramente é bonzinho, então dá pra imaginar que tem algo estranho ali **SPOILER ALERT**). O filme já valeria só pela Kate Beckinsale, sempre linda (e em versão indefesa dessa vez, descansando um pouco de dar porrada nos outros como vem fazendo bastante nos últimos filmes), mas prende a atenção e vale os 100 minutos de duração.

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“Contraband” (EUA, 2012) – Dir.: Baltasar Kormákur. Com Mark Wahlberg, Kate Beckinsale, Ben Foster, Giovanni Ribisi, J.K.Simmons, Diego Luna.

NOTA: 7

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Depois de Michael Jackson, Justin Bieber, Hannah Montana/Miley Cyrus e do elenco de Glee, agora é a vez da musa Katy Perry ter o seu show/documentário nos cinemas e em 3D. “Part of Me” estreia nos EUA no dia 4 de julho e no Brasil em agosto. Segue o trailer.

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